3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

29 de nov de 2011

Escrevi hoje de manhã, no Twitter, que me incomodavam as lembranças dos dez anos da morte do George especificamente no dia em que tudo ocorreu (a.k.a hoje). Disse que tudo me fazia lembrar daquela sexta-feira, da chuva que caía, da notícia, de Something tocando no repeat do Winamp. É mais fácil, pra mim, tecer homenagens e glorificar o John, já que eu nem estava neste mundo quando a vida dele foi tirada pelas costas. Não vi a coisa acontecendo, quando cheguei aqui, já estava assim.

Mas o dia de hoje não deixa de ser uma boa desculpa para lembrar como as músicas do George foram as que mais me cativaram de imediato quando comecei a desvendar os Beatles. Para lembrar como a beleza de "Something" era clara desde os primeiros acordes. Para lembrar como "I Me Mine" foi uma das primeiras músicas na vida que me deixou desconsertada, e me fez levantar do sofá da sala naquela tarde qualquer quando coloquei pra tocar o vinil de "Let it Be", logo depois de comprá-lo na Galeria da Praça 7 por R$10, uma pequena fortuna lá pelos ídolos de 2000.

Salve, George.

28 de nov de 2011


Já está no ar no site do Instituto Tom Jobim o Acervo Gilberto Gil. Imagens, vídeos, textos e outros tipos de mídia ajudam a contar vida e obra do compositor, que em 2012 chega aos 70 anos.

O próprio Tom, além de Chico, Dorival Caymmi e o arquiteto Lúcio Costa, também têm acervo no mesmo site.

24 de nov de 2011

E se o Paul voltasse para o Brasil no ano que vem? E se ele voltasse para BH? É um sonho (grande), mas sonhar não custa nada, tentar fazer algo pelo sonho também não. Seguindo essa filosofia, beatlemaníacos de BH iniciaram no Facebook a campanha "Paul, vem falar UAI!".

A ideia é mobilizar o maior número possível de fãs e mostrar para produtores e patrocinadores que a cidade tem público sedento por um show do Paul por aqui.

Quem quiser colaborar, é só entrar no link abaixo e curtir a página criada para divulgar a campanha. Quanto mais likes, mais amostras de mobilização.


Paul, o Independência (novinho em folha) te aguarda!

21 de nov de 2011

Já está no ar o Stones Archive, site lançado pelos Rolling Stones que contém material digitalizado da banda: fotos, vídeos, textos, memorabília, bootlegs e outras raridades. A primeira pérola colocada à venda é The Brussels Affair, registro de show feito pela banda em 1973 em Bruxelas, na Bélgica.

Com a proximidade dos 50 anos da banda e os rumores de que os quatro se reuniriam para uma possível turnê em 2012, o acervo do site só tende a aumentar.

17 de nov de 2011

"Ah, ele podia tocar 'Never Without'!". "Liverpool 8! Liverpool 8!". "Por que não entra 'Don't Pass Me By?". "Queria ouvir 'I Think Therefore I Rock 'n' Roll!'". "Ele tinha que tocar 'You're Sixteen'". Eu, particularmente, queria ouvir "Only You". E "Devil Woman". E "No No Song" também. Todos que estavam ontem no Chevrolet Hall devidamente paramentados com camisetas dos Beatles para ver a apresentação de Ringo tinham as suas músicas preferidas na voz do baterista na ponta da língua. Muitos conheciam muito bem a discografia solo de Ringo. Outros tinham no beatle mais "baixinho" (1,73m contra aproximadamente 1,80 dos outros colegas) o seu preferido dentre os fab four. Ninguém ali no público tinha dúvidas quanto ao fato de o Ringo ser um astro da mesma grandeza de John, Paul ou George.

Por outro lado, Ringo, que há 50 anos carrega a estrela em seu próprio nome, num ato de altruísmo, se recusa a se colocar diante do público como tal. Divide metade do repertório do show com seus colegas de banda de maneira matematicamente justa: dois números para cada um dos músicos. Tem sido assim há mais de vinte anos. É uma camaradagem das mais bacanas, eu penso, e os músicos não decepcionam tecnicamente. Mas gostaria de ver Ringo se assumir definitivamente como a estrela única de seus shows e tomar conta do repertório. Músicas para segurar um show inteiro e agradar ao menos a uma legião de beatlemaníacos (e não simplesmente a "simpatizantes" dos Beatles) ele tem (os exemplos acima comprovam). Jeito com a plateia também (as piadinhas irônicas muito me agradaram).

