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23 de mar. de 2013

Teve de tudo tocando nas passarelas da São Paulo Fashion Week enquanto estilistas apresentavam suas propostas para o verão 2013/14: brasilidades, rock, pop e jazz.

A Neon, de Dudu Bertholini, fez um mix com jeitão bem MTV com a trinca Rolling Stones ("Paint it Black"), The Cure ("The Caterpillar") e Coolio ("Gangsta's Paradise").




João Gilberto dominou o desfile da fórum, com suas versões bossanovistas para "Falsa Baiana" (Geraldo Pereira), "Eu vim da Bahia" (Gilberto Gil), "Trevo de quatro folhas" (os versos aportuguesados de Nilo Sérgio para a original de Wood/Dixon) e "É Luxo Só" (Ary Barroso).




A Amapô, por sua vez, apostou na sofisticação que uma trilha com Sinatra pode imprimir a qualquer situação. The Voice preencheu os ouvidos dos presentes com "Fly me to the Moon", "The Lady Is a Tramp", "You Make Me Feel So Young" e "Old MacDonald".




Pra fechar, o tom grave de "Cashemere", do Led Zeppelin, foi a trilha da Ellus.




14 de set. de 2012



Uma das estreias da semana nos cinemas é "My Way", cinebiografia do cantor e compositor francês Claude François, autor de "Comme d'habitude", que ficou mundialmente conhecida pelo mesmo nome do filme por meio da gravação de Frank Sinatra. O filme mostra a trajetória de Claude rumo ao sucesso nos anos 1960: garoto treinado pela família para ser músico clássico, encontrou seu lugar na canção popular depois de vencer obstáculos, mas teve que enfrentar a rejeição do pai pelo caminho seguido.

Mas o assunto aqui é outro. É a tal música, que acaba sendo duas. Entre a gravação original em francês e a versão em inglês, há uma distância tão grande quanto a extensão do Atlântico que separa a França dos Estados Unidos. O responsável por esse afastamento foi Paul Anka, que escreveu os versos em inglês da música lançada em 1967.

Enquanto a original ("Como de costume"), expõe o sofrimento de um homem diante do desprezo da esposa e da rotina fria que partilham em casa, "My Way" mostra um homem que, diante da proximidade do fim da vida, faz um balanço sincero sobre seus atos. Sendo o amor um tema absurdamente recorrente na canção popular, é preciso uma dose acima da média de inspiração e talento para não ser só mais um na multidão. Já as reflexões feitas por um homem maduro, inclusive aquelas sobre seus fracassos, proferidas por um todo-poderoso ídolo/intérprete, exige que, no mínimo, se preste atenção. E, como se não bastasse ser "a voz" cantando, Sinatra faz a gente acreditar em cada palavra que está sendo dita.


4 de mar. de 2011

Não me perguntem o porquê, mas me deu na telha procurar mashups do Sinatra no YouTube. Acabei achando o sensacional vídeo abaixo. Gostei. Muito.

15 de dez. de 2010

De vez em quando a gente descobre umas coisas legais, meio que sem querer. Vejam só: em 1973, o francês Romuald Figuier canta "Laisse-moi le temps" no Festival de Viña del Mar, no Chile.



No mesmo ano, Paul Anka compra os direitos da música, faz uma versão em inglês batizada de "Let me Try Again", que é gravada por Sinatra.



Em 1992, o Skank regrava a versão em inglês em seu primeiro disco, o independente também chamado "Skank".*



*Se alguém tiver notícia de um link para o clipe que o Skank fez para "Let me Try Again", favor avisar. Revirei o YouTube e o Vimeo, mas não encontrei nada. Para quem não se lembra, o clipe é em preto e branco, e traz a banda tocando em um pequeno palco, com seu tradicional "traje anos 90": bermudas e tênis pretos e meias brancas.

15 de abr. de 2010

O post abaixo me fez lembrar dessas versões/covers que eu sempre achei o máximo:

Sid Vicious - My Way (Frank Sinatra)



Cássia Eller - Partido Alto (Chico Buarque)



Nirvana - The Man Who Sold The World (David Bowie)



Gal Costa - Sua Estupidez (Roberto Carlos)

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