3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

4 de mar. de 2013



Durante o mês de janeiro e parte de fevereiro, participei de um curso online sobre visualização de dados ofertado pelo Knight Center for Journalism in the Americas, projeto de extensão da Universidade do Texas, em Austin, para qualificação de jornalistas da América Latina e do Caribe. O trabalho final consistia em trabalhar dados em linguagem gráfica + textual. A escolha do tema era livre. Obviamente, procurei por algo que orbitasse em torno do universo da música e me deparei com um estudo britânico sobre taxas de mortalidade entre rock stars. Segue o resultado do trabalho (passe o mouse sobre os gráficos para visualizar os dados):

Hope I Die Before I Get Old
Os versos cantados por Roger Daltrey no hit do The Who de 1965, "My Generation", podem não ser uma verdade para ele, que está vivo hoje aos 67 anos, mas se aplica alguns de seus colegas de estrelato. Estudos conduzidos pelo Centro de Saúde Pública da Liverpool John Moores University mostram que pop stars morrem mais cedo que a média das pessoas. Uma análise com 1489 músicos de pop e rock da Europa e da América do Norte que alcançaram a fama entre 1956 e 2006 revela que a mortalidade cresce em relação à população em geral a partir do momento que se atinge a fama. 9.2% dessa amostra é de falecidos. As taxas de morte para os astros norte-americanos na casa dos vinte anos, por exemplo, são três vezes mais altas do que as da população comum.


Sexo, drogas e rock 'n' roll
O uso de substâncias químicas ou riscos relacionados a este comportamento são as principais causas de morte prematura entre pop stars. 26.3% da amostra estudada morreu de overdose de álcool ou de outros tipos de drogas. As consequências provenientes do uso de substâncias químicas foi causa de 44.7% das mortes.





All By Myself
Se o artista é do sexo masculino, segue carreira solo e atingiu a fama antes de 1980, o risco de morte prematura é maior. Considerando apenas a mortalidade entre artistas pertencentes a uma banda e artistas solo, por exemplo, as taxas para os últimos são duas vezes maiores que as verificadas para os primeiros.






O Clube dos 27: um mito
Janis Joplin, Jimi Hendrix e Kurt Cobain. Todos morreram aos 27, o que fez se formar uma crença segundo a qual pop stars nesta idade têm mais risco de morrer. Entretanto, de acordo com a pesquisa, picos de morte são observados aos 32 anos. Em geral, as taxas de morte são similares aos 25 (0.56), 27 (0.57) e 32 (0.54).


Cor dos lábios de Rihanna é tão camaleônica quanto seus cabelos e seu figurino. Uma pista para sua linha de maquiagens para a MAC?


Depois de atacar de estilista criando uma linha para a River Island, Rihanna vai atacar agora no mundo da maquiagem. A cantora vai desenvolver quatro linhas de maquiagem para a MAC, assim como Lady Gaga e Fergie já o fizeram.

A julgar pelo visual camaleônico da moça - que passa pelos cortes e tonalidades dos fios, do figurino e, claro, da maquiagem - vem muita variedade por aí, pelo menos nos lábios. Da boca nude ao rosa cheguei, não há tédio nos lábios de Rihanna. Os olhos, por outro lado, parecem seguir um padrão: muito rímel e delineador e sombras de cores discretas.

A propósito, falando em lábios, o primeiro produto a ser lançado é o batom RiRi Woo, inspirado no famoso Ruby Woo da MAC. O item estará presente em todas as quatro linhas, que sairão, na sequência: em maio, na estreia da turnê da cantora em Nova York, no verão, no outono e nas festas de fim de ano. Sombra, gloss, blush e esmaltes estarão no pacote. Apesar de ainda não estarem nas lojas, os produtos já tiveram suas embalagens - super personalizadas - divulgadas.

28 de fev. de 2013


Lily Allen e M.I.A fizeram a trilha ao vivo do desfile da francesa Etam

É um show? É um desfile? As duas coisas. A grife francesa de lingeries Etam apresentou na terça (26), em Paris, sua nova coleção em um desfile em que modelos dividiram a passarela com a performance ao vivo de quatro cantoras: M.I.A, Rita Ora, Lykke Li, Selah Sue e Lily Allen. A inglesa Allen, por estar há quatro anos longe dos palcos, roubou a maioria das manchetes. Ela apresentou seu hit last last last last season "Smile" (2006). Quem quiser dar atenção igual a todas as demais, é só conferir o vídeo que mostra o show/desfile na íntegra.