À parte o exemplo de idolatria a Ringo que o público de BH deu ontem, o baterista experimentou várias vezes estar no centro da história de sua grande banda. Nos filmes dos Beatles, era o centro das tramas (o portador do anel perseguido pela ceita indiana em "Help", o sumiço antes do show em "A Hard Day's Night", o responsável por levar os três parceiros para Pepperland em "Yellow Submarine"). Foi o único beatle que colaborou com os demais em carreira solo e que, em retribuição, teve a participação dos mesmos três em seus álbuns pós-Beatles. Quando ameaçou deixar a banda, foi recebido no estúdio com sua Ludwig repleta de pétalas de rosas. Era um querido dentro da banda. E continua sendo fora dela. Quero ver Ringo tomar essa condição para si e levar para o palco. Dominar seu show de cabo a rabo.

Parafraseando os versos que John escreveu para Ringo, possivelmente mandando um recado para seu parceiro: Ringo, você é o maior e é melhor você acreditar nisso, baby!


"Alquimistas do Som" é um documentário de 2003 recentemente postado na íntegra no YouTube. A coprodução da TV Cultura e da TV PUC trata da experimentação na música brasileira a partir de depoimentos dos próprios músicos que construíram suas carreiras a partir dessa premissa (Tom Zé, Egberto Gismonti, Júlio Medaglia).

16 de nov de 2011

Uma única estrela enfeita o bumbo da lendária Ludwig que Ringo Starr usa ao vivo. Mas o nome do show que o ex-baterista dos Beatles apresenta em Belo Horizonte nesta quarta-feira (16), no Chevrolet Hall, trata de espantar qualquer possibilidade de "propaganda enganosa". "Ringo Starr and His All Starr Band" deixa bem claro: todos no palco são considerados astros.

Os fãs de Beatles que assistiram Paul McCartney destrinchar exclusivamente suas composições feitas para sua ex-banda e sua carreira solo vão se deparar com um formato diferente de show na apresentação da segunda metade viva dos rapazes de Liverpool no Brasil. Este não será somente um show de Ringo. No palco, "com uma pequena ajuda dos amigos", ao longo do show ele divide o repertório com cada um dos músicos de sua banda, que também executam sucessos de suas carreiras.

Diversão
Ringo mantém este formato desde 1989, ano em que voltou a fazer turnês com regularidade. Criado com o intuito de simplesmente reunir alguns amigos no palco em nome da diversão, desde então a All Starr Band abrigou uma constelação. Já são11 formações diferentes, pelas quais passaram membros de importantes bandas do rock, como The Who, Byrds, Cream, Animals, Kinks e Emerson, Lake and Palmer. A formação atual está com Ringo desde o ano passado. Não é a mais estrelada de todas, mas vai despejar alguns hits conhecidos do público brasileiro (veja quadro abaixo).

"Vi um show do Ringo em 1998. Foi um super show, num lugar antológico em Londres, e o George estava no backstage. Nessa época, a banda dele tinha o Jack Bruce, do Cream, e o Peter Frampton. Em termos de comparação, acho aquela formação melhor que a de hoje, mas tudo vai ser relevado pela presença do cara ali. Até porque ele sempre foi o beatle que representava a alegria. Um beatle é sempre um beatle", conta o músico Aggeu Marques.

Nos shows que já fez até o momento em sua turnê latino-americana, que já passou por México, Chile e Argentina, Ringo tem alternado composições de sua carreira solo com músicas dos Beatles. Do período com os Beatles, "Yellow Submarine", "With a Little Help For My Friends" e "Boys" têm sido presença constante. Da fase pós-Beatles, "It Don´t Come Easy" e "Back of Bugaloo" são recorrentes no repertório.

