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O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

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16 de jun. de 2014

Jay-Z também tá na Copa!

Você já sabe: tá tendo Copa. E tá tendo muita música da Copa também, e muita música melhor que aquela lá da Fifa, como já provou o Bonde do Rolê. A boa de hoje é "Jungle", remix do senhor Beyoncé, Jay-Z, para "The Game Before the Game", parceria do britânico Jammie N Commons com os norte-americanos do X Ambassadors. Então, na verdade, são duas boas.

Em ambos os casos, as músicas fazem a trilha sonora de um comercial da Beats, marca de fones de Dr Dre, produzido para o mercado norte-americano. Mostrando uma surpreendente capacidade de compreender o espírito da Copa, os americanos, que levam o futebol masculino cada vez mais a sério, revelam os rituais pré-jogo de Neymar, Götze e Chicharito, além de torcedores anônimos e famosos, tais como Serena Williams e Lil Wayne.

Na versão original, de mais de cinco minutos, com música do Commons e dos Ambassadors,  Neymar é a estrela absoluta e abre e encerra o vídeo com uma conversa motivacional com seu pai em belo português, som tão raro para ou ouvidos norte-americanos. No remix de Jay-Z, com versos de tom combativo, o Brasil vira o centro das atenções com referências à Cidade de Deus, o Cristo Redentor e com o rapper se auto-proclamando "o Godzilla das favelas".



9 de jun. de 2014

Um deles abençoou a seleção inglesa, o outro pode zicar o ataque norte-americano

Agora não tem mais volta. Parece que vai ter Copa mesmo. E, ainda por cima, com a benção de Morrissey. Indo na contramão de toda uma nação, o maior inglês vivo desejou sorte pessoalmente à seleção inglesa. O receptor da honrosa mensagem positiva foi o lateral-esquerdo Leighton Baines, que juntamente com o restante da seleção, estava hospedado no mesmo hotel que Moz em Miami.

Um indie no futebol, fã de Tame Impala e Miles Kane, Baines contou ao jornal The Mirror que abordou nosso ranzinza preferido após certo nervosismo (pois ele também é fã de Smiths) e recebeu a reação simpática do ex-Smiths. Como nada é perfeito, Baines ficou #chatiado ao perceber que, além dele, só o auxiliar técnico Gary Neville reconheceu Moz.

Da Inglaterra para os Estados Unidos, um nome para você prestar atenção nesta Copa é Chris Wondolowski, atacante do Exército do Tio Sam (Sam's Army), apelido que a seleção yankee ganhou. Não que ele seja candidato a disputar a artilharia da Copa e brilhar como se espera que Neymar brilhe, mas porque ele tem um dos rituais pré-jogo mais pitorescos que se poderia imaginar.

Antes de uma partida, ele entra em campo e visualiza as redes do gol devidamente paramentado com seus fones de ouvido, que tocam os discos do Jay-Z "Reasonable Doubt", "The Blueprint" e "Magna Carta", exatamente nesta ordem. O propósito é concentrar-se e entrar no clima do jogo. A história completa está na Rolling Stone gringa. Se faltar inspiração (ou se surpreender) no ataque dos Estados Unidos, você já sabe que a culpa é do marido da Beyoncé.

19 de mai. de 2014

Candidatos à mitologia americana do futuro, Jay-Z e Beyoncé encarnam os mitos do passado Bonnie e Clyde

Bonnie e Clyde, dupla assaltantes que liderou um bando aterrorizante de roubo a bancos, comércios e postos de gasolina no início dos anos 1930, nos Estados Unidos, e cuja morte completa redondos 70 anos nesta semana, é um dos casais mais icônicos da cultura norte-americana. Povoam o imaginário yankee sustentados por um fascínio gerado pela mistura de amor, poder e transgressão. Seduzem pela interpretação dúbia de mocinho e bandido que provocam: desrespeitavam a lei, mas atacavam instituições que levaram os Estados Unidos à bancarrota em 1929 - quase como uma versão em inglês de Lampião e Maria Bonita.

