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O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

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1 de set. de 2013


Por motivos de viagem ao exterior, notebook dois meses rodando em três assistências técnicas e dois cursos online no período noturno - tudo nesta ordem - este blog esteve desatualizado nos últimos meses, o que me dói muito, pois já criei um apego com este espaço.

Prometo tentar voltar à programação normal à medida que os cursos não me tomarem tanto tempo assim (um deles logo, logo vai acabar). Por hora, passo aqui pra avisar que, apesar de estar cheia de coisa pra fazer, inventei mais um serviço pra mim e coloquei no ar hoje o BH Show, um site que pretende ser uma agenda voltada exclusivamente para os shows internacionais que acontecem aqui na cidade. Visitem: http://www.bhshow.com.br/

29 de abr. de 2013

Paul McCartney vai estrear sua nova turnê em BH, no próximo dia 4 - depois desta que vos fala, em parceria com seus amigos, gritar insistentemente "Paul, vem falar uai" - e o portal do jornal O TEMPO preparou hotsite com conteúdo multimídia sobre a vinda do Sir a terras mineiras. Eu, de lá do meu cantinho da redação do Pampulha, colaborei com parte do conteúdo, e um deles diz respeito a um mega apanhando sobre as visitas que Paul fez ao Brasil desde sua estreia tupiniquim, em 1990.

Foi um trabalho de algumas contas, horas fuçando em arquivos de jornais e no site do próprio Paul para garimpar todos os dados, que foram apresentados graficamente de maneira bem descolada pela Aline Medeiros. Acesse este link para a versão interativa do material. Enjoy!



25 de fev. de 2013



Marisa Monte está de volta. Pouco menos de quatro meses depois de esgotar cinco sessões no Palácio das Artes, a cantora repete em BH o show da turnê “Verdade, Uma Ilusão”, no próximo sábado (2), no Chevrolet Hall. “Sentimos que teve muita gente que não pode ver. Então, fechamos uma nova data para atender o público num lugar maior”, justifica Marisa.

O roteiro do show se mantém intacto, privilegiando as composições de seu mais recente disco, “O Que Você Quer Saber de Verdade”, e tendo como coadjuvante projeções de 15 obras de artistas contemporâneos brasileiros em seis telas ao fundo e nas laterais do palco, um dos elementos da nova turnê mais elogiados pela crítica – durante a música que dá nome ao disco, pontos de luz chegam a ser projetados no vestido da cantora.

Entre antigos sucessos (“Beija Eu” e “Amor I Love You”) e canções emprestadas do repertório de outros compositores (“Descalço No Parque”, de Jorge Ben Jor), Marisa também entrega raridades que só podem ser ouvidas na sua voz em plano palco. Caso de “E.C.T”, composição sua em parceria com Nando Reis e Carlinhos Brown dada de presente a Cássia Eller, de quem ela já declarou sentir saudade. 6“A Cássia era uma pessoa que tinha arte livre, pura e verdadeira, tudo o que eu admiro. Isso era muito inspirador pra mim, ela é uma referência e não tem ninguém que ocupe o espaço dela. Se estivesse viva, estaria de olho no que ela estaria fazendo”, confessa.

Na ausência de Cássia, Marisa mira o presente e abre os ouvidos para as novas vozes femininas que acumulam a função de cantoras e compositoras, caminho que ela própria desbravou na história da música brasileira.

“Quase todas as meninas dessa nova geração são compositoras. É um diferencial de uma geração que veio antes da minha. A minha viveu essa transição de uma geração anterior na qual havia grandes cantoras, como a Gal, a Clara e a Elis, mas não eram compositoras. Hoje tem muitas mulheres que fazem um trabalho autoral interessante: a Pitty, a Mallu, a Tulipa”, enumera a cantora ao apontar nomes que poderiam vir a ter seus versos gravados por ela.

A porção intérprete de Marisa ficou lá atrás, em seu primeiro disco, “Marisa Monte” (1989), mas ela não descarta voltar a fazer um trabalho com este perfil. “Eu gosto da ideia, mas não tenho nada de concreto nesse sentido. Eu gosto sempre é de escolher músicas que sejam reais pra mim. Quando se escolhe uma música para cantar, é um relacionamento a longo prazo. Essa música vai fazer parte da sua vida, então importa menos se é minha ou não”, pondera.

