3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens

22 de abr. de 2015

Siga Paul Stanley!

Nesta semana, os fãs brasileiros do Kiss poderão ficar mais perto da banda, já que os quatro mascarados estão em turnê pelo país (ontem, 21, em Curitiba; amanhã, 23, em BH; dia 24 em Brasília e dia 26 em São Paulo). Quem pode mai$, além de se aproximar através dos shows, também comprou o pacote de R$ 4 mil que dá direito a uma sessão de Meet and Greet com a banda. Já quem estiver em São Paulo vai poder ficar mais perto ainda do membro mais icônico da banda e sua fiel companheira: Gene Simmons e sua língua estarão na Livraria Cultura, em São Paulo, no sábado (25), para o lançamento do livro do baixista, "Eu, S.A. – Construa um exército de um homem só, liberte seu deus interior (do rock) e vença na vida e nos negócios " (ed. Rocco).

Mas é possível ficar perto de outro membro da banda independente de shows, pacotes caríssimos ou sessões de autógrafos - entenda apenas que o conceito de "perto", neste caso, pode ser também um encurtador de distâncias propiciado pela internet. É Paul Stanley. Vejo o vocalista do Kiss todos os dias. Na minha timeline do Twitter. E é um dos perfis mais legais que sigo: ativo, espontâneo, descontraído, interativo, tudo muito com um clima de vida real - o que cria essa sensação de proximidade.

Há mais de um ano seguindo Paul no Twitter, tenho a sensação de que ele é aquele vizinho que, apesar de não ter nenhuma relação especial comigo, tem pinta de gente fina, me desperta simpatia e está aí, todos os dias, cruzando meu cotidiano em algum momento. O Starchild é do tipo que tira foto de comida, tira sarro dos looks  da Semana de Moda de Nova York e comenta sobre os treinos que faz na academia. Tem dias que ele acompanha a esposa na aula de yoga. Depois os dois vão fazer um lanche no Starbucks. Faz parte do estilo de vida atual do artista, dinâmico, pra cima, otimista. Até hashtag que evoca isso ele criou: #LiveToWin. Muito recorrente na timeline de Paul, sempre vem acompanhada de tweets e imagens motivacionais.


Como ele é esse cara gente fina, separa tempo para dar atenção a quem tanto lhe requisita: os fãs. Eventualmente ele abre sessões de perguntas e respostas com os fãs - por conta própria, quando dá na telha, por tempo indeterminado, sem assessores interferindo ou ditando as regras ou sem a intenção de promover algo do seu trabalho. Responde de tudo: desde fãs brasileiros perguntando sobre a turnê no país até um fã que estava em dúvida sobre qual o melhor vinho que deveria comprar. Aos sábados, especificamente, é dia de ativar sua outra hashtag: #StarchildSatyrday, quando posta (e elogia absolutamente todas) as fotos de fãs caracterizados com a maquiagem do seu personagem no Kiss, o referido Starchild, de face branca e estrela negra no olho direito.


Mas Paul também é um astro do rock e não se esquece disso no Twitter. A parte mais interessante é que ele faz isso com um entusiasmo de um músico iniciante, daquele tipo que ainda se empolga com as primeiras entrevistas e batalha para divulgar cada show na sua agenda. Paul posta fotos de bastidores de entrevistas, selfies no camarim e na chegada ao aeroporto, convoca o público para cada show do Kiss e logo em seguida agradece a todos aqueles que compareceram à apresentação. Ele faz parecer como se para ele tudo ainda fosse tão encantador como da primeira vez. Poderia ter assessores que fizessem o mesmo tipo de divulgação de maneira burocrática, mas faz por conta própria, do seu jeito e com muita disposição.


A propósito, Gene Simmons também está no Twitter, tem quase quatro vezes mais seguidores que Paul, mas seu perfil segue mais essa linha burocrática-divulgação-de-agenda que mencionei acima. Não tenho dúvidas de qual grupo de seguidores se sente mais próximo do ídolo.

E que fique claro: não sou fã do Kiss, a banda nunca me marcou ou fez parte da minha história, apesar de eu ser capaz de entender o papel específico que eles desempenharam no showbiz. Ouvi a banda como caminho natural de quem ouve rock - simplesmente é preciso ouvir os clássicos. Pra você ver como Paul Stanley consegue ser uma figura extremamente simpática no Twitter. Conquiata até quem não é fã. Segue lá: @PaulStanleyLive.