Poderosos que são, e cientes desses símbolos poderosos - ou talvez apenas conduzidos pelo poder que esses símbolos exercem sobre o seu imaginário enquanto norte-americanos, Beyoncé e Jay-Z brincam com fogo sem o menor pudor e encaram uma sugestiva releitura contemporânea do famoso casal no vídeo que promove sua nova turnê conjunta, "On The Run", que estreia nos Estados Unidos no mês que vem com muita pompa e roubo na bilheteria - com o perdão do trocadilho, tem gente por lá vendo como assalto os preços dos ingressos, que variam de US$ 300 a US$ 5 mil.

Tão poderosa quanto o casal que tem os únicos nomes da classe artística na lista das 100 pessoas mais poderosas da indústria musical hoje, a peça promocional, que já chegou estrondosa na internet em formato inédito para a simples divulgação de uma turnê, é um falso trailer de um falso filme chamado "Run". "Coming never" nos cinemas, junta "apenas" Sean Penn, Jake Gyllenhaal, Blake Lively e mais um punhado de gente de Hollywood para mostrar como Jay-Z, um gângster com muita ambição, envolve a amada Beyoncé em uma perigosa trama criminosa. O resto é tiro, porrada e bomba.

Dias depois de dizer que eram gente como a gente, com seus próprios casos de família, ao justificar a briga de Solange Knowles com Jay-Z em um elevador (o "Solangegate"), Beyoncé e o marido rapper lembram o mundo que não é bem assim com o lançamento de "Run". Com as armas que têm - popularidade, poder e carisma, tomam mais uma vez o mundo de assalto e usam um dos principais símbolos do folclore de seu país para mostrar que, assim como Bonnie e Clyde, têm um apelo irresistível e duradouro, seja lá quais forem seus fins. E com eles ninguém pode.





PS: Aparentemente predestinados a encarnar a versão moderna do mito de Bonnie e Clyde, Beyoncé e Jay-Z já haviam vivido a dupla na faixa "'03 Bonnie and Clyde" em faixa e clipe lançados pelo rapper em 2002, quando os dois estavam a um passo de formar um casal.






31 de jan. de 2014

O amor e o poder: Mrs. e Mr. Carter são os únicos artistas entre os poderosos da indústria

A revista Billboard, em sua edição norte-americana, publicou a Power 100, lista que aponta quem são as figuras mais poderosas da indústria fonográfica. Tal como representantes únicos de uma casta bastante privilegiada o casal Carter, a.k.a Beyoncé e Jay-Z, são os únicos artistas que aparecem na lista. E mais: eles ocupam juntos o primeiro lugar.

Deixaram pra trás executivos de gravadoras (37.1% dos nomes mencionados), inclusive a Roc Nation, pertencente a Jay-Z; representantes de produtoras gigantes do entretenimento que agenciam artistas e grandes turnês (21%), como a Live Nation; o alto escalão de grandes corporações de mídia (15.2%), como a CBS; e de grandes empresas que patrocinam a música de alguma forma (15.2%), como a Pepsi (que esteve envolvida no lançamento de uma das faixas do último disco de Beyoncé).

Em proporções bem menores, foram listados dirigentes de empresas de música digital (5.7%), como o Spotify; e de instituições ligadas à música (3.8%), como a Academia Nacional de Artes e Ciências da Gravação, responsável, dentre outras ações, pelo Grammy.

O curioso nisso tudo é notar que, ao mesmo tempo em que mais da metade da lista puxa a sardinha para gente que representa os modelos tradicionais de negócios da indústria do disco, endossando um status quo em crise, Beyoncé e Jay-Z foram condecorados com a primeira posição devido às estratégias inovadoras que ambos adotaram em 2013: Jay-Z disponibilizou gratuitamente para usuários de aparelhos Samsung, por cinco dias, seu disco "Magna Carta". Já Beyoncé fez o lançamento de seu quinto álbum, homônimo, em esquema de exclusividade com iTunes por uma semana. Em ambos os casos, diz a Billboard, além da inovação, houve uma valorização do formato disco, já que os fãs tinham apenas a possibilidade de acessar o álbum de uma vez só, sem direito a comprar ou ouvir faixas separadamente.

Veja a Power 100 na íntegra: http://www.billboard.com/biz/5869768/the-2014-billboard-power-100



20 de dez. de 2012

O Guinness soltou alguns recordes* do mundo da música pop de 2012 e este blog transformou tudo em gráfico. Enjoy it.



*Dados de maio/12
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