Naldo
O que importa é que “as coisas têm que fluir”, diz ela, ao comentar uma possível parceria com o funkeiro Naldo, que em entrevista ao Pampulha no dia 19 de janeiro afirmou ter o desejo de produzir algo com Marisa. “Eu não tenho portas fechadas para ninguém”, completa Marisa, que demonstra admiração pelo cantor-fenômeno. “Ele é muito maneiro, gosto do carisma e da simpatia dele. Você viu aquele vídeo dele na sacada do hotel durante o Carnaval? (Naldo e o rapper norte-americano Will Smith foram ovacionados por uma multidão que os aguardavam diante da sacada do hotel Fasano, no Rio) Ele é muito querido”.

Mais um recado, dentre muitos, para quem torce o nariz para o diálogo aberto que há anos ela vem travando com o popular. “Existe uma certa classe intelectual que tem ciúme quando não sou tão exclusiva e eu não quero compactuar com isso. Eu quero me comunicar com as pessoas e isso está acima desse tipo de julgamento”, conclui.

Marisa Monte
Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Dia 2 (sábado), às 22h. R$ 180 (arquibancada, 3º lote, inteira) e a partir de R$ 760 (mesa para quatro pessoas)

*Entrevista feita por mim e publicada na edição de 23/2 do jornal Pampulha

21 de jan. de 2013

Elton John vem aí

Em anos mais recentes, começou a cair em desuso a ladainha segundo a qual BH está fora da rota de atrações internacionais que excursionam pelo Brasil. Ok, o volume de shows gringos que chegam até aqui ainda passa longe do que se vê em SP e no Rio (e até em Porto Alegre, recentemente), mas não dá para manter a mesma intensidade de reclamação de tempos passados depois de um ano em que Minas viu Morrissey, Robert Plant, Jon Anderson, Demi Lovato, Joe Cocker e Alanis, só para citar os que me ocorrem na memória agora (2010 e 2011 também renderiam uma lista se não longa, ao menos interessante, com Ringo Starr, Rihanna e Guns no meio). O que ainda nos falta, certamente, é ter acesso aos GRANDES show internacionais.

Impossível saber o que será de 2013, mas os primeiros sinais não desanimam. Até o momento, BH soma cinco shows gringos agendados, sendo quatro em março (abaixo), e, finalmente, o Mineirão entra novamente no jogo para disputar mega-shows que porventura passem pelo país. Quem puxa a fila é Elton John, no dia 9/3, e a Minas Arena, administradora do estádio, garante que pelo menos mais quatro apresentações estão para acontecer por lá este ano - produtores locais me afirmaram o mesmo nesta reportagem que fiz no fim de 2012. Dentre essas possibilidades, assegura a boatolândia, está um certo inglês de Liverpool que um dia tocou naquela banda que bagunçou o mundo nos anos 1960.

Só para refrescar a memória, o Mineirão recebeu shows internacionais pela última vez há sete anos, em 2006, quando o Black Eyed Peas e o New Order se apresentaram no extinto Pop Rock Brasil. Antes disso, tivemos Kiss, em 1983. Que o já histórico encalhe de ingressos de Lady Gaga e Madonna sirva para que produtores enxerguem público fora do eixo Rio-SP. Que essa pasmaceira, enfim, termine.

DJ Tiësto
2/02 (sábado), 16h. Entre R$160 e R$440. Expominas (Avenida Amazonas, 6030, Gameleira). www.centraldoseventos.com.br

Jonas Brothers
8/03 (sexta), 21h30. Entre R$220 e R$280. Chevrolet Hall (Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi). www.chevrolethall.com.br

Elton John
9/03 (sábado), 22h. Entre R$100 e R$700. Mineirão (Avenida Antônio Abrahão Caram, 1001). www.livepass.com.br

Ian Anderson
15/03 (sexta), 21h. Entre R$100 e R$300. Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537). www.palaciodasartes.com.br

Tim Reynolds, guitarrista da Dave Matthews Band, também vem ao país e passa por BH em março, conforme antecipou José Norbert Flesch. Só falta definir datas e locais.

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