Equilíbrio
"É um show imperdível para quem curte o Ringo e os Beatles porque a cada dia que passa ele prova mais e mais o seu valor como baterista. O Ringo é um cara muito querido e era considerado o ponto de equilíbrio dos Beatles", afirma Beto Arreguy, vocalista e guitarrista da banda Hocus Pocus, que também teve a oportunidade de ver Ringo no exterior.

Uma citação ao ex-companheiro de banda John Lennon também é praticamente presença certa nos atuais shows de Ringo: "Give Peace A Chance", também cantada por Paul McCartney em sua turnê. Na ausência de John, Ringo tem sido o beatle que mais fala de paz. A propósito, além dos sucessos, o público certamente ouvirá, no Chevrolet Hall, durante todo o show, Ringo pronunciar seu atual mantra: peace and love peace and love.

Ringo Starr and His All Starr Band
Quarta-feira (16). Chevrolet Hall (avenida Nossa Senhora do Carmo, 230). Ingressos: R$240 (somente inteira, no 5º lote). Infomações: 3209-8989

*Matéria publicada na edição de 12/11 do Jornal Pampulha

14 de nov de 2011

Não há conexão direta entre Tancredo Neves e John Lennon. Pelo menos não entre o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, e o John Lennon Airport, em Liverpool. Não há voos diretos da capital para o berço dos Beatles. Mas o que a aviação impede, o sentimento dá conta de tornar possível. BH, que recebe na quarta (16), pela primeira vez, um beatle em seu solo, o baterista Ringo Starr, mantém laços particulares com a beatlemania e os ares de Liverpool.

Na falta de um avião que encurte as distâncias entre as cidades separadas pelo Atlântico, desenha-se uma ponte imaginária, como na mente do músico Aggeu Marques. "Liverpool é uma cidade do interior e considerada caipira pelos ingleses. Acho que o Brasil nos vê assim também. Na TV, os mineiros são retratados com jeito caipira. A gente aqui tem a impressão, como o Milton (Nascimento) disse uma vez, de que a mídia está olhando de frente pra praia e de costas pra gente. Liverpool tem a mesma sensação em relação a Londres, de marginalização cultural", compara Aggeu. Hoje no projeto Yesterdays, de tributo aos Beatles, ele acumula passagem por Hocus Pocus e Sgt. Pepper´s, mais antigos covers do quarteto na capital, com 27 e 22 anos de existência, respectivamente.

Apuro técnico
Com longo histórico e reconhecimento internacional, na International Beatle Week, principal festival em homenagem aos Beatles realizado anualmente em Liverpool, as duas bandas abriram caminho para que BH se transformasse em um dos polos de bandas cover do grupo inglês no país. Atualmente, estão em atividade na capital quase uma dezena de bandas que tocam repertório dos Beatles pelo menos quatro noites por semana. "Na cidade tem muita gente trabalhando com Beatles ou curtindo a banda. A formação de público é permanente", observa Beto Arreguy, vocalista e guitarrista da Hocus Pocus. A Sgt. Pepper´s, apontada na Beatle Week como um dos melhores covers de Beatles do mundo, recebeu elogios de Paul McCartney, via e-mail. "Ele agradeceu o material que enviamos. Falou que foi muito bem feito e que era a reconstrução do passado da banda", relata Jô.

Este esmero técnico é um dos pontos fortes das bandas locais, na opinião do produtor cultural Jeová Guimarães. "Os músicos mineiros não se preocupam tanto com o visual como em outras cidades, aqui se prima mais pela técnica", afirma Jeová, organizador da festa "Come Together", que reúne músicos para fazer versões de clássicos dos Beatles. Isso não impede, no entanto, que a cidade receba bem bandas de fora e com propostas diferentes. O projeto de São Paulo All You Need Is Love, que reconstitui ao vivo a trajetória dos Beatles por meio de figurinos e trejeitos, cativou o público local. Dos 25 mil DVDs que vendeu em todo o país, quase metade foi comprada pelos fãs mineiros. "O pessoal daí chega dez vezes mais animado pro show. A gente percebe a diferença no alvoroço", comenta o vocalista Sandro Peretto.