16 de mai. de 2014

The dream is over: Morrissey diz que há um impostor em seu lugar no Twitter

Fomos trolados. O perfil do Twitter @itsmorrissey não é de Morrissey. O maior inglês vivo divulgou hoje nota no site True To You, mantido por fãs mas praticamente um site oficial usado corriqueiramente pelo próprio para pronunciamentos, que ele não possui nenhuma conta no Twitter e não faz ideia de quem abriu-a em seu nome. E mais: ele nega também ter uma página oficial no Facebook. Dizendo-se "untwitterably" (um neologismo próximo de algo como "intuitável"), o músico não presta mais esclarecimentos, o que deixa em aberto algumas questões:  

1) Se a conta do Twitter não é de Morrissey, por que ela carrega o selo de conta verificada, mecanismo que o próprio Twitter criou para garantir a autenticidade de perfis de gente famosa?

2) Se a página do Facebook existe desde 2010 e se apresenta como canal oficial do músico na rede social, por que só agora, quatro anos e mais de 1 milhão de seguidores depois, Moz resolveu esclarecer que não tem nenhuma ligação com a fan page?

3) Quem é (ou quem são) o ser humano que conseguiu driblar o esquema de contas verificadas do Twitter, manteve por quatro anos um suposto canal oficial no Facebook sem ser incomodado e conseguiu enganar meio mundo?

Leia abaixo a íntegra do comunicado de Morrissey, que não responde a nenhuma dessas perguntas:

"Eu gostaria de salientar que eu não tenho uma conta no Twitter nem no Facebook. Vi que foi aberta uma conta no Twitter em meu nome - como "Its Morrissey" - mas NÃO é Morrissey. Eu não sei quem abriu esta conta, mas lembre-se que ela é falsa. Isso, claro, se você deveria remotamente se preocupar com isso". 

Untwitterably yours,
MORRISSEY
Salt Lake City
15 May 2014.

15 de mai. de 2014

Siga este moço no Twitter: @itsmorrissey

Em um dia histórico, como definiu de maneira maravilhosamente exagerada o Pitchfork, Morrissey fez sua estreia no Twitter, na última quarta (14). A conta de Moz já existia desde 2009, mas os primeiros 140 caracteres só foram digitados ontem - e, sim, as mensagens (três até agora) são de autoria do próprio, conforme confirmação de sua conta no Facebook.

A adesão do músico ao microblog não deixa de parecer uma jogada articulada para promover o lançamento de seu novo álbum, "World Peace Is None Of Your Business", previsto para julho (e cujo primeiro single, homônimo, foi divulgado nesta semana), mas nada tira o brilho do fato de que agora o maior inglês vivo habita o mesmo espaço que eu, você e o Johnny Marr.

O ex-companheiro de Moz, por sinal, está fazendo a egípcia até o momento sobre esse bombástico acontecimento, mas o resto do mundo não se conteve e, em 140 caracteres, despejou impressões rasgadas de amor e/ou ódio combinadas com um fino sarcasmo sobre a novidade. Ou seja, bem no nível da escala Morrissey de drama e acidez.

Algumas das melhores manifestações:









9 de mar. de 2014

Em formato de embalagem de Toblerone, o  player de música digital (que não é MP3) do Neil Young vai ser apresentado na terça e estará à venda a partir de quinta

Neil Young vai contar pra gente nesta terça (11), em palestra no South by Southwest, qual é a real do seu Pono, novo formato de arquivos de áudio, reprodutor (PonoPlayer) e serviço de música digital (PonoMusic) que promete música em alta resolução no qual ele vem trabalhando há aproximadamente dois anos. Tudo isso pra ver se convence a moçada a comprar o PonoPlayer, a parte física do sistema, que vai estar à venda a partir de quinta (15) no Kickstarter a preço promocional - embora o valor do desconto não tenha sido informado, é oficial que o aparelho chegará ao mercado custando US$ 400.

Um purista do som, Neil Young quer salvar os ouvidos das novas gerações do que ele considera ser uma baixa qualidade do áudio oferecido nos serviços de música digital como iTunes e Spotify. Em entrevista feita quando o projeto ainda se encontrava em fase preliminar, Young disse que arquivos de MP3 chegam a ter apenas 5% dos dados contidos em uma gravação original. E o que ele quer (e está prometendo) é recuperar essa qualidade perdida.

Young recrutou a Ayre, empresa especializada em tecnologia de áudio, para desenvolver um formato de áudio que permitisse aos ouvintes ter acesso às gravações com qualidade de estúdio e a maior fidelidade de áudio possível. Estima-se que os arquivos terão uma taxa de bits de 320 kbps (kilobit por segundo). Este é o valor máximo suportado atualmente pelo MP3, mas, em média, estes arquivos vêm com uma taxa de 128 kbps. A taxa de bits indica a quantidade de dados guardada por unidade de tempo.

