3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

19 de fev. de 2014

Choro, chapéus e violinos são as pistas que Pharrell nos dá sobre seu segundo disco solo

Pharrell divulgou hoje um teaser para anunciar o lançamento de seu segundo disco solo. "Girls", o nome do novo trabalho, sai no dia 3 de março, em pleno Carnaval no Brasil. Em 30 segundos, o vídeo instiga bem mais que revela, o que certamente é a intenção do material. De todo modo, é interessante notar como o clima do teaser destoa da primeira amostra do disco, a ensolarada e despojada "Happy", que foi incorporada ao repertório do álbum após ser gravada para a trilha sonora de "Meu Malvado Favorito 2" (a música concorre ao Oscar de melhor canção).

Veja o vídeo e fique com a pulga atrás da orelha ao notar que:

1) Uma orquestra ocupa o estúdio
2) Um tema orquestral dá o tom de todo o teaser
3) Pharrell toca piano
4) Pharrell chora
5) Pharrell não desgruda do chapéu e aparece com dois modelos diferentes, menos espalhafatosos que aquele usado no Grammy




"Girl" (que depois desse vídeo a gente já não sabe mais como deve soar) é o sucessor de "In My Mind", primeiro álbum solo de Pharrell, lançado em 2006, com muito hip hop e algum R&B. Ao contrário dos trabalhos super bem-sucedidos de Pharrell como produtor - sendo "Blurred Lines", com Robin Ticke, e a colaboração com o Daft Punk em "Random Access Memories" excelentes exemplos recentes - o disco não deixou hits marcantes.

18 de fev. de 2014

Stones devem puxar a fila da invasão jurássico-roqueira que mira o Brasil

Num espírito "veja agora ou arrependa-se para sempre", Rolling Stones, com turnê já engatilhada, e AC/DC, que entregou que quer voltar aos palcos, podem ser duas grandes (e boas) atrações a ocupar uma data no calendário de shows no Brasil em breve. Alargando mais o calendário e apressando o passo para 2015, o The Who pode ser incluído na lista.

Após algumas especulações sobre um show para inaugurar a Arena Palmeiras, em São Paulo, os Rolling Stones finalmente abriram agenda para negociar shows na América do Sul, conforme antecipou o jornalista José Norberto Flesch, fonte primária quando o assunto é show internacional por aqui. Segundo Flesch, Mick e companhia disponibilizaram os meses de outubro e novembro para tentar encaixar datas no Brasil e em países vizinhos.    

Na próxima sexta (21), os Stones dão início à excursão que se negocia para o Brasil, a "14 On Fire Tour" em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. É a segunda (!!) turnê com ares de celebração pelos 50 anos da banda - ela vem na sequência de "50 and Counting", que passou por Estados Unidos e Europa entre o fim de 2012 e meados de 2013. O oba oba comemorativo, porém, pode estar com os dias contados, já que o baterista Charlie Watts desabafou que considera a banda velha demais para grandes turnês - o que dá uma aura de "agora ou nunca" para a possível quarta visita dos Stones ao Brasil.

Bem mais empolgado que Watts, Brian Johnson, saudoso dos quatro anos distante dos palcos com seu AC/DC, entregou nesta semana que a banda vai fazer turnê para comemorar seus 40 anos de história. Segundo Johnson, serão 40 shows. Não se falou em locais ou datas, mas o histórico recente do nosso mercado de shows internacionais permite expectativa para que sobre um lugarzinho para o Brasil.

Vale lembrar que na reta final de 2013, quando todo mundo só pensava nas calorias acumuladas com a ceia de Natal e sonhava acertar na Mega da Virada, circulou na internet um falso flyer com datas de uma suposta turnê comemorativa dos 40 anos da banda e quatro dos shows estavam previstos para o Brasil. No início de janeiro, um representante do grupo desmentiu a história, mas a declaração de Johnson leva a crer que o desmentido talvez fossem só panos quentes colocados em um projeto que, se ainda não está definido, ao menos começa a ser desenhado.

E para quem já esqueceu, Pete Townshend afirmou que o Who fará em 2015 sua última turnê, que vai celebrar os 50 anos da banda. A ideia, segundo o próprio, é incluir na rota lugares onde o grupo ainda não se apresentou e o Brasil se enquadra nessa categoria. No ano passado, a estreia da banda em solo brasileiro, com a tour de "Quadrophenia", chegou a ser cogitada, mas o Who continuou sem conhecer o Brasil. A declaração de Townshend renova as expectativas de quem aguarda o début da banda por aqui.