O primeiro
O alvoroço não é de hoje. Aos 12 anos, Lô Borges formou ao lado dos irmãos os The Beavers. De calça curta azul e camisa branca, eles reproduziam na BH dos anos 1960 a beatlemania em programas da TV Itacolomi e da rádio Inconfidência. "Só o Márcio sabia inglês. Ele escrevia os fonemas conforme se falava pra gente cantar: if ai feu in lov uit iu. Fizemos um certo sucesso", relembra Lô, um dos mentores do Clube da Esquina, fortemente influenciado pelos Beatles e considerado pela maioria dos entrevistados uma das raízes da beatlemania por aqui. Coincidência, ou não, a esquina das ruas Paraisópolis e Divinópolis já foi comparada com outra esquina célebre, na terra da rainha. "O Pat Metheny, guitarrista de jazz norte-americano, queria conhecer o local do Clube. O Milton explicou que era uma esquina como outra qualquer e ele falou que Abbey Road também era só um cruzamento. Ele falou pro Milton que a emoção de estar no Clube só era comparável à de estar em Abbey Road".

*Matéria publicada na edição de 12/11 do Jornal Pampulha

11 de nov de 2011

Parece que o Papai Noel resolveu recrutar o povo do rock para substituir as renas neste Natal. Depois de Iggy Pop virar garoto propaganda, com gorrinho do bom velhinho e tudo, de uma loja de departamento na França, os Smiths foram parar na trilha sonora da campanha de Natal de uma loja de departamento inglesa, a Jonh Lewis. A música em questão é "Please Please Please Let Me Get What I Want", em uma versão da cantora Amelia Warner, que se apresenta sob o nome de Slow Moving Millie.

O jornal inglês The Guardian já está chiando. Um artigo questiona porque uma banda tão anti-establishment como o Smiths liberou sua música para uma campanha que promove uma data tão propícia para o capitalismo. Moz, aguardamos seu pronunciamento.


9 de nov de 2011


Iggy Pop é o garoto propaganda da campanha de Natal da Galeries Lafayette, loja de departamento francesa. O clima natalino em tom de rock segue nas vitrines da loja, que abrigarão shows de bandas locais e estrangeiras, além de manequins com roupas de couro.

8 de nov de 2011

O Duran Duran divulgou hoje (8) o clipe da música "Girl Panic". O clipe com jeitão de curta-metragem (9:35 de duração) tem ares de editorial de moda em movimento: Naomi Campbell, Cindy Crawrofd, Eva Herzigova e Helena Christensen, todas super-modelos dos anos 90, são as estrelas do vídeo. Entre looks de passarela, festanças, cliques e swarovski, as quatro assumem a figura de cada um dos integrantes do Duran Duran.



#georgemichaelfeelings
"Girl Panic" me remeteu imediatamente a "Freedom '90" e "Too Funky", dois clipes muito representativos de George Michael e da própria década de 90, estrelados pelas principais modelos da época. Naomi e Cindy - pelo visto, eternas top models - participaram de ambos. Helena Christensen também teve seu momento MTV na década que parece estar voltando à moda. É ela a moça de um grande hit-videoclíptico: "Wicked Game", do Chris Isaak. Lembram?

7 de nov de 2011

"Uma estreia nacional de Chico é como uma festa. E enquanto o show não começa, a gente pensou em cantar para esperá-lo. Cantar junto. Cantar pra ele. Talvez lá do camarim ele até ouça o burburinho. Talvez não. De todo modo, cantar já é uma forma de nos prepararmos para recebê-lo, aqui em BH. Que daqui a pouco é ele quem vai cantar pra gente. E a gente ouve. Essa ideia surgiu entre alguns dos que dormiram na fila para comprar ingresso para esse show. Essa 'cola' é só pra ajudar na cantoria".

Folhas A4 distribuídas na fila de entrada do show de Chico no último sábado continham essa mensagem, seguida de letras de "A Banda", "Vai Passar", "João e Maria" e outras canções mais populares do compositor. A ideia, como explicado, era aquecer para a estreia do músico. Não colou muito. A cantoria ficou concentrada na lateral esquerda da Plateia I, provavelmente onde o pessoal que se conheceu na fila deve ter se sentado. Mas a tietagem impressionou. Parecia plateia de auditório de programa de domingo. Ou público de popstars. Ou torcida de futebol - os gritos de "Olê, olê, olá, Chicôôô, Chicôôô" reforçaram ainda mais essa última impressão.