27 de fev. de 2013

Ode ao Reino Unido, desfile da Moschino não economizou no britpop na trilha sonora

Hora de saber o que andou tocando nas passarelas de Milão, assim como já fizemos aqui com Londres e Nova York. Depois de finalizada a maratona de desfiles na Itália, uma afirmação é possível fazer sobre a trilha sonora escolhida para mostrar o que vai pegar no outono/inverno 2013/14: "Girls and Boys", do Blur, é "tendência" nesta temporada. Depois de animar a apresentação da coleção da Topshop, em Londres, o single chiclete de Damon Albarn e cia. foi trilha da Moschino, cuja coleção fez uma ode ao Reino Unido, conforme classificou a Vogue Britânica.



Os ingleses, por sinal, pelo menos no quesito musical, foram figurinhas recorrentes nas passarelas italianas: David Bowie ("Im Deranged"), na Gucci; Prodigy ("Firestarter"), na Fendi; e The Verve ("Bittersweet Symphony"), também na Moschino.



Para os ouvidos modernosos, o destaque fica por conta de "Children", do Rapture, escolhida para a trilha do desfile de Emilio Pucci.



Veja quais outras músicas deram o ritmo dos desfiles de Milão nas listas feitas pela Vogue e pela Elle.

25 de fev. de 2013


Ouvidos atentos à música de Marisa e olhos atentos aos pés da cantora

Quem não viu, vai ver agora. Quem já viu, vai ver outra vez. Marisa Monte está de volta a BH com a turnê "Verdade, uma ilusão", em show único no Chevrolet Hall no próximo sábado (2/03), e esta será mais uma oportunidade para ouvir as canções de seu último trabalho ("O Que Você Quer Saber de Verdade") e de toda sua carreira, e também oportunidade para fixar bem os olhos nos pés da cantora.

Nesta turnê, o figurino de Marisa, produzido por Rita Murtinho, inclui sapatos Prada garimpados diretamente de uma loja italiana da marca. Quem quiser um igual, porém, terá dificuldades. A peça é da coleção primavera/verão 2011. A esta altura, é uma raridade que só está ao alcance de estrelas como a cantora.

O par que Marisa usa é preto com detalhes em dourado, mas, em setembro de 2010, quando a coleção foi apresentada, a Prada levou para as passarelas o mesmo modelo em uma razoável variedade de cores.





Leia aqui a entrevista que fiz com Marisa Monte para o jornal Pampulha.


Marisa Monte está de volta. Pouco menos de quatro meses depois de esgotar cinco sessões no Palácio das Artes, a cantora repete em BH o show da turnê “Verdade, Uma Ilusão”, no próximo sábado (2), no Chevrolet Hall. “Sentimos que teve muita gente que não pode ver. Então, fechamos uma nova data para atender o público num lugar maior”, justifica Marisa.

O roteiro do show se mantém intacto, privilegiando as composições de seu mais recente disco, “O Que Você Quer Saber de Verdade”, e tendo como coadjuvante projeções de 15 obras de artistas contemporâneos brasileiros em seis telas ao fundo e nas laterais do palco, um dos elementos da nova turnê mais elogiados pela crítica – durante a música que dá nome ao disco, pontos de luz chegam a ser projetados no vestido da cantora.

Entre antigos sucessos (“Beija Eu” e “Amor I Love You”) e canções emprestadas do repertório de outros compositores (“Descalço No Parque”, de Jorge Ben Jor), Marisa também entrega raridades que só podem ser ouvidas na sua voz em plano palco. Caso de “E.C.T”, composição sua em parceria com Nando Reis e Carlinhos Brown dada de presente a Cássia Eller, de quem ela já declarou sentir saudade. 6“A Cássia era uma pessoa que tinha arte livre, pura e verdadeira, tudo o que eu admiro. Isso era muito inspirador pra mim, ela é uma referência e não tem ninguém que ocupe o espaço dela. Se estivesse viva, estaria de olho no que ela estaria fazendo”, confessa.

