3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

16 de jun. de 2009


A edição deste mês da Revista Trip inspirou-se em uma capa de 1966 da revista Realidade que apontava os novos nomes da música nacional àquela época (estavam lá Chico, Nara, Jair Rodrigues, dentre outros) para fazer o mesmo hoje: fotografia e reportagem apontam nove nomes que estão traçando os novos caminhos da música brasileira.

Leia a reportagem aqui.

8 de jun. de 2009

Além de Roberto, o "outro Carlos", o Erasmo, também completa 50 anos de carreira neste ano. Para comemorar, Erasmo lança o disco de inéditas "Erasmo Rock 'n' Roll Carlos", que está disponível na íntegra no MySpace. O perfil do cantor no site, oficial e bem caprichado, também tem galeria de fotos e vídeos, como este do making of do disco.

Making Of "Rock 'N' Roll"

6 de jun. de 2009

Já está à venda nas bancas de todo o país a revista RC Emoções, a primeira revista oficial de Roberto Carlos. A revista faz um parelo entre os 50 anos de carreira do Rei e os respectivos 50 anos de história do Brasil.

Há reportagens que tratam desde o percurso da música no país tendo como ponto de partida a Jovem Guarda, até depoimentos de roqueiros revelando como foram influenciados por Roberto. Outros textos vão mais a fundo na "questão RC", como o de Xico Sá, que analisa a influência do rei no comportamento dos homens, e outro que reúne acadêmicos para explicar o fenômeno do sucesso de Roberto e seus efeitos.

Com tiragem de apenas 100 mil exemplares para um público de milhões de súditos, a revista é publicada pela Editora Glamourama, da jornalista Joyce Pascowitch.

Veja uma prévia da revista aqui.

5 de jun. de 2009


Quem não acompanha o Blog do Noblat, além de perder a chance de acompanhar como anda o cenário político do país, também fica alheio às ótimas séries temáticas, voltadas para a cultura e a história, que o jornalista cria. Desde maio, Noblat vem fazendo posts sob a etiqueta "Antológicas capas de disco", que mostra capas de LP's que escapam da obviedade que o título da série pode sugerir e que beiram a raridade.

Sensacional.

4 de jun. de 2009

Liam Gallagher, vocalista do Oasis, lança oficialmente hoje (4) sua grife de roupas, a Pretty Green. São casacos, jeans, calçados e acessórios masculinos. Com uma dose de sinceridade e pouca modéstia, a promessa da marca é a de evocar "o estilo e a arrogância do frontman mais icônico desta geração". Além de dono, Liam também é design e modelo da grife.



O inglês não é o único a fazer algo do tipo. Seja para "expandir os negócios" e ganhar uma graninha, seja para liberar a criatividade ou por simples prazer, outras figuras da música pop se arriscam a colocar o pé no mundo da moda. E assim como na música, tão variados quantos são os sons, são também os estilos das peças que levam a marca dos músicos.

O rapper Snoop Dogg, no melhor estilo gangster, batizou sua linha de roupas de Rich & Infamous. Vende camisas, agasalhos e jeans.



Na ala feminina, Gwen Stefani tem a Harajuku Lovers. Além de camisetas, calças, vestidos e shortinhos, a grife aposta num dos maiores objetos de desejo de nós, mulheres, quando o assunto é moda: sapatos.



Lily Allen também mira em um outro ponto fraco das moças. A Lily Loves tem uma extensa linha de bolsas. Também vende objetos para o lar.


M.I.A tem a Okley by M.I.A. As peças carregam o estilo cosmopolita do trabalho da cantora, com muitas cores e estampas.

Em breve
Amy Winehouse (jóias e roupas), Miley Cyrus (peças básicas), Kanye West (vestidos de festa), Weezer (cobertores com manga, os snuggies, populares nos EUA) e Courtney Love (lingerie) têm projetos para entrar no ramo. A conferir.


Primórdios

Não tem como não falar de música e moda e não se lembrar da história dos Sex Pistols. Muito provavelmente eles foram a primeira banda a ter uma relação bastante estreita com uma grife, ainda que não fossem donos dela.

Malcolm Mclaren, que viria a se tornar empresário da banda, era dono, junto com sua esposa Vivienne Westwood, da Sex, butique que vendia roupas com inspiração no sadomasoquismo e em movimentos artístiscos desenhadas pelo próprio casal.

Interessado pelo visual dos New York Dolls, que certa vez visitaram a loja, Malcolm decidiu criar sua própria banda para imprimir nela o look de suas criações. Chamou frequentadores da própria Sex, rapazes que não sabiam tocar, mas que foram responsáveis por criar um marco na música do século XX, os Sex Pistols. Click! Estava criada a estética punk.

