3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

28 de fev de 2013


Lily Allen e M.I.A fizeram a trilha ao vivo do desfile da francesa Etam

É um show? É um desfile? As duas coisas. A grife francesa de lingeries Etam apresentou na terça (26), em Paris, sua nova coleção em um desfile em que modelos dividiram a passarela com a performance ao vivo de quatro cantoras: M.I.A, Rita Ora, Lykke Li, Selah Sue e Lily Allen. A inglesa Allen, por estar há quatro anos longe dos palcos, roubou a maioria das manchetes. Ela apresentou seu hit last last last last season "Smile" (2006). Quem quiser dar atenção igual a todas as demais, é só conferir o vídeo que mostra o show/desfile na íntegra.


27 de fev de 2013

Ode ao Reino Unido, desfile da Moschino não economizou no britpop na trilha sonora

Hora de saber o que andou tocando nas passarelas de Milão, assim como já fizemos aqui com Londres e Nova York. Depois de finalizada a maratona de desfiles na Itália, uma afirmação é possível fazer sobre a trilha sonora escolhida para mostrar o que vai pegar no outono/inverno 2013/14: "Girls and Boys", do Blur, é "tendência" nesta temporada. Depois de animar a apresentação da coleção da Topshop, em Londres, o single chiclete de Damon Albarn e cia. foi trilha da Moschino, cuja coleção fez uma ode ao Reino Unido, conforme classificou a Vogue Britânica.



Os ingleses, por sinal, pelo menos no quesito musical, foram figurinhas recorrentes nas passarelas italianas: David Bowie ("Im Deranged"), na Gucci; Prodigy ("Firestarter"), na Fendi; e The Verve ("Bittersweet Symphony"), também na Moschino.



Para os ouvidos modernosos, o destaque fica por conta de "Children", do Rapture, escolhida para a trilha do desfile de Emilio Pucci.



Veja quais outras músicas deram o ritmo dos desfiles de Milão nas listas feitas pela Vogue e pela Elle.

25 de fev de 2013


Ouvidos atentos à música de Marisa e olhos atentos aos pés da cantora

Quem não viu, vai ver agora. Quem já viu, vai ver outra vez. Marisa Monte está de volta a BH com a turnê "Verdade, uma ilusão", em show único no Chevrolet Hall no próximo sábado (2/03), e esta será mais uma oportunidade para ouvir as canções de seu último trabalho ("O Que Você Quer Saber de Verdade") e de toda sua carreira, e também oportunidade para fixar bem os olhos nos pés da cantora.

Nesta turnê, o figurino de Marisa, produzido por Rita Murtinho, inclui sapatos Prada garimpados diretamente de uma loja italiana da marca. Quem quiser um igual, porém, terá dificuldades. A peça é da coleção primavera/verão 2011. A esta altura, é uma raridade que só está ao alcance de estrelas como a cantora.

O par que Marisa usa é preto com detalhes em dourado, mas, em setembro de 2010, quando a coleção foi apresentada, a Prada levou para as passarelas o mesmo modelo em uma razoável variedade de cores.





Leia aqui a entrevista que fiz com Marisa Monte para o jornal Pampulha.


Marisa Monte está de volta. Pouco menos de quatro meses depois de esgotar cinco sessões no Palácio das Artes, a cantora repete em BH o show da turnê “Verdade, Uma Ilusão”, no próximo sábado (2), no Chevrolet Hall. “Sentimos que teve muita gente que não pode ver. Então, fechamos uma nova data para atender o público num lugar maior”, justifica Marisa.

O roteiro do show se mantém intacto, privilegiando as composições de seu mais recente disco, “O Que Você Quer Saber de Verdade”, e tendo como coadjuvante projeções de 15 obras de artistas contemporâneos brasileiros em seis telas ao fundo e nas laterais do palco, um dos elementos da nova turnê mais elogiados pela crítica – durante a música que dá nome ao disco, pontos de luz chegam a ser projetados no vestido da cantora.

Entre antigos sucessos (“Beija Eu” e “Amor I Love You”) e canções emprestadas do repertório de outros compositores (“Descalço No Parque”, de Jorge Ben Jor), Marisa também entrega raridades que só podem ser ouvidas na sua voz em plano palco. Caso de “E.C.T”, composição sua em parceria com Nando Reis e Carlinhos Brown dada de presente a Cássia Eller, de quem ela já declarou sentir saudade. 6“A Cássia era uma pessoa que tinha arte livre, pura e verdadeira, tudo o que eu admiro. Isso era muito inspirador pra mim, ela é uma referência e não tem ninguém que ocupe o espaço dela. Se estivesse viva, estaria de olho no que ela estaria fazendo”, confessa.