O contraste ao ambiente caloroso começaria com 20 minutos de atraso e aplausos de pé da plateia. Pupilo da tradição bossa-novista, que preza pelo minimalismo da performance em favor da canção, Chico segue fazendo de tudo para não chamar a atenção. Só se dirige à plateia para dar um "boa noite, Belo Horizonte", logo após a abertura, com "Velho Francisco" e, mais adiante, para apresentar seus músicos e convidar o baterista Wilson das Neves para dividir o microfone em "Tereza da Praia" e "Sou Eu". A escolha do repertório deu pouquíssimo espaço para músicas "levanta multidão" (muitas das quais impressas no papel do "pré-show" dividido na fila). Quem esperaria por "Ana de Amsterdam" ou "Baioque"? Ao final de cada música, responde os aplausos com um discreto sorriso, os olhos fechados e a cabeça ligeiramente abaixada.

Não foi tão simples assim, porém, tentar apagar-se no palco. Involuntariamente, Chico desviou a atenção das canções para si mesmo quando se perdeu com a letra de "Injuriado" e entrou um pouco depois do tempo em um dos versos, graças ao público, que cantava a letra correta. E também em "Sob Medida", momento em que também se confundiu e admitiu: "Errei". Continuou do ponto em que tinha parado. Talvez mais deliberadamente, Chico chamou mais atenção para si do que para sua obra, de fato, quando, em ritmo de rap, agradeceu a Criolo, compositor revelação do ano, pela versão de "Cálice" que o rapper paulista vem apresentando em alguns de seus shows. Foi o ponto unanimemente destacado em seu show pelo noticiário de hoje. A atitude, certamente, surpreende tendo em vista que Chico, há muito tempo, é de poucas palavras, e muito tradicional em sua forma artística para flertar tão livremente com uma fronteira tão além-MPB como é o hip hop.

No balanço final, foi a música de Chico que prevaleceu. Saí do Palácio saciada por ter visto ao vivo não só um dos principais responsáveis por me abrir as portas (e ouvidos) para a música brasileira, mas principalmente por ter visto um artista tão esmerado com sua obra e com os músicos de longa data que ajudam a sustentá-la ao vivo. Chico me convenceu que o que criou é muito maior que o mito criado em torno da figura dele. Mas essa mesma conclusão, aliada ao fato de que esta é apenas a sua sexta turnê em quase 40 anos, me conduziu a uma questão que só ele pode me (nos) responder: qual a representatividade do palco para ele hoje?

3 de nov de 2011

Esta semana a MTV norte-americana realizou o O Music Awards, premiação dedicada à música digital. Entre categorias como "Gênio Digital" (Bjork), "Artista Que Você Tem Que Seguir" (Adam Lambert) e "Rede Social de Música Mais Viciante" (Spotify), houve também o prêmio para o "Melhor Vídeo Viral Vintage". O vencedor foi "Smells Like Teen Spirit", do Nirvana, que concorria com Queen, Metallica, Dolly Paton, Sinead O'Connor e Notorious B.I.G.

Vejam só: agora os vídeos da era pré-YouTube têm uma segunda chance e podem sair das profundezas do passado para ter seus 15 minutos de fama na internet. É como reviver o hype, mas trocando a tela: a da MTV pela do computador. Tudo em nome da galerinha que não acompanhou o frisson da época em que o único lugar de clipe era na eme-tê-vê. Não por acaso, a categoria assim se justifica: "Porque muitos de nós éramos jovens demais para termos vivido aquilo".

A celebração dos 20 anos do Nevermind (muito mais badalado que o Black Album, disco que também completou 20 anos, de outro concorrente, o Metallica) deve ter pesado na escolha.


1 de nov de 2011


Este toca-discos roda vinil. E CD e fita cassete. E MP3 também, graças a uma entrada USB. Ele ainda converte o som do vinil para MP3. Aqui.
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