3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

6 de jun. de 2013


O Daft Punk causou para lançar seu quinto disco de estúdio, "Random Access Memories". Talvez não precisasse, pois um hiato de oito anos desde o último disco, "Human After All", e a aura de mistério que envolve a existência da dupla cabeça de capacete já seriam suficientes para criar um buzz daqueles. Mas, mesmo assim, o Daft Punk causou de maneira milimetricamente marketeada e, em determinados pontos, inusitada. O resultado: só se falou neles nos últimos dois meses e o disco e seu primeiro single, "Get Lucky" bateram recordes nas paradas britânicas. Resolvi fazer uma retrospectiva de tudo o que aconteceu para visualizar objetivamente o hype que tornou Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter tão onipresentes e RAM tão desejado.

2/3
Anúncio misterioso é exibido no Saturday Night Live



24/3
Duo anuncia nome do novo disco e data de lançamento

12/4
Trailer do disco é revelado durante o Coachella. Pharrell Williams e Nile Rodgers aparecem junto a Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter. No mesmo fim de semana, os dois aparecem em anúncio da Saint Laurent




16/4
Caminhão passeia aleatoriamente pelas ruas de Tokio promovendo o novo disco




17/4
Tracklisting é anunciado no Vine

18/4
Suposta versão completa de novo single, "Get Lucky", circula na internet

19/4
"Get Lucky" tem lançamento oficial no iTunes

22/4
Duo quebra o recorde de streaming no Spotify

10/5
Banda diz que não tem planos de tocar novo disco ao vivo

13/5
Teaser de nova música, "Give Life Back To Music"

16/5
RAM quebra o recorde de Be Here Now, do Oasis, e se torna o disco com vendagem mais rápida na parada britânica

17/5
Lançamento de RAM em feira agrícola em Wee Waa, pequena cidade do interior da Austrália



21/5
Vem a público Horizon, faixa exclusiva de RAM no Japão

22/5
"Get Lucky" torna-se o single mais bem vendido no Reino Unido em 2013

26/5
Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter fazem a primeira aparição pública durante o GP de Mônaco


27/5
O Daft Punk consegue seu primeiro número 1 na parada britânica

31 de mai. de 2013



Passei no teste. Todos os quase 200 versos de "Faroeste Caboclo" continuam intactos em minha memória, mesmo o hábito de ouvir Legião Urbana estando em algum lugar da minha vida nos tempos de 5ª série. Fui atrás da música motivada pelo revival provocado pela chegada aos cinemas do filme homônimo.

Se naqueles meados dos anos 1990 eu ouvia a música gravada a partir de uma rádio em fita K7 em clima de gincana, no intuito voraz de decorar os versos escritos à mão por uma amiga em algumas folhas arrancadas de seu caderno (era pré-Google, pré-internet, entende?), nesta semana ouvi a música em tom reflexivo, notando as nuances da melodia que acompanham a atmosfera dos episódios vividos por João do Santo Cristo em sua saga e fazendo paralelos com a realidade passada e presente do Brasil, percebendo noções de violência e justiça social que Renato Russo provavelmente tinha - coisas que a gente não faz quando tem 12 anos.

Ainda devo demorar alguns dias para ir ver o filme, para evitar a muvuca e filas longas típicas de filmes recém-estreados. Não vou com o espírito pseudo-crítico/analítico como este que marcou meu reencontro com a música e sim com aquele clima juvenil de oba oba e diversão pura da menina que tentava decorar a letra na década passada. Para quem é da geração MTV e, portanto, aprendeu a gostar de música vendo clipes, ver "Faroeste Caboclo" - que não tem clipe - se transubstanciar em imagem é receber o pagamento de uma dívida de anos.

Ok, sei que o filme não é uma reprodução à risca da música, tampouco um videoclipe tamanho família da mesma - o diretor René Sampaio já esclareceu isso em diversas entrevistas. Mas a inconsequência juvenil que permeia minha admiração e minha história com a música me obriga a ter menos exigência e picuinha crítica com o filme. This girl just wanna have fun.

