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O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

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21 de nov. de 2012



Ninguém pode dizer o quanto Psy e seu Gangnam Style vão durar no mundo da música. Mas os manda-chuvas da indústria fonográfica apostam que ele é o início de uma nova história no segmento: a invasão de artistas fora do eixo EUA-Inglaterra no topo das paradas mundiais, como aconteceu recentemente com o rapper farofa sul-coreano, que atingiu o número da Billboard (a parada mensura o mercado americano, mas ainda é de lá que muita coisa ecoa pro resto do mundo).

Relatório publicado neste mês pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI na sigla em inglês) sobre investimento em música por parte das gravadoras aponta que o setor considera ampliar os investimentos na carreira internacional de artistas de continentes que não frequentam as paradas mundiais. O principal exemplo mencionado é o K-Pop, o pop vindo do mesmo país de Psy, mas há uma menção genérica a mercados "emergentes", palavrinha mágica que imediatamente coloca o Brasil em cena. Não por acaso, Paula Fernandes é a única artista brasileira mencionada no relatório, justamente para exemplificar as ações promocionais voltadas para apresentar a cantora ao público fora do país. Paula andou por aí se apresentado ao lado do colombiano Juanes (em ação focada no público hispânico) e da norte-americana Taylor Swift (para o público de língua inglesa), conforme lembra o documento.

Se a estratégia da indústria vingar, poderá ser o começo do fim de décadas de domínio de artistas dos EUA no topo das paradas. Como reflexo da própria história da segunda metade do século XX, de 1955 até 2008, 76% dos 683 artistas que atingiram o número um da Billboard (que ditou e ainda dita muita coisa do que se ouve pelo mundo - mas não só nos dias de hoje, é bom reforçar) eram norte-americanos. As contas são feitas com base na compilação "Top Pop Singles", do historiador Joel Whitburn, que considera os artistas que atingiram o primeiro lugar no período mencionado (Psy foi incluído na lista por mim). Nesta tabela dá pra ver a lista de artistas por país e a quantidade de artistas por país.

A tão falada invasão britânica parece não ter sido tão ameaçadora assim e abocanhou apenas 12% do topo.  Os outros 12% são divididos entre artistas de outros 28 países (passe o mouse sobre o gráfico para identificar as fatias correspondentes a cada país).


A distribuição geográfica dos hits nº1, no mapa abaixo, mostra que desses 28 países restantes, a maioria se concentra na Europa (passe o mouse sobre os círculos para saber o país e a quantidade de números 1 que produziu). Canadá e Austrália, países de língua inglesa (apesar da porção canadense que fala francês), têm alguma repercussão. A América do Sul tem em Shakira a única representante a dominar o primeiro lugar da Billboard, feito que ocorreu após mudança na sua carreira, quando começou a cantar em inglês. Por sinal, isto indica que há uma outra barreira a ser quebrada, para além da geográfica: a linguística. Mas isso é outra história.





  

6 de dez. de 2010

Em julho, escrevi aqui sobre como um dos principais termômetros da música pop, a parada de sucessos, notadamente a da Billboard, um das mais tradicionais, precisava se renovar para acompanhar as mudanças no modo como se consome e se ouve música nesses tempos virtuais - clicks e views com mais peso que execuções em rádios e vendas de discos.

Na última semana, a Billboard deu o grande sinal de que está, sim atenta a isso e lançou a Social 50, parada de sucessos baseada na repercussão de bandas e cantores em sites de música e redes sociais. Para fazer o ranking, são contabilizados os números de fãs, a quantidade de pageviews e de músicas reproduzidas em páginas como o YouTube, MySpace, Twitter e Facebook.

A liderança da primeira semana ficou com Rihanna, seguida de Justin Bieber. Eminen, Lady Gaga e Nicki Minaj completam o top 5. Michael Jackson (12º), Bob Marley (24º) e Beatles (41º) também marcam presença, honrando o movimento old school.

Veja aqui a Social 50.

20 de jul. de 2010

Depois de sustentar por cerca de três meses a marca de vídeo mais visto da história do YouTube, o clipe de "Bad Romance", de Lady Gaga, que havia atingido 180 milhões de visualizações em abril, perdeu o recorde na última semana para "Baby", de Justin Bieber. O clipe do menininho chegou a 246 milhoes de views, ultrapassando as 245, 5 milhões de visualizações que o clipe de Lady Gaga havia conseguido atingir depois do recorde de abril.

Mais que medir a popularidade das duas mais recentes sensações do pop mundial, os números apontam para uma situação que, apesar de cada vez mais consistente, passa desapercebida em função da pressa e da velocidade com as quais esses feitos são anunciados na internet.

Daqui para a frente, os critérios de medição da fama no mundo da música saem das rádios e das lojas de discos para entrarem no mundo virtual, feito de cliques e views. Nesse sentido, a parada da Billboard, que desde a década de 50 tem sido a grande referência do mundo pop para apontar quem faz sucesso, vai perdendo o sentido de sua existência, pelo menos se continuar no formato atual, baseado no que as lojas vendem e no que as rádios tocam. Perde mais sentido ainda se considerarmos que essa parada sempre foi baseada em dados do mercado norte-americano e europeu, diferentemente da parada feita de cliques e views, que quantifica o sucesso sem limitações geográficas. É, portanto, mais descentralizada e, acredito, mais fiel ao que de fato o mundo anda consumindo em termos musicais.

Vivemos uma nova ordem mundial no mundo pop.

12 de mai. de 2010

Billboard Brasil, abril de 2010

Rolling Stone Brasil, maio de 2010
1)Isso é falta de assunto, competição entre as revistas ou o quê?
2)O Tiago Leifert bem que merecia a capa da RS.

9 de out. de 2009


Chega às bancas na próxima quarta-feira (14) a primeira edição da versão brasileira da Billboard, publicação norte-americana conhecida principalmente pela publicação das paradas de sucesso.

A versão nacional não vai ser diferente e vai trazer, a cada mês, as paradas do Brasil e dos EUA, além, é claro, de conteúdo editorial. O primeiro número terá textos sobre os bastidores da turnê de Roberto Carlos, os 30 anos do punk no Brasil e a fábrica de vinis no Rio.

A promessa é de que os leitores vão encontrar "de tudo" na revista, diz o publisher Antônio Camarotti nesta entrevista.

A Billboard Brasil já está no twitter.
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