Na prática, o Pono vai funcionar assim: o PonoPlayer vai vir com memória de 128 GB, o suficiente para armazenar entre 1 mil e 2 mil álbuns, segundo o fabricante (daí a estimativa de cada arquivo ter uma taxa de bits de 320 kbps). Em formato de embalagem de Toblerone, o aparelho tem tela touch screen, suporta cartão de memória e vai custar US$ 400 (nos Estados Unidos, o iPod Classic, com 160 GB, custa US$ 260). A PonoMusic é a loja online onde será possível fazer o download de músicas e discos do catálogo de gravadoras grandes e independentes por valores ainda não informados. Fones de ouvido customizados para o PonoPlayer também estarão à venda na loja. Um aplicativo para desktop vai fazer a ponte entre os dois anteriores, permitindo o download e a sincronização de música não só do Pono, mas também de "outros serviços de música de alta resolução", segundo o comunicado oficial sobre o lançamento do produto.

Muito poético, Neil Young disse que ouvir o Pono é como "ver os primeiros sinais da luz do dia logo depois de sair de uma sala de cinema em um dia ensolarado". Eu, que só vou ao cinema no fim da tarde ou à noite (quando vou, porque às vezes vejo os filmes do meu computador), e que passei a infância ouvindo vinil e fitas K7, comecei a adolescência ouvindo CD e sigo firme no MP3 desde a era Napster, aprendi a não me apegar a formatos. Quero mesmo o som entrando pelos meus ouvidos da maneira mais fácil e imediata possível. E acho que meus ouvidos, nesse meio tempo, desaprenderam a diferenciar contrastes em ondas sonoras, bits ou que o for - a não ser que sejam diferenças muito óbvias. Suspeito que tem toda uma geração pós-Napster mais radical ainda nesse sentido. Ou seja, Neil Young tem um grande desafio pela frente. Mas, como é um senhor muito do distinto, merece pelo menos nossa atenção.

24 de fev. de 2014

Por 30 mil doletas dá pra ter uma cama modernete que toca música

Quando bebês, somos ninados ao som de cantigas fofas pelas nossas mães para pegar no sono, ficamos mal acostumados e, quando crescemos, continuamos precisando de música para dormir. Pelo menos tem sido assim comigo há muito tempo, principalmente quando o sono faz mais cerimônia para aparecer. Fico entusiasmada em descobrir que o mercado já tem brinquedinhos pra gente grande como eu experimentar esse hábito adquirido na infância de novas maneiras.

O primeiro deles é o Tranqulity Pod, um híbrido de cama com alto-falante. Com aproximadamente dois metros de diâmetro, o objeto vem equipado com colchão d'água, dois travesseiros e um sistema de som integrado de 80 watts que é ativado ao ser conectado com seu smartphone. Ele também emite vibrações para massagear o corpo, e as vibrações podem ser sincronizadas com a música emitida pelo seu player de música. Para potencializar a experiência sonora, a estrutura de fibra de vidro bloqueia 90% do ruído exterior, segundo promete o fabricante.

Mas, espere, não é só isso. Um sensor de pulso sincroniza as batidas do coração com as lâmpadas de LED internas, de modo a criar um ambiente compatível com seu estado de espírito. Um painel interno permite controlar estas e outras configurações, como a temperatura do colchão. Quanto? US$ 30 mil. 

Travesseiro e faixa  que também são players de música

Com valores muito mais modestos e reais, um travesseiro e uma faixa para ser usada na cabeça também levam a música pra sua cama. O Sleep Sound Generating Pillow é um travesseiro que vem com entrada para plugar seu aparelho de MP3 e, com isso, emitir diretamente as músicas gravadas nele - resolve assim o problema de se enroscar com o fone de ouvido ou danificar o acessório durante o sono.

Além disso, vem programado para emitir outros sons que em tese estimulam o sono: o ruído branco (uma combinação de sons de várias frequências que acredita-se ter função relaxante) e nove sons da natureza (canto de pássaros, ondas do mar, e outros #hippiefeelings)

Ele tem alto-falantes embutidos, segundo o fabricante imperceptíveis e cujo som é audível apenas para quem usa o travesseiro, sem vazar para uma possível companhia na cama. Um painel lateral permite controlar todas as configurações, inclusive um timer para determinar o tempo de emissão dos sons. Quanto? US$ 69,95.

