3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

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9 de jun. de 2014

Sim, dá para amar Josh Homme cada vez mais

Eu sei, a simples existência de Josh Homme já traz algumas centenas de motivos para amá-lo loucamente. Mas o frontman mais macho alfa da história adicionou mais uma razão à lista neste fim de semana. Durante o show de seu Queens of the Stone Age no Rock am Ring, festival alemão realizado na cidade de Nuremberg, Josh interrompeu a introdução de "A Song for the Deaf" para dar uma bronca nos seguranças do evento que impediam o pessoal da plateia de subir nos ombros dos outros, aquele recurso básico que muita gente usa pra ver um pouquinho melhor o palco. Em um ímpeto lindo de desobediência civil, Josh desautorizou a segurança e falou para o pessoal fazer o que bem entendesse.

Não sabia que isso era prática em festivais gringos, mas quem frequenta festivais aqui já deve ter visto cena semelhante quando alguém do público é colocado sobre os ombros de outra pessoa. Imediatamente os seguranças pedem que a pessoa desça. A desculpa, segundo corre por aí, é que isso atrapalha a visão de quem está atrás. Sim, atrapalha. Mas, pohãn, ninguém fica o show inteiro nos ombros de outra pessoa. Quando muito, uma musiquinha só. Que mal há?

Com tantas câmeras impunemente sendo levantadas em shows, igualmente atrapalhando a visão dos outros, mas orincipalmente alienando o dono da câmera em questão da experiência ao vivo, um gesto que te integra ao espetáculo não deveria ser tolhido. De maneira muito menos rebuscada e muito mais deliciosamente badass, o Ginger Elvis resumiu a ideia:

"Você não tem que descer do ombro desse cara. Vocês podem subir nos ombros dos outros, você podem curtir, vocês podem fazer o que quiserem. Não escutem a porra desse cara aqui. Subam nos ombros dos outros, enlouqueçam. Essa noite é de vocês, porra. Não deixem esses filhos da puta dizerem o que vocês devem fazer. Fodam-se esses caras"

Hero.

No vídeo abaixo, que traz o show do QOTSA completo em alta qualidade, a sequência começa na altura do minuto 58.


19 de abr. de 2014

Fãs brasileiros, via Facebook, dão o recado

Tudo que eu queria ter postado essa semana, mas não postei:

- The AC/DC treta: O fim. Não, pera. A banda não vai acabar, mas o Malcolm está doente e vai se afastar.

- CAT-ALERT: O novo clipe do Parquet Cours, "Sunbathing Animal"

- Arcade Fire e Debbie Harry juntos no Coachella, motherfuckers!

- Duas novas: "The Mechanism", do Disclosure, e "Turn Blue", do Black Keys

- Uma nova-velha: "Black Hole Sun", do Soundgarden, como veio ao mundo, 20 anos depois

- Nick Oliveri, a.k.a o peladão do Rock in Rio, tocou com o QOTSA pela primeira vez em dez anos

- Happy, Pharrell chora de emoção ao ver vídeos de fãs

12 de abr. de 2014

Se depender do Pitbull, vai ter Copa, sim. E com música ruim


Tudo que eu queria ter postado essa semana, mas não postei:

- Diz a lenda que não vai ter Copa, mas música da Copa a gente já tem

- Ouça "Heavy Seas of Love", mais uma de Everyday Robots, do Damon Albarn, que sai dia 28

- Veja "Smooth Sailing", clipe novo do QOTSA com nosso macho alfa preferido enfiando o pé na jaca

- Habemus Morrissey tracklist: Moz revelou o nome das 12 músicas de "World Peace Is None Of Your Business", que sai em junho

- Miley Cyrus canta "A Day in the Life" com Wayne Coyne. E é bom

- Nasce mais um super grupo: Anthemasque = Flea + Mars Volta

- É treta: filme sustenta tese de assassinato de Kurt Cobain

- Na modinha dos teasers/trailers, Led Zeppelin lança vídeo para promover relançamento do disco homônimo de estreia

23 de nov. de 2013

A gente já sabe que aquela história segundo a qual o videoclipe estava morto foi uma das maiores furadas da MTV. Tanto que ela morreu antes. O clipe apenas migrou e se dispersou por outras mídias, e ainda por cima aproveitou as características técnicas destas novas mídias - computador, tablet e celular - para renovar sua linguagem. Tanto que há algum tempo a gente vê o lançamento dos chamados clipes interativos.

Mas nesta semana a nova categoria de clipe ganhou, de uma vez só, três novos exemplos de que, mais que viva, a linguagem dos videoclipes tem impensáveis caminhos de renovação, e talvez a gente ainda não faça a menor ideia de nem um décimo deles.

1)Queens of the Stone Age, "The Vampire of Time And Memory" e o clipe-hiperlink
Com a assinatura do Creators Project, o novo clipe da banda de Josh Macho-Alfa Homme propõe que o espectador explore a sala soturna na qual se passa a ação do vídeo. É possível ver a banda e atrizes em diferentes cenários. Paralelo a isso, os objetos de decoração do local remetem a conteúdos externos, tais como o link do novo disco da banda no Itunes e uma loja de pôsteres com a arte presente no vídeo. Muito esperto.

Versão interativa: www.vampyreoftimeandmemory.com




2)Pharrell, "Happy" e o clipe-estendido 
E se ao invés de um canal que passa clipes 24 horas por dia a gente tivesse um único clipe que ocupa as 24 horas de um dia? Pode não ter sido essa a pergunta que deu origem a "Happy", do Pharrell, mas é a inversão de termos que ele provoca. O clipe da música, que faz parte da trilha de "Meu Malvado Favorito 2", acompanha um dia inteiro na vida de Pharrell pelas ruas de Los Angeles. A concepção é do coletivo francês We Are From L.A.

Se você apertar o play e parar diante da tela, vai levar exatas 24 horas para chegar ao fim. Mas, claro, você não precisa gastar um dia inteiro para ver. É possível alternar aleatoriamente entre os vários momentos do dia clicando na posição correspondente do relógio que se sobrepõe à imagem, sempre mantendo a sequência da música - e essa é a graça da coisa: brincar de flanar com esse moço bonito que é o Pharrell.

Versão interativa: http://24hoursofhappy.com/




3)Bob Dylan, "Like a Rolling Stone" e o clipe-update
Um clássico feito há 48 anos ("Like a Rolling Sonte") com um clipe já bem legal feito há 18 anos (o vídeo de Michel Gondry para a versão dos Rolling Stones) ganhou novo frescor pelas mãos da  startup israelense Interlude.

Com a tela do computador simulando uma TV, o espectador tem à sua opção 16 canais com programação fictícia pelos quais pode zapear. As imagens são de telejornais, esportes e de gente cozinhando, mas todos os atores cantam os versos da música. Uma sugestão do descompasso na comunicação em meio à profusão de informações típica desse nosso tempo? Talvez, mas a princípio é só um material que coincide com o lançamento da "The Complete Album Collection Volume 1", com 47 CDs de Dylan. Ah, e claro, é também uma baita de uma diversão, do tipo que dá vontade de ver o clipe outra vez, sem necessariamente ter que ver o mesmo clipe. Que venham os próximos.

Versão interativa: http://video.bobdylan.com/


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