Na ausência de Cássia, Marisa mira o presente e abre os ouvidos para as novas vozes femininas que acumulam a função de cantoras e compositoras, caminho que ela própria desbravou na história da música brasileira.

“Quase todas as meninas dessa nova geração são compositoras. É um diferencial de uma geração que veio antes da minha. A minha viveu essa transição de uma geração anterior na qual havia grandes cantoras, como a Gal, a Clara e a Elis, mas não eram compositoras. Hoje tem muitas mulheres que fazem um trabalho autoral interessante: a Pitty, a Mallu, a Tulipa”, enumera a cantora ao apontar nomes que poderiam vir a ter seus versos gravados por ela.

A porção intérprete de Marisa ficou lá atrás, em seu primeiro disco, “Marisa Monte” (1989), mas ela não descarta voltar a fazer um trabalho com este perfil. “Eu gosto da ideia, mas não tenho nada de concreto nesse sentido. Eu gosto sempre é de escolher músicas que sejam reais pra mim. Quando se escolhe uma música para cantar, é um relacionamento a longo prazo. Essa música vai fazer parte da sua vida, então importa menos se é minha ou não”, pondera.

Naldo
O que importa é que “as coisas têm que fluir”, diz ela, ao comentar uma possível parceria com o funkeiro Naldo, que em entrevista ao Pampulha no dia 19 de janeiro afirmou ter o desejo de produzir algo com Marisa. “Eu não tenho portas fechadas para ninguém”, completa Marisa, que demonstra admiração pelo cantor-fenômeno. “Ele é muito maneiro, gosto do carisma e da simpatia dele. Você viu aquele vídeo dele na sacada do hotel durante o Carnaval? (Naldo e o rapper norte-americano Will Smith foram ovacionados por uma multidão que os aguardavam diante da sacada do hotel Fasano, no Rio) Ele é muito querido”.

Mais um recado, dentre muitos, para quem torce o nariz para o diálogo aberto que há anos ela vem travando com o popular. “Existe uma certa classe intelectual que tem ciúme quando não sou tão exclusiva e eu não quero compactuar com isso. Eu quero me comunicar com as pessoas e isso está acima desse tipo de julgamento”, conclui.

Marisa Monte
Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Dia 2 (sábado), às 22h. R$ 180 (arquibancada, 3º lote, inteira) e a partir de R$ 760 (mesa para quatro pessoas)

*Entrevista feita por mim e publicada na edição de 23/2 do jornal Pampulha

24 de fev de 2013

Chega às lojas nesta terça-feita (26) a coleção que a 284, grife paulistana "filha" da Daslu, desenvolveu com a C&A. Esta nova parceria da loja de departamentos com marcas habitualmente menos acessívei$$ vem com 106 peças femininas (a maioria) e masculinas (pouquíssimas) com preços entre R$15,90 e R$219.

A inspiração no rock é gritante, com roupas e acessórios em couro, muito preto e spikes. Por isso, este blog mostra agora como muitos dos itens podem ajudar na hora de criar um visual inspirado nas moças do rock - de ontem e de hoje.

Joan Jett, couro e tachas

Florence Welch e saia evasê


Debbie Harry e preto, preto, preto


Taylor Momsen e jaqueta de couro

Veja a coleção completa aqui.

22 de fev de 2013

A TopShop Unique apresentou peles ao som do ativista e vegetariano Morrissey. Ooops! (2x)

Assim como aconteceu com a semana de moda de Nova York, chegou a hora de resgatar algumas das músicas que integraram a trilha sonora dos desfiles da semana de Londres. O destaque desta vez vai para os hits roqueiros dos anos 1980 e 1990.

A Topshop Unique apostou nas pratas da casa e botou para tocar um dos refrões mais grudentos do britpop, "Girls and Boys", do Blur, e a bela "This Charming Man", dos Smiths. Nota: a canção de Morrissey, vegetariano e ativista dos direitos dos animais, serviu de trilha para uma coleção que não economizou nas peles. Vexame duplo.




Bruce Springsteen foi a escolha de Mattew Wiliamson, com sua "I'm on Fire", baladinha com direito a voz rouca do boss dos norte-americanos e sintetizadores discretos para honrar a década de 1980.




Jonathan Saunders, por sua vez, optou pela melancólica "All Apologies", do Nirvana.