Outra alternativa aos fones de ouvido é a Sleep Assisting Music Headband, uma faixa elástica que tem fones de 2 cm de diâmetro embutidos para ser usada na cabeça. O "tchan" do objeto é aderir à cabeça com mais firmeza, diminuindo o risco de escapar e se perder na cama durante o sono Tem controle de volume, é compatível com players de MP3 e lavável à máquina (!). Quanto? US$ 39,95.

Todas as quinquilharias estão à venda na Hammacher Schlemmer, tradicional varejista norte americana.
Human after all, o Daft Punk brinca com uma fronteira que, na prática, vive sendo cruzada

Enquanto o Daft Punk segue fazendo de conta que é uma dupla robô e gente segue fazendo de conta que compra a ideia, tem gente introduzindo robôs e outras linguagens e ferramentas futuristas na música de uma maneira bem mais efetiva.

No próximo dia 8 de abril, você será apresentado ao álbum "Music for Robots", o primeiro da banda Z-Machines. O nome mais adequado para o disco, porém, seria Music from Robots, uma vez que os integrantes são três robôs japoneses - um tecladista, um guitarrista com 72 dedos e um baterista de 22 braços. A iniciativa é do selo inglês Warp Records em parceria com o produtor britânico Squarepusher. A ideia, inicialmente, era apenas explorar as possibilidades da produção musical via robôs, mas o resultado se mostrou surpreendente: em pouco tempo, eles já tinham cinco faixas com instrumentos sendo tocados de uma maneira até então considerada impossível, segundo Squarepusher declarou ao site The Verge.

Uma banda inteiramente formada por robôs não chega a ser novidade. Em 2012, o grupo Compressorhead causou por aí justamente por ser um trio de robôs capaz de tocar clássicos do rock, como "Ace of Spades", do Motorhead. O Z-Machines, porém, dá um passo à frente ao produzir música própria, como a composição abaixo antecipa.



O humano que quiser sentir parte desse mundo de ficção científica do qual o Z-Machines parece ter saído pode se aventurar com o Aura, uma luva que produz música graças a sensores eletromagnéticos acoplados ao dispositivo. A ideia dos desenvolvedores, cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, era criar um instrumento baseado unicamente no movimento e que se afastasse de qualquer referência de um instrumento tradicional.



Não é ineditismo puro, como o caso do Z-Machines, mas introduz novidades. Por exemplo, lembra um pouco o teremin, instrumento criado pelo russo Leon Theremin, que também é baseado no movimento e dispensava o toque - os sons são emitidos a partir das frequências captadas por antenas acopladas ao instrumento. Mas o Aura parece dar muito mais liberdade de movimento pelo fato de os sensores estarem diretamente acoplados às mãos e não presentes em antenas (no caso do instrumento russo), que limitam a área de movimento de quem o toca.

Lembra também o padman, que o John, do Pato Fu, usava nos primórdios da banda. O dispositivo, também ativado por luvas, era acoplado ao corpo de John e emitia sons sempre que ele movimentava as mãos contra o corpo. Os sons, porém, eram os de um instrumento pré-existente, no caso, uma bateria, o que não é o caso do Aura, que emite um som singular.

Já a banda norte-americana Lord Huron não lança mão de robôs (seus integrantes são todos humanos de carne e osso, até onde se sabe) ou interfaces musicais modernosas, mas também parece ter saído de algum roteiro de ficção científica. O termo-chave aqui é realidade alternativa. Tirando o tom folk das músicas, nenhuma outra referência da banda tem correspondência no mundo real. Inspirações, clipes, nomes das músicas e até o nome do grupo são baseados em um universo cuidadosamente inventado pelo vocalista, Ben Schneider, que anos atrás trabalhou como diretor de arte e desenvolvedor de jogos de realidade alternativa.

No universo paralelo a partir de qual se estrutura o conjunto de referências artísticas da banda, Lord Huron é o protagonista da série de aventuras de western "Lonesome Dreams", escrita pelo romancista norte-americano George Ranger Johnson. São 11 títulos, escritos entre o fim dos anos 1960 e os anos 1970. Tudo fruto da imaginação de Schneider, mas realisticamente documentado em um site dedicado ao autor fictício. O nome da banda pega de empréstimo o nome do protagonista, o disco é batizado com o nome da série e cada uma das 11 faixas tem o nome de um dos livros da série. Nos clipes, Schneider encarna o protagonista Huron e encena, ao lado dos companheiros de banda, as histórias (nunca) contadas nos livros.