21 de mai. de 2013

Ao som de "Hot Right Now", Rita Ora canta e dança no comercial da C&A para a campanha de Dia dos Namorados, com peças inspiradas no estilo da própria cantora. A coleção chega hoje às lojas do país com muitos mini-vestidos, scarpins e a calça hit duvidoso do momento, aquela listrada em branco e preto, no melhor estilo "Os Fantasmas se Divertem".


8 de mai. de 2013



Não lembro mais com quem ou quando foi a conversa, mas uma vez me perguntaram o que eu faria se me encontrasse com o Paul. Seria histérica? Cairia no choro? Pediria uma tatuagem? Agarraria o beatle? Disse que só gostaria de dar um abraço e dizer um “muito obrigada”. Aconteceu.

Num presente antecipado em sete dias pelos meus 28 anos, que acontecem no próximo dia 11, finalmente fiquei cara a cara com Paul e seus olhos verdes, sua pele mais clara do que aparenta ser em fotos e sua testa suada após mais de duas horas de show. Mas aconteceu fora do script ideal que tinha em mente, pois jamais imaginei que isso ocorreria diante de mais de 50 mil pessoas e que o “muito obrigada” fosse ter seu sentido alterado.

Sempre quis agradecer Paul pelo que a música que ele fez junto com John, George e Ringo me proporcionou em termos de afetividade e emoção. De repente, lá estava eu agradecendo-o pelo gesto de reconhecimento que ele teve em relação ao trabalho que eu e a equipe da campanha “Paul, vem falar Uai” realizamos no desejo de ver aquilo tudo se concretizar no sábado, no Mineirão. Como assimilar a reverência que um beatle faz diante de um ato seu, quando, na verdade, o usual é o caminho contrário, ou seja, você é quem passa anos se curvando diante de tudo que ele fez? Difícil, pois essa generosidade que Paul demonstrou se choca com a grandiosidade que dá peso à sua trajetória.

Mas como Paul é, de fato, esse senhor inacreditável de 70 anos que, além de não beber água durante os shows, também dá bola para o seu público, a generosidade não se restringiu ao agrado feito ao pessoal da campanha.

Já na passagem de som feita horas antes do show para fãs que desembolsam algumas centenas de dólares, e da qual participei, Paul nos presenteou com uma versão mais blues de “Blue Suede Shoes”, “Honey Don’t” e “C Moon”. Também antecipou as novidades que viriam mais à noite, ao tocar “We Can Work It Out”.
Entre uma música e outra, brincou com as 250 pessoas que o assistiam, dedicou “Calico Skies” a um casal que comemorava aniversário de casamento e levou um cartaz pedindo que Paul tocasse a música em homenagem à união. Pouco depois, chamou um casal ao palco para receber de suas mãos um ukelele que ambos haviam encomendado a um luthier especialmente para presentear o ídolo. Paul testou o instrumento e os agradeceu.

Ao fim da apresentação da tarde, permaneceu no palco para fazer os últimos ensaios para a turnê e os fãs que aguardavam em uma área privada do estádio para retornar à pista prime puderam ouvir algumas das surpresas da noite serem testadas: Paul ensaiou com sua banda “Eight Days A Week”, “Listen To What The Man Said” e “Being For The Benefit Of Mr Kite”.

À noite, foi generoso de uma vez só com 52 mil pessoas ao tocar ao vivo pela primeira vez na história uma lista de clássicos dos Beatles: “Your Mother Should Know”, “Lovely Rita”, “All Together Now”, além da já citada “Being For The Benefit Of Mr Kite”. Disse o tão esperado uai, mas foi um pouco mais além e juntou em uma frase só outras palavras do mineirês: “Trem bão, sô!”, ele disse em outro momento do show.