Pre-pa-ra o seu bolso.

17 de fev. de 2014

Björn Ulvaeus, um dos integrantes do ABBA, revelou no recém-lançado "According to Abba: The Official Photo Book", livro que celebra os 40 anos de trajetória da banda sueca, que ele e seus companheiros usavam figurinos espalhafatosos apenas para evitar impostos.

A lei fiscal na Suécia permite deduzir o gasto com roupas da cobrança de impostos caso o proprietário comprove que as peças não são feitas para uso cotidiano. Como o figurino do ABBA era ridículo demais para sequer alguém pensar em sair na rua com uma daquelas peças, não deve ter sido difícil convencer as autoridades na época. Botas até os joelhos (que estão retornando nas passarelas das semanas de moda internacionais), macacões  e muito brilho (para eles e para elas) eram alguns dos ingredientes que formavam o estilo do grupo.

No livro, Ulvaeus reconhece que o grupo errou na mão na hora de se vestir. "Ninguém nunca se vestiu tão mal no palco como a gente. Em minha honesta opinião, parecíamos loucos naquela época". Sim, pareciam. Olha só:


          Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad antecipando tendências pra Xuxa



    Rei do Camarote inspired



    Agnetha Fältskog e Björn Ulvaeus  na vibe liga da justiça



    Agnetha Fältskog fazendo o ursinho carinhoso



    Mecânico style




Capa de "Na Medida do Impossível" (no alto) traz referência de imagem do fotógrafo japonês Kimbei (acima)

Muito linda a capa do novo disco solo de Fernanda Takai, "Na Medida do Impossível". A arte é inspirada em uma imagem do fotógrafo japonês Kusakabe Kimbei (1841-1934), "Japonesa sobre a tempestade". As bolas de neve me remeteram imediatamente me remeteram à capa de "Isopor", disco do Pato Fu de 1999, mas isso é uma viagem bastante pessoal.

Previsto para ser lançado em março, "Na Medida do Impossível" tem repertório que desperta, no mínimo, curiosidade. Fernanda regravou um dos principais sucessos de Reginaldo Rossi ("Mon amour, meu bem, ma femme") e do Padre Zezinho ("Amar como Jesus amou"), este último em parceria com outro padre ~musical, Fábio de Melo. Aguardemos.


Atenção que Leo vai começar o show de heavy metal

Outro dia falei aqui de como parte da trilha sonora de "O Lobo de Wall Street" exala o clima da MTV dos anos 1990. Um cara lá da Rússia foi muito mais além e notou como certas cenas do filme sincronizam perfeitamente com uma música da banda sueca de metal Meshuggah. Tipo uma versão "Dark Side of The Moon" + "O Mágico de Oz" dos tempos modernos. E nem precisa esperar o terceiro rugido do leão pra começar a brincadeira, até porque "O Lobo..." não é da MGM. Rá.


 
Todo mundo ficando bêbado com tanto remix do single de Bey


Enquanto você tomava umas no fim de semana, geral resolveu remixar "Drunk in Love", da Beyoncé. Coincidência ou movimento orquestrado, após o produtor da faixa, Detail, divulgar o remix oficial da música, pipocaram em série versões de Kanye West, The Weeknd e Diplo para o single do mais recente álbum da cantora. Curta a ressaca:

Detail - "Drunken Love"




Kanye West - "Drunk in Love"



The Weeknd - "Drunk in Love"




Diplo - "drunk n luv"




Vegetariano, Thom Yorke ganhou jantar com costeleta de cordeiro inspirado em "Kid A"

Harmonizar pratos elaboradíssimos com vinhos e outras bebidas é para os fracos. O chef Kyle Hanley e o sommelier Joseph Allerton, ambos de Detroit, prepararam um cardápio que harmoniza comida, bebida AND música. Eles criaram um jantar de dez pratos inspirados nas dez faixas de "Kid A", do Radiohead e batizaram o projeto de "A Night With Radiohead".

Cada prato leva o nome de uma das músicas e será servido respeitando a ordem das faixas ao som do disco em questão, obviamente, já que a proposta é ~harmonizar~ geral. Os pratos têm influência da cozinha molecular e levam ingredientes de origem asiática. Vegetarianos (eu e Thom Yorke) aproveitariam uns 40% do jantar apenas. Vinhos prevalecem nas escolhas de harmonização, mas há cerveja e gim em alguns casos.