As fronteiras entre realidade concreta e paralela podem ficar ainda mais borradas uma vez que o Lord Huron pretende lançar um aplicativo que vai obrigar o fã a visitar um local específico para ter acesso a uma nova música da banda.




17 de jan. de 2014

Olha-Olha Cada um na sua bolha (musical)

Quando a gente aperta o play e põe os fones de ouvido é como se, de maneira mágica, a gente desligasse o mundo lá fora, mesmo que você esteja fazendo o seu trabalho ou na rua, no meio da multidão. E se a gente pudesse atingir esse efeito de uma maneira muito mais intensa e imersiva?  

Uma empresa sueca, a ST, oferece o The Orb como resposta. O dispositivo é uma espécie de alto-falante gigante e habitável em formato de bolha no qual você entra e se acomoda para ouvir música. A proposta é oferecer uma experiência única ao se ouvir música. O segredo, segundo a desenvolvedora, está no formato do dispositivo: ambientes de formato esférico são mais eficientes no bloqueio de ruídos externos. Para potencializar a experiência, o The Orb é equipado internamente com 18 alto-falantes e travesseiros da marca sueca Tempur, conhecidos por se ajustarem ao formato e à temperatura do usuário, e que dariam sensação de conforto ao usuário.

Quanto custa o brinquedinho? US$ 15 mil. Inicialmente, porém, a ideia da ST não é produzir o The Orb em larga escala. A empresa está com uma campanha de crowdfunding em aberto para produzir apenas duas unidades. Detalhe: só se pode contribuir com exatos US$ 15 mil, ou seja, você automaticamente estará comprando seu Orb e será uma das duas pessoas no mundo a possuir a engenhoca. A campanha fica aberta até o dia 28 de fevereiro.

14 de jan. de 2014

Pode ouvir música e sair correndo por aí. 50 Cent promete que seus fones não vão estragar com o seu suor

Bem ao estilo Dr. Dre, que lançou a linha de fones de ouvido Beats e conseguiu transformar os acessórios em um must have pra muita gente, o rapper 50 Cent apresentou nesta semana em Las Vegas, na CES, maior feira de tecnologia do mundo, uma nova linha de fones de ouvido da SMS Audio, empresa da qual é proprietário.

A principal promessa dos lançamentos é a mesma dos demais produtos do gênero, ou seja, oferecer áudio de qualidade e acessórios com certa dose de estilo, mas há uma frescurinha a mais desta vez: o uso de nanotecnologia para repelir o suor, fator que, segundo o fabricante, danifica a longo prazo os fones de ouvido. Ainda segundo a SMS Audio, a mesma nanotecnologia protege os fones contra a água e aumenta sua resistência em temperaturas extremas - no caso de termômetros na altura, situação em que o suor aumenta, a proteção aumenta também.

O fone também é wireless. Lá fora, chegará ao mercado por US$ 160.

23 de nov. de 2013

A gente já sabe que aquela história segundo a qual o videoclipe estava morto foi uma das maiores furadas da MTV. Tanto que ela morreu antes. O clipe apenas migrou e se dispersou por outras mídias, e ainda por cima aproveitou as características técnicas destas novas mídias - computador, tablet e celular - para renovar sua linguagem. Tanto que há algum tempo a gente vê o lançamento dos chamados clipes interativos.

Mas nesta semana a nova categoria de clipe ganhou, de uma vez só, três novos exemplos de que, mais que viva, a linguagem dos videoclipes tem impensáveis caminhos de renovação, e talvez a gente ainda não faça a menor ideia de nem um décimo deles.

1)Queens of the Stone Age, "The Vampire of Time And Memory" e o clipe-hiperlink
Com a assinatura do Creators Project, o novo clipe da banda de Josh Macho-Alfa Homme propõe que o espectador explore a sala soturna na qual se passa a ação do vídeo. É possível ver a banda e atrizes em diferentes cenários. Paralelo a isso, os objetos de decoração do local remetem a conteúdos externos, tais como o link do novo disco da banda no Itunes e uma loja de pôsteres com a arte presente no vídeo. Muito esperto.

Versão interativa: www.vampyreoftimeandmemory.com




2)Pharrell, "Happy" e o clipe-estendido 
E se ao invés de um canal que passa clipes 24 horas por dia a gente tivesse um único clipe que ocupa as 24 horas de um dia? Pode não ter sido essa a pergunta que deu origem a "Happy", do Pharrell, mas é a inversão de termos que ele provoca. O clipe da música, que faz parte da trilha de "Meu Malvado Favorito 2", acompanha um dia inteiro na vida de Pharrell pelas ruas de Los Angeles. A concepção é do coletivo francês We Are From L.A.