E eu, que sempre quis chegar perto de Paul para dizer um simples “muito obrigada”, tive minha lista de motivos multiplicada quando a oportunidade caiu no meu colo. Thank you, Paul.

*Texto publicado no jornal O TEMPO de 6/5/2013. Nos últimos três anos, este blog foi testemunha dos meus relatos e minhas impressões sobre os shows do Paul no Brasil. Leia a minha saga:

A novela Paul no Brasil (8/9/2010)
Eu vou (19/11/2010)
Paul (22/11/2010)
A segunda vez (23/5/2011)
Paul in Brazil - reflexões (30/4/2012)

6 de mai. de 2013



O Metropolitan Museum of Art - o Met - deu a largada para a exposição "PUNK: Chaos to Couture", uma análise da influência da estética punk na moda dos anos 1970 até os dias atuais, com o tradicional e esperado baile de gala que abre as grandes exposições anuais do museu, em Nova York.

Dezenas de celebridades ajudam a badalar a festa com sua presença e seu figurino e, neste ano, a expectativa dos flashes era maior tendo em vista a temática punk do evento. Teve gente que levou muito a sério o tema na hora de se vestir, teve gente que foi sutil, teve gente que fingiu que nem sabia o que era punk - esta galeria do Huffington Post tem cliques de praticamente todo mundo.

Porém, no alto de seu achismo, este blog considera que ninguém encarnou mais o espírito punk que queen Madonna. Não tanto pelo combo xadrez com spikes, correntes e meia arrastão detonada by Givenchy, mas por sair mostrando o bumbum no alto de seus 50 e alguns anos. Nada mais anti-status quo e, portanto, punk, do que sambar em cima de padrões estabelecidos - neste caso, ignorar códigos de vestimenta femininos arbitrariamente estipulados. Não é novidade Madonna fazer esse tipo de coisa, mas é sempre bom vê-la honrando parte daquilo que a fez ser quem é.

29 de abr. de 2013

Se George Harrison ficou conhecido como o beatle quieto, Ringo Starr como o brincalhão e John Lennon como o integrante dotado de rebeldia, sobrou para Paul McCartney os estereótipos de bom moço, carismático e educado. É a imagem que ele sugere no palco, em entrevistas e em biografias, desde a época dos Beatles até hoje, mas é também a impressão deixada pelo próprio em fãs que tiveram a oportunidade de se aproximar do músico, que no próximo sábado (4), estreia sua nova turnê, “Out There”, no Mineirão, com ingressos esgotados.

“Uma pessoa muito simpática, muito agradável, um cara sensível, engraçado e muito educado”, lista a carioca Lizzie Bravo ao adjetivar Paul. A lista de elogios é um resgate das anotações que fazia sobre ele em seu diário, na adolescência, entre 1967 e 1969. Neste período, entre os 15 e os 18 anos, Lizzie morou em Londres, onde trabalhou, estudou, acompanhou diariamente os Beatles na condição de fã, e também teve a honra de participar de uma gravação da banda – ela fez os backing vocals de “Across the Universe”.

Sua rotina na capital inglesa era ir para a escola (faltava muito) e o trabalho durante o dia e rumar para a porta dos estúdios de Abbey Road no fim da tarde, quando os quatro rapazes costumavam dar início às sessões de gravação. Topava com todos, que sempre se mostravam simpáticos, naturais e brincalhões, segundo Lizzie. Com Paul, especificamente, ela sentia-se mais à vontade para conversar, pois, diante de John, seu beatle preferido, gaguejava. Paul, por sua vez, retribuía as abordagens da garota com solicitude. “Ele foi extremamente atencioso comigo durante todo o tempo que morei na Inglaterra”.