21 de fev de 2013




A turnê “Mais Uma Dose”, que o Barão Vermelho traz a BH na próxima sexta (22), no Chevrolet Hall, tem como mote a celebração dos 30 anos de lançamento do primeiro disco da banda. Mas a razão para a reunião do grupo, que desde 2007 não se apresentava junto, chega a ser modesta perto do simbolismo do álbum.

O homônimo “Barão Vermelho”, que chegou às lojas em setembro de 1982, é, em termos cronológicos, a pedra fundamental do BRock – como ficou conhecido o movimento de bandas que intensificou a presença do rock no cenário brasileiro na década de 1980. Os demais representantes do rock oitentista no Brasil só viriam a público depois: Os Paralamas do Sucesso lançaram o primeiro disco em 1983; os Titãs, em 1984; em 1985, seria a vez de Legião Urbana e Ultraje a Rigor. Em 1982, somente a Blitz corria em paralelo, mas flertando muito mais com o pop bem-humorado que com as guitarras barulhentas dos Stones, uma referência sonora clara na primeira produção de Cazuza, Frejat e companhia.

Lá estão “Down em Mim”, “Ponto Fraco” e “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, clássico nato e suficiente para que Caetano Veloso, poucos meses depois de lançado o disco, incluísse a música em seu repertório e desse a Cazuza o título de poeta de sua geração. A repercussão do trabalho, porém, foi tímida, e o disco só vendeu 7.000 cópias, o que não tira da banda o orgulho do primogênito. “Já tocávamos bem e o Cazuza, mesmo perseguido na época por gritar mais do que cantar, já demonstrava ser genial. O que acontece é que tudo o que é bom e novo realmente incomoda”, comenta o baterista Guto Goffi.

O sucesso viria de maneira progressiva, nos dois discos seguintes, embalado por “Pro Dia Nascer Feliz” e “Bete Balanço”, e toda essa história tem lugar no repertório do show que a banda apresenta na cidade, reforça o guitarrista Fernando Magalhães. “O show está mais rock’n’roll do que nunca, divertidíssimo, com os nossos sucessos e tudo o mais que os nossos admiradores sempre curtiram nestas três décadas de banda. ‘Pedra, flor e espinho’, ‘Bete Balanço’, ‘Puro Êxtase’ e 'Pro Dia Nascer Feliz’ são alguns deles”.

Para os fãs que esperam mais uma dose de Barão depois dessa turnê comemorativa, fica o recado de que talvez esta seja a saideira. “Não temos planos além da turnê no momento. Cada um de nós vai seguir em suas carreiras individuais a partir de abril. Esta foi a maneira que encontramos de preservar a banda, mas como diz o ditado, ‘nunca diga nunca’”, diz Fernando.

Barão Vermelho
Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Dia 22 (sexta), às 22h. R$ 140 (inteira, 4º lote)

*Publicado na edição de 16/2 do Jornal Pampulha

18 de fev de 2013


Em sua segunda parceria com grandes nomes da moda (a primeira foi em 2010, com Giorgio Armani), Rihanna apresentou ontem (17), na semana de moda de Londres a coleção que criou para a loja de departamentos inglesa River Island. São 120 peças, entre jeans, vestidos de noite e muitos tops que deixam a barriga de fora, que renderam a Rihanna mais de US$1 milhão pelo trabalho.

Este blog saiu por aí pela internet querendo saber as impressões da ~crítica especializada~ sobre o esforço da moça e achou o seguinte:

A Vogue norte-americana classificou a coleção de "surpreendentemente comportada" (tendo em vista o estilo habitualmente sensual da cantora), mesmo com a presença de saias e vestidos com fendas e tops cropped.



O jornal britânico The Guardian centrou a crítica na questão comercial da parceria. Logo de cara, o texto pergunta: "apenas mais uma celebridade embolsando dinheiro ou o nascimento de uma nova estilista?". Nessa linha, lembrou que, se a resposta for a segunda opção, Rihanna terá um caminho difícil pela frente: "A industria é notadamente cética em relação a estilistas inexperientes que colocam suas roupas na passarela". Para exemplificar, citou outras famosas que se aventuraram na moda e demoraram a receber reconhecimento, como Victoria Beckham e as gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen. Por fim, o jornal afirmou que as peças estão aquém para aqueles que buscam por novidade na moda.



O New York Times também não se impressionou com o que foi mostrado na passarela e afirmou que "não há nada estranho demais na coleção". Assim como o Guardian, o jornal norte-americano também debateu questões comerciais ao perguntar: "será que as peças vão vender igual água quando chegarem às lojas mês que vem, como os executivos da River Island esperam?". Para finalizar, a publicação antecipou que a cantora já trabalha em uma coleção de outono para a River Island.