Se você apertar o play e parar diante da tela, vai levar exatas 24 horas para chegar ao fim. Mas, claro, você não precisa gastar um dia inteiro para ver. É possível alternar aleatoriamente entre os vários momentos do dia clicando na posição correspondente do relógio que se sobrepõe à imagem, sempre mantendo a sequência da música - e essa é a graça da coisa: brincar de flanar com esse moço bonito que é o Pharrell.

Versão interativa: http://24hoursofhappy.com/




3)Bob Dylan, "Like a Rolling Stone" e o clipe-update
Um clássico feito há 48 anos ("Like a Rolling Sonte") com um clipe já bem legal feito há 18 anos (o vídeo de Michel Gondry para a versão dos Rolling Stones) ganhou novo frescor pelas mãos da  startup israelense Interlude.

Com a tela do computador simulando uma TV, o espectador tem à sua opção 16 canais com programação fictícia pelos quais pode zapear. As imagens são de telejornais, esportes e de gente cozinhando, mas todos os atores cantam os versos da música. Uma sugestão do descompasso na comunicação em meio à profusão de informações típica desse nosso tempo? Talvez, mas a princípio é só um material que coincide com o lançamento da "The Complete Album Collection Volume 1", com 47 CDs de Dylan. Ah, e claro, é também uma baita de uma diversão, do tipo que dá vontade de ver o clipe outra vez, sem necessariamente ter que ver o mesmo clipe. Que venham os próximos.

Versão interativa: http://video.bobdylan.com/


26 de dez. de 2012

O mundo não acabou, 2012 também não (quase), mas este blog só quer saber de 2013. Por isso, ao contrário dos anos anteriores, uma tentativa de retrospectiva (que fiz de alguma forma no Data Música aqui e aqui) vai dar lugar a algumas perguntas que podem encontrar respostas no ano que em breve começará. São cinco, que entrarão no ar ao longo da semana. Voilá:

Cazuza vai ser o primeiro holograma de 2013 em solo brasileiro

1)Os hologramas vão se firmar como possibilidade para o mercado de shows?
Foi um furdunço quando Tupac "reapareceu" em forma de holograma no show de Snoop Dogg durante o Coachella, em abril deste ano. O uso da tecnologia para levar aos palcos o rapper assassinado em 1996 foi saudada como uma revolução na indústria de shows. Foi surpreendente de fato, e a engenhoca abriu possibilidade$$ para o mercado. Muito se especulou desde então sobre quem seria o holograma da vez, mas ainda não vimos nenhum grande astro retornar aos palcos sob a forma de projeção. Michael Jackson e Elvis ficaram na promessa - por enquanto. Por aqui no Brasil, a história está mais concreta. Já sabemos que Cazuza será o primeiro holograma com selo tupiniquim. No dia 4 de abril, praticamente um ano após a "ressurreição" de Tupac, terá início uma turnê em celebração aos 50 anos do compositor, na qual a imagem dele estará presente em boa parte do show, que terá também alguns de seus parceiros musicais. No segundo semestre, será a vez de Renato Russo, em um espetáculo com a participação da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília. Vai ser o início do teste que vai mostrar se o bafafá do caso Tupac foi só surpresa ou o início de uma tendência.

4 de set. de 2012

Como o assunto de ontem foi shows pela internet, fiz uma mini agenda do que está previsto nessa nova (e cada vez mais constante) modalidade de entretenimento:

18/9 - The Killers
Parte da série "Unstaged", que coloca diretores de cinema para comandar transmissões de shows. A do Killers vai ficar sob responsabilidade de Werner Herzog. O show marca o lançamento do novo disco da banda, "Battle Born".
Onde: no canal da banda no Vevo

6/10 - Evanescence
O escolhido é o show que a banda faz no Rio, no HSBC Arena.
Onde: no Terra

18/10 - Robert Plant
O show que Plant faz no Rio, no mesmo local que o HSBC Arena, também ganha transmissão.
Onde: no Terra

20/10 - Planeta Terra
Vamos todos ver as performances de Suede, Garbage (tudo o que importa na programação deste ano) e o resto.
Onde: no Terra


3 de set. de 2012

Ouvir música em quaisquer circunstâncias é uma atividade vital pra mim, mas nenhum sentimento gerado por esse ato se aproxima da experiência de ouvir - e ver - a música acontecendo ao vivo. Cada música renasce diante de você, a voz e a imagem do artista se transformam em carne e osso e a emoção que tudo isso provoca é compartilhada coletivamente. É por isso que há 12 anos não gasto um centavo comprando música gravada, mas não me incomodo quase nada em pagar muito caro para ouvir música ao vivo. É tão único que vale cada centavo, mesmo que sejam milhares.

