3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

22 de fev. de 2013

A TopShop Unique apresentou peles ao som do ativista e vegetariano Morrissey. Ooops! (2x)

Assim como aconteceu com a semana de moda de Nova York, chegou a hora de resgatar algumas das músicas que integraram a trilha sonora dos desfiles da semana de Londres. O destaque desta vez vai para os hits roqueiros dos anos 1980 e 1990.

A Topshop Unique apostou nas pratas da casa e botou para tocar um dos refrões mais grudentos do britpop, "Girls and Boys", do Blur, e a bela "This Charming Man", dos Smiths. Nota: a canção de Morrissey, vegetariano e ativista dos direitos dos animais, serviu de trilha para uma coleção que não economizou nas peles. Vexame duplo.




Bruce Springsteen foi a escolha de Mattew Wiliamson, com sua "I'm on Fire", baladinha com direito a voz rouca do boss dos norte-americanos e sintetizadores discretos para honrar a década de 1980.




Jonathan Saunders, por sua vez, optou pela melancólica "All Apologies", do Nirvana.


21 de fev. de 2013




A turnê “Mais Uma Dose”, que o Barão Vermelho traz a BH na próxima sexta (22), no Chevrolet Hall, tem como mote a celebração dos 30 anos de lançamento do primeiro disco da banda. Mas a razão para a reunião do grupo, que desde 2007 não se apresentava junto, chega a ser modesta perto do simbolismo do álbum.

O homônimo “Barão Vermelho”, que chegou às lojas em setembro de 1982, é, em termos cronológicos, a pedra fundamental do BRock – como ficou conhecido o movimento de bandas que intensificou a presença do rock no cenário brasileiro na década de 1980. Os demais representantes do rock oitentista no Brasil só viriam a público depois: Os Paralamas do Sucesso lançaram o primeiro disco em 1983; os Titãs, em 1984; em 1985, seria a vez de Legião Urbana e Ultraje a Rigor. Em 1982, somente a Blitz corria em paralelo, mas flertando muito mais com o pop bem-humorado que com as guitarras barulhentas dos Stones, uma referência sonora clara na primeira produção de Cazuza, Frejat e companhia.

Lá estão “Down em Mim”, “Ponto Fraco” e “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, clássico nato e suficiente para que Caetano Veloso, poucos meses depois de lançado o disco, incluísse a música em seu repertório e desse a Cazuza o título de poeta de sua geração. A repercussão do trabalho, porém, foi tímida, e o disco só vendeu 7.000 cópias, o que não tira da banda o orgulho do primogênito. “Já tocávamos bem e o Cazuza, mesmo perseguido na época por gritar mais do que cantar, já demonstrava ser genial. O que acontece é que tudo o que é bom e novo realmente incomoda”, comenta o baterista Guto Goffi.

O sucesso viria de maneira progressiva, nos dois discos seguintes, embalado por “Pro Dia Nascer Feliz” e “Bete Balanço”, e toda essa história tem lugar no repertório do show que a banda apresenta na cidade, reforça o guitarrista Fernando Magalhães. “O show está mais rock’n’roll do que nunca, divertidíssimo, com os nossos sucessos e tudo o mais que os nossos admiradores sempre curtiram nestas três décadas de banda. ‘Pedra, flor e espinho’, ‘Bete Balanço’, ‘Puro Êxtase’ e 'Pro Dia Nascer Feliz’ são alguns deles”.

Para os fãs que esperam mais uma dose de Barão depois dessa turnê comemorativa, fica o recado de que talvez esta seja a saideira. “Não temos planos além da turnê no momento. Cada um de nós vai seguir em suas carreiras individuais a partir de abril. Esta foi a maneira que encontramos de preservar a banda, mas como diz o ditado, ‘nunca diga nunca’”, diz Fernando.

Barão Vermelho
Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Dia 22 (sexta), às 22h. R$ 140 (inteira, 4º lote)

*Publicado na edição de 16/2 do Jornal Pampulha

18 de fev. de 2013


Em sua segunda parceria com grandes nomes da moda (a primeira foi em 2010, com Giorgio Armani), Rihanna apresentou ontem (17), na semana de moda de Londres a coleção que criou para a loja de departamentos inglesa River Island. São 120 peças, entre jeans, vestidos de noite e muitos tops que deixam a barriga de fora, que renderam a Rihanna mais de US$1 milhão pelo trabalho.

Este blog saiu por aí pela internet querendo saber as impressões da ~crítica especializada~ sobre o esforço da moça e achou o seguinte:

A Vogue norte-americana classificou a coleção de "surpreendentemente comportada" (tendo em vista o estilo habitualmente sensual da cantora), mesmo com a presença de saias e vestidos com fendas e tops cropped.



O jornal britânico The Guardian centrou a crítica na questão comercial da parceria. Logo de cara, o texto pergunta: "apenas mais uma celebridade embolsando dinheiro ou o nascimento de uma nova estilista?". Nessa linha, lembrou que, se a resposta for a segunda opção, Rihanna terá um caminho difícil pela frente: "A industria é notadamente cética em relação a estilistas inexperientes que colocam suas roupas na passarela". Para exemplificar, citou outras famosas que se aventuraram na moda e demoraram a receber reconhecimento, como Victoria Beckham e as gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen. Por fim, o jornal afirmou que as peças estão aquém para aqueles que buscam por novidade na moda.