Amostras dessa atenção incluíam atos simples: certa vez, Paul notou que Lizzie havia cortado os cabelos; em outra, folheou os cadernos da escola para checar se a menina estava estudando para valer; em outra ocasião, lhe emprestou um gravador. “Comentei que tinha recebido uma fita K7 de amigos brasileiros, mas não tinha conseguido ouvir ainda porque era difícil achar gravador naquela época. Ele então falou: ‘vai lá em casa que eu te empresto’. Ele me levou pra dentro da casa dele, me explicou como funcionava o gravador e fiquei com o aparelho emprestado uns dias. Ele era bastante acessível”, recorda. Isso foi em 1969, quando os Beatles já tinham feito história e construído um império.

Não raro, Lizzie e outras fãs acompanhavam Paul, tarde da noite, no trajeto do estúdio para casa, a mesma que ele mora até hoje, na Cavendish Avenue. Os poucos minutos que separam o local de gravação da residência eram feitos a pé, com um detalhe. “No verão, de vez em quando ele ia descalço”, diz.

A boa impressão que Paul deixou em Lizzie nos anos de Londres não foi quebrada quando os dois se reencontraram, 21 anos depois, em 1990, nos Estados Unidos, em uma coletiva de imprensa para jornalistas brasileiros, na qual Paul falaria sobre sua primeira turnê no Brasil. Ela foi credenciada como fotógrafa e teve uma surpresa no final. “Ele se levantou e apertou a mão de todo mundo que estava lá. Quando chegou minha vez, perguntou: ‘por que será que me lembro de você?’. Falei: por que cantei no mesmo microfone que você”, relata.

Moleton e cabelo atrapalhado
Repetindo cenas do passado protagonizadas por Lizzie, a arquiteta Marina Garcia usou o último dia de sua estada em Londres, no ano passado, para “fazer ronda” nas proximidades da casa de Paul na esperança de encontrá-lo. Depois de algumas voltas no quarteirão sem muito sucesso, o operário que trabalhava em uma obra na casa vizinha à do astro comentou com a fã que ele havia ido à academia, localizada num clube de críquete na rua contígua à que mora, junto com a esposa, Nancy. Dica de ouro.
Dez minutos depois, Marina avistou Paul dobrando a esquina. “Ele estava com roupa de academia, de moleton, com o cabelo atrapalhado”, descreve a arquiteta, que ressalta a gentileza do casal diante de sua abordagem. “Ele é essa pessoa meio inacreditável, que mora na mesma casa desde os anos 1960, perto de Abbey Road, onde tem muitos turistas e fãs, e estava indo para a academia a pé, sozinho, sem nenhum segurança”.

Paul apenas se recusou a dar um autógrafo. “Gentilmente, ele disse que não. Mostrou que ali era a rua da casa dele e brincou: ‘let’s shake hands, right?’”. Essa é uma postura corriqueira do beatle: oferece a fãs que o abordam na rua aperto de mão no lugar de autógrafos ou fotos. Em uma cena do documentário “The Love We Make”, sobre show beneficente que o músico organizou no pós-11 de setembro em Nova York, ele está dentro de um carro quando um homem lhe pede autógrafo pela janela. Ele reluta em dar sua assinatura alegando que há quem peça autógrafo com fins comerciais, como leiloar na internet.

Encontro particular
Mas isso não quer dizer que ele nunca presenteie os fãs. Virou moda em seus shows fãs pedirem autógrafos no corpo para transformá-lo em tatuagem e o ídolo atende alguns (a maioria meninas), chamando-os no palco para concluir o pedido. O publicitário Adriano Nunes tem uma dedicatória de Paul também, mas a conseguiu após um encontro particular com o beatle.

No show de Florianópolis, em abril do ano passado, ele comprou o ingresso que dá direito a assistir à passagem de som e aproveitou para levar um cartaz pedindo que Paul autografasse seu trabalho de conclusão de curso da faculdade, sobre a carreira do ídolo. Após o músico deixar o palco, Adriano foi chamado por um segurança: o Sir queria vê-lo.