Pois a Wired está apostando que, do mesmo jeito que a tecnologia provocou mudanças que levaram pessoas como eu a não comprarem mais discos (leia-se vovô Napster e todos os seus filhos e netos), ela pode também fazer ruir a ainda lucrativa indústria de shows, deixando gente como eu na frente do computador para ver shows. O motivo da aposta é o Google+ Hangouts On Air. A ferramenta da rede social do Google permite que qualquer um transmita ao vivo para o mundo um show ou qualquer outro tipo de evento. A transmissão acontece pela conta no site, pelo YouTube e em quaisquer outros sites aos quais a ferramenta esteja incorporada.

Há shows pelos quais vale a pena pagar, há outros em que o melhor seria poder assisti-los de graça e nesse ponto a transmissão de shows pela internet aumenta a oferta de música, que já é imensa hoje. A exclusividade disso não é do Hangouts On Air, que apenas se soma a sites como YouTube (Rock in Rio, Coachella, shows do Cine Joia e outros casos isolados) e Terra (Planeta Terra e alguns shows isolados também).

Ainda que em outra dimensão, há um componente forte de experiência coletiva nessas transmissões via redes sociais. Nunca imaginei, por exemplo, que o Rock in Rio do ano passado, com aquele line up que muito pouco me agradou, poderia ter sido tão divertido quanto foi assistindo às transmissões no G1 e acompanhando a repercussão no Twitter e no Facebook. Imagina como seria então ter a mesma experiência com um show que realmente me interessa? Mas a certeza da materialização do seu ídolo e o milagre do renascimento só acontecem mesmo ao vivo.

Se o público vai se contentar em abrir mão desses dois aspectos e até encontrar mais vantagens num show visto da tela de um tablet ou notebook a ponto de mudar as estruturas da indústria de shows é questão de tempo. E olha que hoje não precisamos de esperar muito para ver as mudanças acontecerem. Seja lá o que acontecer, eu prefiro continuar pagando pra ver, em todos os sentidos.

30 de ago. de 2012

Nesta sexta (31), quem morar no Brasil (e também Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, EUA, França, Holanda, Suécia e Reino Unido) e acessar  listentobobdylan.com vai descobrir como ouvir o novo disco de Bob Dylan, "Tempest". Funciona assim: para cada país, haverá um mapa que indicará locais onde as faixas poderão ser ouvidas em dispositivos móveis. Uma das faixas, "Duquesne Whistle", já foi revelada com direito a clipe.


25 de jun. de 2012

No show que encerrou o festival Natura Musical, ontem (24), em BH, Gilberto Gil protagonizou o primeiro uso de holograma em show no Brasil. O baiano, que sempre se mostrou aberto a novidades tecnológicas relacionadas à produção e distribuição da música, contracenou com um holograma de si mesmo, bem mais jovem, durante a apresentação.

Contrariamente ao alarde que feito pela imprensa com o uso do mesmo recurso, em abril, no Coachella, quando Snoop Dogg cantou com um holograma de Tupac - precipitando, a partir daí, uma enxurrada de propostas de ressuscitação de astros da música, desta vez a repercussão praticamente não existiu. Ficou só no Facebook, graças à pagina do festival, e um pouco menos ao Twitter, via Emicida, atração do festival que deu a notícia em seu perfil. Por quê? Se o show tivesse sido em SP ou no Rio teria sido diferente?

22 de mai. de 2012



Depois do Pac Man na tela da super poderosa página de música (em comemoração aos 30 anos de criação do jogo) e da guitarra em que era possível executar os clássicos da cultura pop com o teclado (no aniversário de Les Paul), o Google coloca no ar mais um doodle para ameaçar nossa produtividade: um sintetizador em que é possível tocar e gravar qualquer composição - e ainda compartilhar o resultado naquele rede social deles que ninguém usa.

O brinquedinho vai estar disponível para o lado oeste do planeta só amanhã, quarta-feira, 23, dia de nascimento de Robert Moog, dono do invento. Mas acessando a página do Google da Austrália, à nossa frente no relógio, já é possível dar início ao vício. Vá lá: http://www.google.com.au/


17 de mai. de 2012

Holograma é a palavra do momento. Desde que o Tupac apareceu via projeção no show do Snoop Dogg, no Coachella, só se fala nas possibilidades de isso virar uma nova modalidade de turnê. É quase garantido que a versão tecnológica de Tupac comece uma série de shows. Michael Jackson pode ter o mesmo destino, apresentando-se ao lado dos Jackson 5, segundo afirmou um de seus irmãos, Jackie.

