3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

3 de abr. de 2013

Depois de levar a estética grunge à risca para a passarela, a Saint Laurent selecionou estrelas ligadas direta ou indiretamente ao gênero para estrelar a campanha outono/inverno 2013/14. Courtney Love, a viúva do grunge, e Ariel Pink, clone visual de Kurt Cobain, estão lá. Entraram de gaiato Kim Gordon, que já fazia música com seu Sonic Youth quando o grunge sequer era um embrião, e Marilyn Manson, que entrou na cena musical quando o bonde dos camisas flaneladas já estava em movimento.




Para divulgar seu inverno 2013, Sergio K convocou o fotógrafo a banda Uó, um cover de Michael e outro de Gaga, anões e o fotógrafo Terry Richardson. O resultado é o vídeo abaixo, dirigido por Richardson, estrelado pelos anões e pelos covers e musicado pelo trio Uó, com a faixa "We Don't Fucking Care".




Em tempo, a nova coleção tem espírito musical, com camisetas que estampam os já citados Michael e Gaga, além da dupla stoniana Mick e Keith.

2 de abr. de 2013

Uma pausa nas modelos esqueléticas, nas trilhas sonoras e nas parcerias do tipo banda + estilista para falar de garotos. E de homens também. Aproveitando a ressaca do Lolla que não insiste em passar, vamos falar dos moços bonitos que subiram no palco do festival no último fim de semana e chamaram a atenção pela beleza, pelo visual e pela música também, vá lá.

Abrimos com o metrossexualismo de Brandon Flowers. A movimentação frenética do vocalista do Killers durante o show é inversamente proporcional ao cabelo cuidadosamente fixado com gel. O visual roqueiro de boutique mostra que o moço tem bom gosto para se vestir. E, apesar da cara de menino e da silhueta mignon, quando ele resolve tirar a jaqueta vemos que ele tem de presente braços discretamente definidos. Um charme a mais.



Ricky Wilson, do Kaiser Chiefs, com seu jeito indie arrumadinho de ser, chamou atenção pela jaqueta que eu gostaria de ter e pelos quilos a menos. Mas deixamos claro que amamos Ricky nas duas versões, bold e itálico.



Por fim, menção honrosa ao macho alfa da guitarra, ao deus da virilidade, Josh Homme. Como bom macho jurubeba que é, o que menos importa para ele e para nós é o que está vestindo, mas sua simples presença na praça obriga uma menção. Quem estava lá viu que a mulherada não economizou nos gritos de "gostoso" e na histeria. Ainda estamos todas sob efeito de Josh.


26 de mar. de 2013



Pela segunda vez, o Depeche Mode une seu nome à marca suíça de relógios de luxo Hublot. Depois de emprestar sua discografia para estampar os mostradores de relógios que foram a leilão para angariar fundos para a instituição britânica Teenage Cancer Trust, em 2010, a banda agora ganhou um modelo de relógio com edição limitada, também com foco em ações de caridade.

Apenas 250 peças do modelo batizado de Limited Edition Big Bang Depeche Mode serão postas à venda para arrecadar recursos para ações direcionadas ao fornecimento de água potável em países em desenvolvimento.

A linha especial será lançada oficialmente no dia 4 de maio, concomitante à estreia da nova turnê do Depeche Mode, Delta Machine. A primeira apresentação acontece em Nice, na França.

25 de mar. de 2013



Uma das pelas queridinhas do momento no mundo da moda, as camisetas com estampas de artistas do rock ganharam mais uma opção de peso para seu time: o estilista inglês Paul Smith assina dois modelos de camisetas que estampam a capa do novo disco de David Bowie, "The Next Day". São dois modelos, um masculino e outra feminino, que estão à venda no site de Smith.

O estilista aproveita para anunciar que esta é só a primeira de muitas parcerias que fará com Bowie neste ano.

Em tempo
A exposição "David Bowie Is", que faz uma retrospectiva da carreira do artista, inaugurada no Victoria & Albert este mês em Londres com 40 mil ingressos vendidos antecipadamente, chega ao Brasil em janeiro do ano que vem, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. Lá em Londres, a mostra tem patrocínio da Gucci.

23 de mar. de 2013

Teve de tudo tocando nas passarelas da São Paulo Fashion Week enquanto estilistas apresentavam suas propostas para o verão 2013/14: brasilidades, rock, pop e jazz.

A Neon, de Dudu Bertholini, fez um mix com jeitão bem MTV com a trinca Rolling Stones ("Paint it Black"), The Cure ("The Caterpillar") e Coolio ("Gangsta's Paradise").




João Gilberto dominou o desfile da fórum, com suas versões bossanovistas para "Falsa Baiana" (Geraldo Pereira), "Eu vim da Bahia" (Gilberto Gil), "Trevo de quatro folhas" (os versos aportuguesados de Nilo Sérgio para a original de Wood/Dixon) e "É Luxo Só" (Ary Barroso).




A Amapô, por sua vez, apostou na sofisticação que uma trilha com Sinatra pode imprimir a qualquer situação. The Voice preencheu os ouvidos dos presentes com "Fly me to the Moon", "The Lady Is a Tramp", "You Make Me Feel So Young" e "Old MacDonald".




Pra fechar, o tom grave de "Cashemere", do Led Zeppelin, foi a trilha da Ellus.




Teve mais trilha de desfile sendo feita ao vivo na São Paulo Fashion Week. Depois de Ronaldo Fraga levar Célio Balona para dar ares de tango a hinos associados à seleção brasileira, Roberta Sá cantou na boca de cena durante o desfile da Têca, grife da sua irmã Helô Rocha. Roberta incluiu na mini-apresentação "Mais Alguém", música de Moreno Veloso que já integra há tempos seu repertório, e o clássico "Baby", de Caetano Veloso.


19 de mar. de 2013



Depois da Cavalera aclimatar seu verão 2013/14 com soul music, chegou a vez de Ronaldo Fraga colocar a música para dividir espaço com sua coleção nesta edição da São Paulo Fashion Week. Ao usar como referência as histórias de futebol contadas por seu pai, que foi jogador nos anos 1950, Ronaldo apresentou as peças inspiradas numa era romântica e ao som de uma trilha sonora executada ao vivo.

O responsável pelos trabalhos foi o instrumentista mineiro Célio Balona que, acompanhado por outros músicos, usou seu acordeon para dar uma sonoridade portenha às marchinhas de futebol que embalaram a seleção canarinho e suas conquistas em meados do século passado. "Na cadência do samba" ("Que bonito é...") é quase um tango, numa deliciosa e implícita provocação à nossa rivalidade futebolística com os vizinhos argentinos.

Falando nesse jogo saudável de rivalidades, uma das peças da coleção trazia escudos com formatos e detalhes similares aos de Cruzeiro e Atlético-MG, mas com as cores invertidas. Preto para o primeiro e azul para o segundo. Uma brincadeirinha, será?



Aqui no UOL, no fim da coluna à direita da página, em vídeo que não dá para incorporar no post, dá para ver o desfile completo.
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