16 de fev de 2013

O outono/inverno 2013-14 de Oscar de la Renta foi apresentado ao som do clássico "As Time Goes By"


Tem modelo? Tem. Tem roupa nova? Tem. Tem trilha sonora? Tem também. Música é parte integrante dos desfiles de moda e, sendo assim, este blog foi procurar saber o que tocou enquanto passarelas eram inundadas por tendências na Ney York Fashion Week.

O destaque maior fica por conta da única música inédita a dar o ar da graça nos desfiles, uma faixa produzida com exclusividade por Thom Yorke para a rag & bone.


No geral, o pop (das antigas e o novo) dominou as escolhas dos estilistas. O charme sonoro de Brian Ferry conduziu as modelos que desfilaram para Oscar de la Renta. As escolhidas foram "I'm In The Mood For Love" e "As Time Goes By", clássico eternizado em cena de "Casablanca" e já gravado por Sinatra e Nat King Cole.


Michael Kors escolheu três músicas do cantor neozelandês descolex-retrô Willy Moon: "I Wanna Be Your Man", "She Loves Me" e "Yeah Yeah Yeah".


Rebecca Taylor usou novas e velhas novidades. Suas peças foram exibidas ao som de Passion Pit ("Constant Conversations") e do mais recente single do Pulp, "After You" - música gravada em 2001 nas sessões do disco "We Love Life", mas só lançada agora, com uma mãozinha de James Murphy, o homem por trás do LCD Soundsystem.


Mais músicas da semana de moda de Nova York na compilação feita pela CNN.

11 de fev de 2013


Este blog não é especializado em dar pitacos sobre a roupa alheia, mas cabem aqui três comentários espirituosos sobre o figurino de três artistas no Grammy, cuja cerimônia de premiação aconteceu ontem (10).

Beyoncé escolheu um macacão do britânico Osman Yousefzada, mostrando que o preto e branco em uma mesma peça não serve apenas para comerciais do Rexona Invisible Black and White. #brinks



Justin Timberlake, recordista de aparições nos primeiros posts deste blog, vestia Tom Ford (em função da parceria com o estilista para a divulgação de seu novo disco) e mostrou que a combinação meia branca + sapato preto à la Michael Jackson é pra valer.



Kelly Clarkson apareceu um vestido bem similar ao polka-dot dress que Stella McCartney colocou nas passarelas em 2011, indicando que o modelo (já copiado exaustivamente) está no caminho para virar um clássico.




Em decisão que não se repetia há seis séculos, o Papa Bento XVI renunciou hoje (11) ao seu posto. Em plena segunda-feira de Carnaval. O chefe maior da Igreja Católica deixando o cargo vago em plena festa da carne. Não bastasse o simbolismo do momento no qual foi divulgada a decisão do Papa, o U2 - na verdade, metade dele, sem querer, acabou entrando nessa encruzilhada Carnaval/Igreja.

Assim que a notícia da renúncia se espalhou pelo mundo, casas de apostas em Londres começaram a receber palpitas sobre os prováveis sucessores de Bento XVI. Eis que, em último lugar na lista de apostas, aparece o nome dele: Bono. O messias do rock, o mestre em discursos políticos em pleno show, o cara que um papa usar óculos de rock star, é o único dentre os 61 da lista que não é cardeal.

Enquanto isso, poucas horas antes, dentre as inúmeras celebridades gringas que vieram carnavalizar na Sapucaí, lá estava ele: Adam Clayton, baixista do U2, aquele dono do cabelo mais rebelde do U2 nos anos 1980, que um dia foi preso por porte de maconha, que posou nu para a capa do Achtung Baby, fez a festa no camarote da Devassa - devidamente uniformizado.


7 de fev de 2013




Justin Timberlake divulgou hoje a capa e a lista de faixas de seu novo disco, "The 20/20 Experience", o primeiro em sete anos e o terceiro de sua carreira.

Como manda o figurino, ele usa terno e gravata Tom Ford, honrando a parceria que fechou com o estilista para a divulgação deste novo trabalho - ele irá desenhar uma linha de roupas e acessórios masculinos.

"The 20/20 Experience" será lançado em 19 de março.


As faixas:
1 Pusher Love Girl
2 Suit & Tie
3 Don’t Hold the Wall
4 Strawberry Bubblegum
5 Tunnel Vision
6 Spaceship Coupe
7 That Girl
8 Let the Groove Get In
9 Mirrors
10 Blue Ocean Floor


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