O fato é que a coisa poderia ter causado muito mais estardalhaço um tempo atrás. Em 2010, surgiu um boato de que Paul e Ringo se juntariam a hologramas de John e George para um show beneficente em Los Angeles. Nada mais foi divulgado desde então e não se sabe em que medida era só mesmo um boato ou um projeto de verdade. Pioneiros em uma série de ações, os Beatles perderam essa do holograma para o Tupac.

Uma questão que se impõe agora é a validade, em vários sentidos, de uma ferramenta dessas. Que sentido faz você sair de casa para ver uma projeção? Quanto você pagaria para ver um show nesse formato, tendo em vista que os custos de produção são muito menores? - Não há cachê, despesas com roadies, estadias, etc.

A discussão surgiu hoje em um dos grupos de que faço parte no Facebook e cheguei à seguinte conclusão, no caso específico dos Beatles: um show com hologramas de George e John + Paul e Ringo em carne osso não me convenceria. Forjaria uma reunião que nunca mais poderá acontecer e ainda por cima geraria um estranhíssimo anacronismo. Não dá para colocar o Paul de 70 anos para dividir o microfone com o John de 40 (o mais envelhecido possível que pode-se ter o John, que morreu com esta idade). Por outro lado, pagaria para ver a reconstituição de shows importantes da banda. Seria gratificante, por exemplo, se transformassem em holograma o show do Shea Stadium. Quem nunca pensou como seria a sensação de estar naquele show? Daria para passar por uma experiência mínima que fosse daquela louca noite de 1965. Enfim, viver experiências antes impossibilitadas pela barreira do passado é o caminho mais interessante que se abre com o bafafá em torno do holograma.



16 de abr. de 2012

Volta e meia ouve-se dizer que a tecnologia ajuda a trazer de volta quem não está mais entre nós. Dois exemplos recentes da afirmativa corriqueira:

1) O holograma do Tupac no show do Snoop Dogg no Coachella. O ano passado surgiu um rumor de que Paul e Ringo fariam algo parecido com hologramas do John e do George. Nada aconteceu, até que o rap fez o serviço.




2) O tumblr keithharing.tumblr.com/, uma extensão da exposição Keith Haring 1978-1982, em cartaz no Brooklyn Museum, em Nova York, até o dia 8 de julho. Diariamente, enquanto a mostra estiver aberta ao público, serão postadas no tumblr páginas dos diários de Keith Haring. São desenhos, poemas, pensamentos e rascunhos que tornam o artista e a exposição mais próximos.


4 de abr. de 2012

Hoje estava ouvindo "Techonologic", do Daft Punk. Lá dos idos de 2005, a letra da música transforma ações típicas da internet em imperativos - zoom it, press it, paste it, burn it, rip it. Fui pesquisar aleatoriamente as relações da letra com a internet e me deparei com esta paródia que faz a atualização necessária da letra, dados os sete anos que a separam do presente, uma eternidade para essa era 2.0. O que fica mais claro nesse novo relato musical da internet é o peso das redes sociais. Quantos termos sequer imaginávamos que poderiam existir em 2005, não é?




Tweet it, rate it, like it, star it, digg it, tag it, zip - email itUp it, down, it, vote it, link it, reddit, share it, quik - retweet itFace it, book it, friend it, fav it, fan it, chat it, start - reblog itType it, search it, ask it, blog it, buzz it, stream it, paste - upload itAdd it, buy it, win it, tip it, bump it, flag it, App - download itPinch it, zoom it, swipe it, tap it, text it, post it, switch - delete itMix it, trend it, meme it, fail it, rage it, troll it, old - repost itJoin it, launch it, check it, badge it, herp it, derp it, no- submit it

1 de nov. de 2011


Este toca-discos roda vinil. E CD e fita cassete. E MP3 também, graças a uma entrada USB. Ele ainda converte o som do vinil para MP3. Aqui.

9 de fev. de 2010

O Placebo lançou o que talvez seja o primeiro clipe interativo da história da música (me corrijam se eu estiver errada). O vídeo de "The never ending why" permite que o espectador controle o movimento das animações por meio do cursor do mouse. Para brincar, é só clicar aqui. Abaixo, a versão "tradicional" do clipe.


PLACEBO - The Never-Ending Why from PlaceboWorld on Vimeo.
Tecnologia do Blogger.