3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

Mostrando postagens com marcador barão vermelho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador barão vermelho. Mostrar todas as postagens

21 de fev. de 2013




A turnê “Mais Uma Dose”, que o Barão Vermelho traz a BH na próxima sexta (22), no Chevrolet Hall, tem como mote a celebração dos 30 anos de lançamento do primeiro disco da banda. Mas a razão para a reunião do grupo, que desde 2007 não se apresentava junto, chega a ser modesta perto do simbolismo do álbum.

O homônimo “Barão Vermelho”, que chegou às lojas em setembro de 1982, é, em termos cronológicos, a pedra fundamental do BRock – como ficou conhecido o movimento de bandas que intensificou a presença do rock no cenário brasileiro na década de 1980. Os demais representantes do rock oitentista no Brasil só viriam a público depois: Os Paralamas do Sucesso lançaram o primeiro disco em 1983; os Titãs, em 1984; em 1985, seria a vez de Legião Urbana e Ultraje a Rigor. Em 1982, somente a Blitz corria em paralelo, mas flertando muito mais com o pop bem-humorado que com as guitarras barulhentas dos Stones, uma referência sonora clara na primeira produção de Cazuza, Frejat e companhia.

Lá estão “Down em Mim”, “Ponto Fraco” e “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, clássico nato e suficiente para que Caetano Veloso, poucos meses depois de lançado o disco, incluísse a música em seu repertório e desse a Cazuza o título de poeta de sua geração. A repercussão do trabalho, porém, foi tímida, e o disco só vendeu 7.000 cópias, o que não tira da banda o orgulho do primogênito. “Já tocávamos bem e o Cazuza, mesmo perseguido na época por gritar mais do que cantar, já demonstrava ser genial. O que acontece é que tudo o que é bom e novo realmente incomoda”, comenta o baterista Guto Goffi.

O sucesso viria de maneira progressiva, nos dois discos seguintes, embalado por “Pro Dia Nascer Feliz” e “Bete Balanço”, e toda essa história tem lugar no repertório do show que a banda apresenta na cidade, reforça o guitarrista Fernando Magalhães. “O show está mais rock’n’roll do que nunca, divertidíssimo, com os nossos sucessos e tudo o mais que os nossos admiradores sempre curtiram nestas três décadas de banda. ‘Pedra, flor e espinho’, ‘Bete Balanço’, ‘Puro Êxtase’ e 'Pro Dia Nascer Feliz’ são alguns deles”.

Para os fãs que esperam mais uma dose de Barão depois dessa turnê comemorativa, fica o recado de que talvez esta seja a saideira. “Não temos planos além da turnê no momento. Cada um de nós vai seguir em suas carreiras individuais a partir de abril. Esta foi a maneira que encontramos de preservar a banda, mas como diz o ditado, ‘nunca diga nunca’”, diz Fernando.

Barão Vermelho
Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Dia 22 (sexta), às 22h. R$ 140 (inteira, 4º lote)

*Publicado na edição de 16/2 do Jornal Pampulha
Tecnologia do Blogger.