Na ausência de Cássia, Marisa mira o presente e abre os ouvidos para as novas vozes femininas que acumulam a função de cantoras e compositoras, caminho que ela própria desbravou na história da música brasileira.

“Quase todas as meninas dessa nova geração são compositoras. É um diferencial de uma geração que veio antes da minha. A minha viveu essa transição de uma geração anterior na qual havia grandes cantoras, como a Gal, a Clara e a Elis, mas não eram compositoras. Hoje tem muitas mulheres que fazem um trabalho autoral interessante: a Pitty, a Mallu, a Tulipa”, enumera a cantora ao apontar nomes que poderiam vir a ter seus versos gravados por ela.

A porção intérprete de Marisa ficou lá atrás, em seu primeiro disco, “Marisa Monte” (1989), mas ela não descarta voltar a fazer um trabalho com este perfil. “Eu gosto da ideia, mas não tenho nada de concreto nesse sentido. Eu gosto sempre é de escolher músicas que sejam reais pra mim. Quando se escolhe uma música para cantar, é um relacionamento a longo prazo. Essa música vai fazer parte da sua vida, então importa menos se é minha ou não”, pondera.

Naldo
O que importa é que “as coisas têm que fluir”, diz ela, ao comentar uma possível parceria com o funkeiro Naldo, que em entrevista ao Pampulha no dia 19 de janeiro afirmou ter o desejo de produzir algo com Marisa. “Eu não tenho portas fechadas para ninguém”, completa Marisa, que demonstra admiração pelo cantor-fenômeno. “Ele é muito maneiro, gosto do carisma e da simpatia dele. Você viu aquele vídeo dele na sacada do hotel durante o Carnaval? (Naldo e o rapper norte-americano Will Smith foram ovacionados por uma multidão que os aguardavam diante da sacada do hotel Fasano, no Rio) Ele é muito querido”.

Mais um recado, dentre muitos, para quem torce o nariz para o diálogo aberto que há anos ela vem travando com o popular. “Existe uma certa classe intelectual que tem ciúme quando não sou tão exclusiva e eu não quero compactuar com isso. Eu quero me comunicar com as pessoas e isso está acima desse tipo de julgamento”, conclui.

Marisa Monte
Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Dia 2 (sábado), às 22h. R$ 180 (arquibancada, 3º lote, inteira) e a partir de R$ 760 (mesa para quatro pessoas)

*Entrevista feita por mim e publicada na edição de 23/2 do jornal Pampulha

24 de fev. de 2013

Chega às lojas nesta terça-feita (26) a coleção que a 284, grife paulistana "filha" da Daslu, desenvolveu com a C&A. Esta nova parceria da loja de departamentos com marcas habitualmente menos acessívei$$ vem com 106 peças femininas (a maioria) e masculinas (pouquíssimas) com preços entre R$15,90 e R$219.

A inspiração no rock é gritante, com roupas e acessórios em couro, muito preto e spikes. Por isso, este blog mostra agora como muitos dos itens podem ajudar na hora de criar um visual inspirado nas moças do rock - de ontem e de hoje.

Joan Jett, couro e tachas

Florence Welch e saia evasê


Debbie Harry e preto, preto, preto


Taylor Momsen e jaqueta de couro

Veja a coleção completa aqui.

22 de fev. de 2013

A TopShop Unique apresentou peles ao som do ativista e vegetariano Morrissey. Ooops! (2x)

Assim como aconteceu com a semana de moda de Nova York, chegou a hora de resgatar algumas das músicas que integraram a trilha sonora dos desfiles da semana de Londres. O destaque desta vez vai para os hits roqueiros dos anos 1980 e 1990.

A Topshop Unique apostou nas pratas da casa e botou para tocar um dos refrões mais grudentos do britpop, "Girls and Boys", do Blur, e a bela "This Charming Man", dos Smiths. Nota: a canção de Morrissey, vegetariano e ativista dos direitos dos animais, serviu de trilha para uma coleção que não economizou nas peles. Vexame duplo.




Bruce Springsteen foi a escolha de Mattew Wiliamson, com sua "I'm on Fire", baladinha com direito a voz rouca do boss dos norte-americanos e sintetizadores discretos para honrar a década de 1980.




Jonathan Saunders, por sua vez, optou pela melancólica "All Apologies", do Nirvana.


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