O New York Times também não se impressionou com o que foi mostrado na passarela e afirmou que "não há nada estranho demais na coleção". Assim como o Guardian, o jornal norte-americano também debateu questões comerciais ao perguntar: "será que as peças vão vender igual água quando chegarem às lojas mês que vem, como os executivos da River Island esperam?". Para finalizar, a publicação antecipou que a cantora já trabalha em uma coleção de outono para a River Island.


16 de fev. de 2013

O outono/inverno 2013-14 de Oscar de la Renta foi apresentado ao som do clássico "As Time Goes By"


Tem modelo? Tem. Tem roupa nova? Tem. Tem trilha sonora? Tem também. Música é parte integrante dos desfiles de moda e, sendo assim, este blog foi procurar saber o que tocou enquanto passarelas eram inundadas por tendências na Ney York Fashion Week.

O destaque maior fica por conta da única música inédita a dar o ar da graça nos desfiles, uma faixa produzida com exclusividade por Thom Yorke para a rag & bone.


No geral, o pop (das antigas e o novo) dominou as escolhas dos estilistas. O charme sonoro de Brian Ferry conduziu as modelos que desfilaram para Oscar de la Renta. As escolhidas foram "I'm In The Mood For Love" e "As Time Goes By", clássico eternizado em cena de "Casablanca" e já gravado por Sinatra e Nat King Cole.


Michael Kors escolheu três músicas do cantor neozelandês descolex-retrô Willy Moon: "I Wanna Be Your Man", "She Loves Me" e "Yeah Yeah Yeah".


Rebecca Taylor usou novas e velhas novidades. Suas peças foram exibidas ao som de Passion Pit ("Constant Conversations") e do mais recente single do Pulp, "After You" - música gravada em 2001 nas sessões do disco "We Love Life", mas só lançada agora, com uma mãozinha de James Murphy, o homem por trás do LCD Soundsystem.


Mais músicas da semana de moda de Nova York na compilação feita pela CNN.

11 de fev. de 2013


Este blog não é especializado em dar pitacos sobre a roupa alheia, mas cabem aqui três comentários espirituosos sobre o figurino de três artistas no Grammy, cuja cerimônia de premiação aconteceu ontem (10).

Beyoncé escolheu um macacão do britânico Osman Yousefzada, mostrando que o preto e branco em uma mesma peça não serve apenas para comerciais do Rexona Invisible Black and White. #brinks



Justin Timberlake, recordista de aparições nos primeiros posts deste blog, vestia Tom Ford (em função da parceria com o estilista para a divulgação de seu novo disco) e mostrou que a combinação meia branca + sapato preto à la Michael Jackson é pra valer.



Kelly Clarkson apareceu um vestido bem similar ao polka-dot dress que Stella McCartney colocou nas passarelas em 2011, indicando que o modelo (já copiado exaustivamente) está no caminho para virar um clássico.




Em decisão que não se repetia há seis séculos, o Papa Bento XVI renunciou hoje (11) ao seu posto. Em plena segunda-feira de Carnaval. O chefe maior da Igreja Católica deixando o cargo vago em plena festa da carne. Não bastasse o simbolismo do momento no qual foi divulgada a decisão do Papa, o U2 - na verdade, metade dele, sem querer, acabou entrando nessa encruzilhada Carnaval/Igreja.

Assim que a notícia da renúncia se espalhou pelo mundo, casas de apostas em Londres começaram a receber palpitas sobre os prováveis sucessores de Bento XVI. Eis que, em último lugar na lista de apostas, aparece o nome dele: Bono. O messias do rock, o mestre em discursos políticos em pleno show, o cara que um papa usar óculos de rock star, é o único dentre os 61 da lista que não é cardeal.

Enquanto isso, poucas horas antes, dentre as inúmeras celebridades gringas que vieram carnavalizar na Sapucaí, lá estava ele: Adam Clayton, baixista do U2, aquele dono do cabelo mais rebelde do U2 nos anos 1980, que um dia foi preso por porte de maconha, que posou nu para a capa do Achtung Baby, fez a festa no camarote da Devassa - devidamente uniformizado.


7 de fev. de 2013




Justin Timberlake divulgou hoje a capa e a lista de faixas de seu novo disco, "The 20/20 Experience", o primeiro em sete anos e o terceiro de sua carreira.

Como manda o figurino, ele usa terno e gravata Tom Ford, honrando a parceria que fechou com o estilista para a divulgação deste novo trabalho - ele irá desenhar uma linha de roupas e acessórios masculinos.

"The 20/20 Experience" será lançado em 19 de março.


As faixas:
1 Pusher Love Girl
2 Suit & Tie
3 Don’t Hold the Wall
4 Strawberry Bubblegum
5 Tunnel Vision
6 Spaceship Coupe
7 That Girl
8 Let the Groove Get In
9 Mirrors
10 Blue Ocean Floor


31 de jan. de 2013



Mais uma camisa dos Beatles para querer ter na coleção: os fab four estampam algumas das camisetas criadas para promover a edição 2013 do Red Nose Day, mega-evento beneficente que arrecada fundos para a organização britânica Comic Relief, que ajuda pessoas em situação de vulnerabilidade social na Inglaterra e na África.

A autora das estampas é Stella McCartney, que já havia usado imagens da banda do papai Macca para camisetas da edição de 2009 do projeto. Para 2013, Stella escolheu uma foto tirada pela banda em abril de 1969, à época das primeiras sessões para o derradeiro "Abbey Road". Quatro anos atrás, a estilista havia usado uma das imagens registradas na festa  de lançamento de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". Além dos Beatles, Marilyn Monroe e o comediante britânico Tommy Cooper também tiveram seus rostos usados para promover a causa neste ano.


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