1 de jun. de 2009

Dizem por aí que se algo ou alguém é imitado à exaustão é porque essa coisa ou pessoa é realmente interessante. Seguindo esse raciocínio e considerando todo o impacto e representatividade acumulados por "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (veja mais no post abaixo), então é possível concluir que o álbum lançado pelos Beatles num 1º de junho lá em 1967 se tornaria alvo de paródias infindas.

Porém, como reproduzir a sonoridade do disco talvez não seja a coisa mais simples de se fazer, restou aos interessados na imitação, homenagem, ou seja lá o que for, tentar reproduzir a capa do disco, obra do inglês Peter Blake. Prova disso é este link, que reúne incríveis 63 paródias da capa do influente álbum.

Uma prévia das paródias existentes ajuda a ter uma idéia da extensão do fenômeno. Do sertão nordestino ao entretenimento norte-americano, todos querem ter seu momento Sargento Pimenta:

Nação Nordestina, de Zé Ramalho, lançado em 2000


The Yellow Album, dos Simpsons, lançado em 1998

Não deixe de ver as outras aqui.

Depois de se enfurnar em um estúdio por pouco mais de quatro meses, o verdadeiro quarteto fantástico - também conhecido como Beatles - lançou em 1º de junho de 1967 o álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". O disco inovou na tecnologia de gravação, na concepção artística, na sonoridade da banda e na estética da capa. Pronto, estava feita mais uma revolução na música, mais uma vez pelas mãos dos inglesinhos de Liverpool.

Ouça Sgt. Pepper's aqui e celebre a data.

28 de mai. de 2009


Já está virando clichê no mundo da música o retorno de bandas com atividades encerradas. Considerando só este ano, a lista da "volta dos que não foram" é longa e variada. Vejamos: começando lá atrás, na década de 60, temos os Kinks representado os tempos áureos do rock. Dos anos 80 volta o Roxette e suas baladas de FM. Faith no More, Blur e Sugar Ray formam o time dos anos 90. Da virada da década, voltam Blink 182, Limp Bizkit, Creed e Jenifer Love Hewit, cantora-atriz de verões passados. Até o Libertines, cria dos anos 2000 e que mal teve tempo de terminar - pelo menos comparando com as outras bandas citadas - diz também que vai voltar.

Mas se fosse só clichê ainda estava bom. O problema é que a prática já está tomando o caminho da picaretagem também. É feito o maior alarde em cima do retorno de um determinado grupo, ele faz uns showzinhos básicos, coloca um dinheirinho no bolso para garantir a aposentadoria e ponto final. Fogo de palha puro. Relembre alguns casos e veja se essas bandas não poderiam fazer parte do catálogo da gravadora fictícia da imagem acima (se elas gravassem discos, claro):

Spice Girls

Terminou em: 2001
Voltou em: 2007
Resultado: depois de pouco mais de dois meses em turnê, o grupo cancelou o restante dos shows alegando motivos familiares. Fãs da Argentina, China, Austrália e África do Sul - países onde as Spice Girls tinham shows previstos - ficaram chupando dedo.

The Police
Terminou em: 1985
Voltou em: 2007
Resultado: fez turnê mundial que durou pouco mais de um ano, entre 2007 e 2008 e nada mais. Os shows de 2007 garantiram à banda a turnê mais rentável naquele ano, com o faturamento de U$131,9 milhões, quase o dobro do segundo colocado, o cantor country Kenny Chesney.

Led Zeppelin
Terminou em: 1980
Voltou em: 2007
Resultado: fez apresentação única em dezembro de 2007. Em janeiro deste ano, o empresário de Jimmy Page disse à rádio BBC que a banda voltaria pra valer, com disco novo e tudo. Dois dias depois, desmentiu tudo.

Smashing Pumpkins
Terminou em: 2000
Voltou em: 2007
Resultado: fez shows e lançou um disco, Zeitgeist. No momento, procura um novo baterista e não tem datas de shows marcadas.

Saldo: de quatro bandas que retornaram, três "acabaram de novo" e uma está, digamos, mais ou menos na ativa. Maravilha! Se é possível aprender alguma coisa com o passado, temos uma lição.

Para terminar e refletir
Em 1996, quando essa história de voltar à ativa não era um fenômeno, os Sex Pistols fizeram uma turnê de reunião. Batizaram-na de "Filthy Lucre" - Lucro Imundo. Foram achincalhados, acusados de trair o movimento punk. Só esqueceram de dizer que eles foram sinceros.
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