Já no backstage, o publicitário foi surpreendido por um Paul que chegou sorridente e de braços abertos para abraçá-lo. “É uma atitude que eu não esperava de uma pessoa que está tão acostumada com assédio”, diz. Travado que o fã estava, coube a Paul puxar a conversa. O músico pediu detalhes sobre o trabalho, folheou as páginas, leu trechos em português e elogiou. Foram apenas cinco minutos, mas bastaram para que Adriano sanasse uma dúvida que tinha: seria Paul simpático como aparenta ser em público? “Ele é humilde, muito tranquilo. Deixa a pessoa à vontade e no mesmo nível dele. Fala olhando nos olhos, abraço e aperto de mão firmes, dá pra ver que não é falsidade”.

Mais 
O diário que Lizzie Bravo escreveu sobre sua convivência com os Beatles em Londres vai virar livro. O lançamento de “Do Rio a Abbey Road” deve ocorrer na BH Beatle Week, no fim do ano

VOCÊ SABIA?

Nome
Paul se chamaria James McCartney IV, em homenagem ao pai, ao avô e ao bisavô, todos batizados com o mesmo nome. Para facilitar a distinção entre os quatro, sua mãe, Mary, decidiu chamar o filho de James Paul McCartney

Música
Paul se iniciou na música tocando trompete, um presente do pai, Jim McCartney, para seu aniversário de 14 anos. Logo ele trocaria o instrumento por um violão. Ele queria algo que o permitisse cantar e tocar ao mesmo tempo

Animais
Desde 1966, Paul mantém na Escócia uma fazenda. Vegetariano e ativista dos direitos dos animais, o astro cria ovelhas na propriedade

Dinheiro
Em meados da década de 1960, Paul tinha o hábito de guardar os milhões que ganhava em sacos de dinheiro num cofre de sua casa. O compartimento não ficava trancado e continha centenas de pacotes

Arte
Paul é pintor e já criou mais de uma centena de telas, as quais incluem retratos e imagens abstratas

Vídeo game
Paul tem o hábito de jogar Beatles Rock Band com os netos. Ele sempre perde, mas corta o barato dos netos ao lembrar que o jogo só existe por causa dele

*Reportagem publicada na edição de 26/4/13 do jornal Pampulha
Paul McCartney vai estrear sua nova turnê em BH, no próximo dia 4 - depois desta que vos fala, em parceria com seus amigos, gritar insistentemente "Paul, vem falar uai" - e o portal do jornal O TEMPO preparou hotsite com conteúdo multimídia sobre a vinda do Sir a terras mineiras. Eu, de lá do meu cantinho da redação do Pampulha, colaborei com parte do conteúdo, e um deles diz respeito a um mega apanhando sobre as visitas que Paul fez ao Brasil desde sua estreia tupiniquim, em 1990.

Foi um trabalho de algumas contas, horas fuçando em arquivos de jornais e no site do próprio Paul para garimpar todos os dados, que foram apresentados graficamente de maneira bem descolada pela Aline Medeiros. Acesse este link para a versão interativa do material. Enjoy!



25 de abr. de 2013



É um editorial de moda? É um clipe? É um comercial? É um teaser de um novo álbum? Bom, é um pouco disso tudo o vídeo da H&M para promover a coleção de verão estrelada por Beyoncé. A trilha é a música "Standing on the Sun", provável nova faixa de seu novo disco, "Mrs. Carter", que ainda não viu a luz do dia.

Não por acaso, o nome do vídeo no YouTube é "Beyoncé as Mrs. Carter in H&M", sugerindo um casamento claro entre a cantora e a marca para a promoção de seu novo trabalho.

Com a propalada crise do setor fonográfico, é interessante notar os caminhos que artistas e mercado estão encontrando para promover, criar expectativa e tornar mais atrativo um disco. Soltam teaser, lançam game, fazem vídeo de bastidor, fazem até "trailer" de disco. Beyoncé decidiu vender roupa, coerente com seu status de mulherão e com o poder da imagem para atrair.
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