3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

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6 de ago. de 2014

Depois de ignorar Damon em Roskilde, não tive como escapar dele em Montreux


Nessa coisa de ir pra lá e pra cá em festivais de música pelo Festivalando, acabo me esbarrando com quem está para vir tocar no lado de baixo do Equador e, às vezes, acabo me esbarrando mais de uma vez, já que o apinhado calendário de festivais de verão na Europa acaba repetindo muitas atrações. Foi o caso de Damon Albarn, que já está com show confirmado na Argentina em outubro desse ano (data no Brasil, cadê?).

Ele fez um show em Roskilde, na Dinamarca, e não fiz o mínimo esforço para ir assistir. Motivo: tinha achado "Everyday Robots", seu novo disco meio tedioso. Quando cheguei em Montreux, na Suíça, lá estava Damon novamente prestes a fazer um show. Com a consciência um pouco pesada, afinal ele me deu um dos melhores shows da vida junto com o Blur, no Planeta Terra, no ano passado, me senti obrigada a dar uma segunda chance ao repertório de "Everyday Robots". Melhor decisão possível, pois o show desse novo disco é, na verdade, um showzaço. Lá no site do Festivalando, projeto de turismo musical que visita festivais de música pelo mundo, eu conto como foi a gloriosa noite do Damon em Montreux.

13 de jun. de 2014

Vai ter Jack White e Bonnaroo na sua TV


Os canais BIS e Multishow transmitem de hoje (13) a domingo (15) alguns dos shows do festival Bonnaroo, que acontece desde ontem no Tennessee, nos Estados Unidos. Serão 17 shows, um compilado razoável, mas apenas um recorte das mais de 30 atrações diárias que o evento apresenta.

Na seleção que foi liberada para o Brasil, Damon Albarn e Jack White lideram o lineup novidadeiro. Ambos apresentam shows de seus mais recentes trabalhos solo, "Everyday Robots" e "Lazaretto", respectivamente. O show de Damon pode servir como tira-teima para o público brasileiro: assista e veja se o novo trabalho funciona bem ao vivo ou não (desconfio que não), e decida se vale vê-lo ao vivo em uma possível turnê brasileira no segundo semestre (um show na Argentina, no dia 7 de outubro, foi confirmado esta semana). Já o show de Jack é o début grandioso e cheio de frescor do novo trabalho que foi lançado na última terça (10) - um recém-nascido.

Em clima de repeteco, Vampire Weekend e Disclosure, que passaram pelo Brasil no Lolla deste ano, também terão seus shows exibidos por aqui. Elton John e Lionel Ritchie, alguns dos nomes de mais peso do festival (em termos históricos), arrematam a programação que será transmitida no Brasil.

Veja abaixo a programação completa.

AO VIVO NO MULTISHOW
SEXTA (13/06)
00:00 -  Kanye West (apresentação aguardando confirmação)

SÁBADO (14/06)
22:00 -  Lionel Ritchie

DOMINGO (15/06)
23:30 - Elton John

AO VIVO NO BIS
SEXTA (13/06)
18:45 - Ben Howard
19:30 - Janelle Monáe
20:30 - Danny Brown
21:30 - Vampire Weekend
22:45 - Pusha T

SÁBADO (14/06)
18:45 - Dr Dog
19:45 - Damon Albarn
21:00 - Phosphorescent
23:30 - Chromeo
00:30 - Jack White

DOMINGO (15/06)
18:45 - Disclosure
20:00 - Warpaint
21:00 - The Avett Brothers
22:30 - City And Colour

26 de abr. de 2014

Piadista esse Bowie

Tudo que eu queria ter postado essa semana, mas não postei:

- Usando e abusando do Daft Punk: Arcade Fire faz de conta que a dupla invadiu o palco do Coachella e Bowie insinua uma versão robótica de "Heroes" só pra fazer graça

- O-A-S-I-S L-G: não se sabe se vem bafão por aí ou se é só trollagem, mas foi o que mais de significativo Liam Gallagher tuitou esta semana

- Clipes novos da semana: "I Shot the Sheriff", na versão de Karen O e N.A.S.A, "Heavy Seas of Love", do Damon Albarn, e "Sheezus", da Lily Allen

- Disco novo da semana: "Indie Cindy", do Pixies

- "My house, my life": Jon Bon Jovi tem projeto de moradia de baixa renda nos Estados Unidos

- Depois de Kinks, Blondie é alvo de cover de Gisele Bündchen

- O Libertines voltou. Pra um show, por enquanto, dia 5 de julho, no Hyde Park

12 de abr. de 2014

Se depender do Pitbull, vai ter Copa, sim. E com música ruim


Tudo que eu queria ter postado essa semana, mas não postei:

- Diz a lenda que não vai ter Copa, mas música da Copa a gente já tem

- Ouça "Heavy Seas of Love", mais uma de Everyday Robots, do Damon Albarn, que sai dia 28

- Veja "Smooth Sailing", clipe novo do QOTSA com nosso macho alfa preferido enfiando o pé na jaca

- Habemus Morrissey tracklist: Moz revelou o nome das 12 músicas de "World Peace Is None Of Your Business", que sai em junho

- Miley Cyrus canta "A Day in the Life" com Wayne Coyne. E é bom

- Nasce mais um super grupo: Anthemasque = Flea + Mars Volta

- É treta: filme sustenta tese de assassinato de Kurt Cobain

- Na modinha dos teasers/trailers, Led Zeppelin lança vídeo para promover relançamento do disco homônimo de estreia

7 de jun. de 2010

Hoje tive uma segunda-feira maluca do ponto de vista musical. Começou com um sonho no qual Damon Albarn havia morrido, continuou com a notícia de que quem realmente havia deixado esse mundo tinha sido o ex-baterista do Stereophonics e terminou, para o meu alento, com boas novidades sonoras.

A primeira delas, que eu já aguardava há anos (quatro, precisamente), é o terceiro disco do Mombojó, "Amigo do tempo", que está disponível na íntegra para download ou para ouvir em streaming. Numa primeira - e rápida - escuta do sucessor de "Homem Espuma" senti que a banda ainda conserva aquela sonoridade pós-moderna que mistura tudo e qualquer coisa e que, por isso mesmo, é inclassificável e ao mesmo tempo classificável conforme aquilo que você quiser. Para mim, por exemplo, é uma viagem psicodélica numa tarde ensolarada numa praia qualquer.



A outra novidade é o "preview" de "Música de Brinquedo", próximo disco do Pato Fu. Os mineiros colocaram em seu site dois vídeos que resumem o que vai ser o novo trabalho da banda: músicas velhas conhecidas nossas, como "Primavera" (de Cassiano, popularizada na voz de Tim Maia) e "Live and Let Die" (de Paul McCartney) tocadas com instrumentos musicais de brinquedo. Resumidamente, eles aplicaram, no bom sentido, um golpe baixo no público. É impossível não gostar de músicas cristalizadas no nosso repertório revestidas daqueles sons que fizeram parte da nossa infância. Ataque duplo e irresistível à nossa memória afetiva.

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