O menu será servido nesta quarta-feira (19) em um restaurante de Detroit em três horários diferentes. Cada sessão receberá no máximo 12 convidados - no momento em que este post foi escrito, uma das sessões já estava esgotada e as demais tinha menos da metade dos lugares disponíveis. O custo total é US$ 125, incluindo as bebidas. Não há confirmação ainda (talvez dependa da repercussão), mas blogs gringos dizem que o projeto pode se tornar periódico. Neste caso, a cada mês um novo disco seria "harmonizado" com um menu especial. Saiba mais aqui.

Veja o cardápio abaixo traduzido (e explicado) com muita paciência pela dona deste blog:

"Everything in Its Right Place"
- Vieiras tostadas, gel fluido de yuzu (o gel é uma mescla de molho, gel e purê usado na cozinha molecular. O yuzu é uma fruta cítrica do leste asiático) e macarrão celofane frito (massa típica da cozinha asiática à base de amido de feijão ou arroz) com ponzu de capim-cidreira (molho japonês à base de limão) e molho de pimenta. Para harmonizar: Pfalz Riesling (vinho alemão)

"Kid A"
- Caprese negra. Para harmonizar: Alto Adige Kerner (vinho italiano)

"The National Anthem"
- Costeleta de cordeiro na brasa e orelha de porco crocante com redução de laranja vermelha (ou laranja sanguínea, uma variedade da fruta que tem interior vermelho). Para harmonizar: vinho Mourvédre

"How To Disappear Completely"
- Tamboril (espécie de peixe comum na costa europeia) cozido no óleo com aspargos brancos, vinagre balsâmico branco e broto de nabo. Para harmonizar: Leelanau Good Harbour Golden Ale (cerveja belga)

"Treefingers"
- Granita de tomate (receita de origem italiana que consiste em cristais congelados de água e açúcar aromatizados com um terceiro ingrediente, espécie de raspadinha), gim com infusão de coentro e xarope de jalapeño (pimenta originária do México), lima fresca, sal marinho e molho de pimenta

"Optmistic"
- Peito de pato tostado com xarope de açúcar com molho de pimenta rosa e zimbro (fruto do junípero, uma espécie de pinheiro nativo da Europa) confitado. Para harmonizar: Anderson Valley Knez Pinot Noir (vinho americano)

"In Limbo"
- Bouillabaisse (guisado francês preparado à base de variedades de peixes, vegetais e ervas).  VallDolina (vinho espumante espanhol)

"Idioteque"
- Salada de rúcula, ovo sous-vide (cozido em baixa temperatura), croutons com lardo (gordura de certas partes da carne de porco), chips de queijo manchego (de origem espanhola) e panceta crocante com vinagrete de xerez defumado, espuma de limão meyer (um cruzamento de limão com laranja de origem asiática) e pó de alcaparras. Para harmonizar: Mezcal (bebida produzida com a mesma planta base da tequila, mas menos destilada)

"Morning Bell"
- Sorbet de limão meyer. Para harmonizar: gim-tônica

"Motion Picture Soundtrack"
- Mousse de amora e pasta de frutas. Para harmonizar: Niepoort LBV (vinho do porto)

15 de fev. de 2014

Tweet do Steven Tyler é tão fake quanto a Dilma Bolada


Tudo que eu poderia ter postado essa semana, mas não postei:

- Uma semana boateira: tweet fake de Steven Tyler anunciando Aerosmith no Brasil, franceses trolando o mundo com o casal Obeyoncé

- Um dia a zuera volta pra você: Odd Future foi banido da Nova Zelândia

- Romário quer botar ordem in da house e inventou uma lei sem noção pra regulamentar o rap

- Drake fez a drama queen e ficou #chatiado porque perdeu a capa da Rolling Stone para Philip Seymour Hoffman

- Três motivos para fazer o sacríficio de ver o Oscar: Karen O, Pharrell e U2 vão se apresentar

- Miley Cirus promete fazer uma turnê educativa

- Bigger than Beatles #sóquenão: One Direction acha que o grupo é mais famoso que os Beatles

- Bigger than Beatles #truestory: Coletânea do Queen torna-se o primeiro disco a vender seis milhões de cópias no Reino Unido
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