3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

14 de set. de 2011


No próximo dia 24, 500 fotos dos Beatles feitas pela fotógrafa alemã Astrid Kirchherr vão a leilão em Nova York, juntamente com outros objetos dos fab four. As imagens podem ser vistas neste link.

Só para lembrar, Astrid documentou de perto os primeiros anos da banda, ainda no período pré-beatlemania, quando os quatro excursionaram por Hamburgo, na Alemanha. O conteúdo das fotos compreende majoritariamente essa fase (1960-62), mas há algumas poucas imagens de anos posteriores. Belo arquivo.
O site de Abbey Road (aquele estúdio que ficou famoso por conta daquela banda) tem um link para uma câmera posicionada na exata travessia onde aqueles quatro caras tiraram a foto da capa daquele disco. As imagens são geradas ao vivo 24 horas por dia.

Tarefa para quem estiver a toa: contar quantas vezes ao dia alguém atravessa a rua imitando a pose dos Beatles na capa de Abbey Road.

12 de set. de 2011

Mantendo a fama de mau, Erasmo Carlos dá uma de avassalador e canta "Sou Foda". A versão para o funk que fez sucesso na internet com o grupo Avassaladores foi gravada para promover o VMB, que terá Erasmo como uma de suas atrações.


11 de set. de 2011

Há quase dez anos, quando o atentado contra o World Trade Center traumatizou a população norte-americana, foi divulgada uma lista com 150 músicas que deveriam ser banidas das rádios dos EUA por aludirem, em maior ou menor grau, e em alguns casos de maneira bastante subjetiva, ao ocorrido. A responsável pela censura foi a Clear Channel Communications, empresa proprietária e operadora de mais de 1 mil estações de rádio nos States.

Dez anos depois, poucos dias antes de completar-se uma década do ataque, a WNYC, rede pública de rádio de Nova York, fez o caminho oposto: perguntou aos seus ouvintes quais músicas gostariam de ouvir no próximo dia 11, que inevitável e exaustivamente será lembrado no país de Obama nos próximos dias.

Na lista de dez anos atrás, a da censura, algumas músicas traziam palavras que remetiam a choque/colisão, como "Crash Into Me", do Dave Matthews Band. Outras remetiam a fogo, como "Great Balls of Fire", do Jerry Lee Lewis. Outras eram ironicamente contraditórias, como "Safe in New York City", do AC/DC. E havia também as músicas do Rage Against The Machine, que foram TODAS censuradas simplestemente por serem do Rage Against The Machine, críticos escancarados de muitas das posturas adotadas pelo governo dos EUA.

Desta vez, a lista, um top 10, tem composições com tons dramáticos e melancólicos (é o caso das peças de Brahms e Samuel Barber), outras patrióticas ("America the Beautiful", tradicional canção do século XIX que exalta o país e "The Rising", de Bruce Springsteen, porta-voz das mágoas dos norte-americanos no pós-11 de setembro, quando lançou disco homônimo refletindo sobre o ocorrido).

O destaque de toda a história fica por conta de "New York, New York", a famosa canção de Frank Sinatra convertida em hino extra-oficial da cidade. Censurada na lista de 2001, talvez por sensibilizar exageradamente os já fragilizados nova-iorquinos, o sucesso aparece também nas escolhas dos moradores da cidade para as celebrações deste ano, provavelmente para voltar a exercer sua função original: exaltar a Big Apple.

Veja aqui a lista das 150 músicas censuradas.

Ouça abaixo as dez músicas mais votadas pelos ouvintes de NY para se ouvir nos dez anos do 11/9:


*Uma versão deste texto também foi publicada na edição online do Jornal Pampulha de 10/09/11

8 de set. de 2011


"Rei" (Editora Toriba) é o nome da fotobiografia de Roberto Carlos que chega às livrarias em novembro. Fotos, documentos (como manuscritos de algumas composições) e intervenções gráficas contam a história de Roberto neste livro cercado de números: são 500 páginas, 25 quilos, 3 mil exemplares e o valor de R$6.500.

Acho maravilhoso um artista brasileiro ganhar uma obra desta envergadura - coisa já bastante comum lá fora. Também entendo a necessidade do mercado, seja ele de qual segmento for, de transformar o que vende em objeto de desejo se valendo de recursos diversos - neste caso, editando uma obra luxuosíssima e de acesso super restrito, seja no que se refere à tiragem, seja no que diz respeito ao valor. Mas é neste valor que mora o problema. Roberto é um rei com súditos populares, em sua maioria. Praticamente nenhum deles vai sequer sentir o cheiro desse livro - incluso eu.

Seria o caso, então, de seguir o exemplo de editoras como a alemã Taschen, especialista em livros de fotografia. Em muitos casos, uma edição de luxo, para colecionadores, de um mesmo livro é sempre acompanhada de uma edição dita comercial, com menos páginas, de menor tamanho e sem embalagem especial. Um lançamento recente sobre futebol americano, por exemplo, tem uma edição de U$50 e outra de U$1.800.

Para dar um exemplo mais próximo, ligado ao próprio rei, o show que Roberto fará aqui em BH no próximo dia 24 tem ingressos que variam de R$70 a R$650. O ingresso mais barato pode chegar a R$35 se considerarmos o desconto para estudantes e idosos. Fica a dica.

Para os pobres (literalmente) mortais, o site da editora disponibiliza uma galeria com imagens de algumas páginas do livro.

2 de set. de 2011

Esse é bem fresquinho. Acabou de sair do forno do pop. Jack White se juntou aos rappers do Insane Clown Posse, de Detroit, para fazer um cover de "Leck mich im Arsch", composta por Mozart no fim do século XVIII. Abaixo, as versões original e regravada. Quanto ao nome da composição, por favor, peça ao tradutor do Google para convertê-lo do alemão para o português. É uma gentileza só.

1 de set. de 2011

Uma das coisas mais legais em ser fã de Beatles é que nunca há pasmaceira, mesmo a banda não existindo há mais de quarenta anos. Tanto pelo peso histórico quanto pelo potencial de mercado, sempre há uma novidade para movimentar a vida dos fãs, seja com um lançamento relativo à banda, seja relativo a um de seus membros. Deste mês até o fim do ano, a agenda está bem recheadinha, o que me motivou a fazer um apanhado do que está por vir e

Setembro
Paul.doc. Entre as muitas produções relativas aos dez anos do atentado contra as Torres Gêmeas, no próximo dia 10, Paul lança o documentário "The Love We Make". O filme registra toda a concepção e organização do "Concert For New York City", show beneficente que Paul organizou pouco mais de um mês depois do atentado terrorista em NY. Paul estava na cidade no dia dos ataques. A estreia será no canal por assinatura Showtime.








Memórias de George. Ainda sem data definida, Olivia Harrison deve lançar ainda este mês o livro "Living in the Material World", que traça um perfil de George a partir de seu acervo pessoal - cartas, diários e fotos.


Outubro
George.doc. Nos dias 5 e 6, a HBO exibe, em duas partes, "Living in the Material World", documentário sobre George dirigido por Martin Scorsese. O filme também será lançado em DVD, que terá uma edição de luxo com livro de fotografias e CD de raridades de George.








Novembro
Ringão vem aí. Depois de recebermos a visita de Paul duas vezes em um intervalo de seis meses, Ringo vem pela primeira vez ao Brasil para uma série de sete shows em seis cidades, entre os dias 10 e 20 de novembro. Ingressos devidamente comprados há dois meses, né?




Julian Casablancas para Azarro. Uma das coisas mais legais com alguém do Strokes desde "Reptilia".



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