Primeiro, Danny Boyle como diretor artístico e a dupla do Underworld como diretores musicais da cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres. Depois, um show com Duran Duran pra celebrar o início dos jogos, além da tentativa de colocar Paul e Led Zeppelin, dentre outros figurões da música pop inglesa também na abertura. Agora, logo no segundo dia da "turnê" de 70 dias que a tocha olímpica vai fazer pela Inglaterra, o objeto é carregado pelo Muse em Teignmouth, cidade natal da banda. Muito pop esses jogos, não?
21 de mai. de 2012
17 de mai. de 2012
By Priscila Brito on maio 17, 2012
Holograma é a palavra do momento. Desde que o Tupac apareceu via projeção no show do Snoop Dogg, no Coachella, só se fala nas possibilidades de isso virar uma nova modalidade de turnê. É quase garantido que a versão tecnológica de Tupac comece uma série de shows. Michael Jackson pode ter o mesmo destino, apresentando-se ao lado dos Jackson 5, segundo afirmou um de seus irmãos, Jackie.
O fato é que a coisa poderia ter causado muito mais estardalhaço um tempo atrás. Em 2010, surgiu um boato de que Paul e Ringo se juntariam a hologramas de John e George para um show beneficente em Los Angeles. Nada mais foi divulgado desde então e não se sabe em que medida era só mesmo um boato ou um projeto de verdade. Pioneiros em uma série de ações, os Beatles perderam essa do holograma para o Tupac.
Uma questão que se impõe agora é a validade, em vários sentidos, de uma ferramenta dessas. Que sentido faz você sair de casa para ver uma projeção? Quanto você pagaria para ver um show nesse formato, tendo em vista que os custos de produção são muito menores? - Não há cachê, despesas com roadies, estadias, etc.
A discussão surgiu hoje em um dos grupos de que faço parte no Facebook e cheguei à seguinte conclusão, no caso específico dos Beatles: um show com hologramas de George e John + Paul e Ringo em carne osso não me convenceria. Forjaria uma reunião que nunca mais poderá acontecer e ainda por cima geraria um estranhíssimo anacronismo. Não dá para colocar o Paul de 70 anos para dividir o microfone com o John de 40 (o mais envelhecido possível que pode-se ter o John, que morreu com esta idade). Por outro lado, pagaria para ver a reconstituição de shows importantes da banda. Seria gratificante, por exemplo, se transformassem em holograma o show do Shea Stadium. Quem nunca pensou como seria a sensação de estar naquele show? Daria para passar por uma experiência mínima que fosse daquela louca noite de 1965. Enfim, viver experiências antes impossibilitadas pela barreira do passado é o caminho mais interessante que se abre com o bafafá em torno do holograma.
O fato é que a coisa poderia ter causado muito mais estardalhaço um tempo atrás. Em 2010, surgiu um boato de que Paul e Ringo se juntariam a hologramas de John e George para um show beneficente em Los Angeles. Nada mais foi divulgado desde então e não se sabe em que medida era só mesmo um boato ou um projeto de verdade. Pioneiros em uma série de ações, os Beatles perderam essa do holograma para o Tupac.
Uma questão que se impõe agora é a validade, em vários sentidos, de uma ferramenta dessas. Que sentido faz você sair de casa para ver uma projeção? Quanto você pagaria para ver um show nesse formato, tendo em vista que os custos de produção são muito menores? - Não há cachê, despesas com roadies, estadias, etc.
A discussão surgiu hoje em um dos grupos de que faço parte no Facebook e cheguei à seguinte conclusão, no caso específico dos Beatles: um show com hologramas de George e John + Paul e Ringo em carne osso não me convenceria. Forjaria uma reunião que nunca mais poderá acontecer e ainda por cima geraria um estranhíssimo anacronismo. Não dá para colocar o Paul de 70 anos para dividir o microfone com o John de 40 (o mais envelhecido possível que pode-se ter o John, que morreu com esta idade). Por outro lado, pagaria para ver a reconstituição de shows importantes da banda. Seria gratificante, por exemplo, se transformassem em holograma o show do Shea Stadium. Quem nunca pensou como seria a sensação de estar naquele show? Daria para passar por uma experiência mínima que fosse daquela louca noite de 1965. Enfim, viver experiências antes impossibilitadas pela barreira do passado é o caminho mais interessante que se abre com o bafafá em torno do holograma.
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By Priscila Brito on maio 17, 2012
Quem diria. David Cameron, primeiro-ministro britânico, com aquela cara de almofadinha, mostra-se cada vez mais cool - ao menos no gosto musical. Nesta semana, ele declarou que seu álbum preferido de todos os tempos é "Dark Side of The Moon" e colocou músicas dos Smiths, Lana Del Rey e Killers dentre as suas favoritas. Cameron trouxe a público seu playlist por intermédio da campanha governamental "Music is Great Britain" , que pretende divulgar o melhor da música do Reino Unido por ocasião das Olimpíadas.
A se notar: "This Charming Man", dos Smiths, está no topo da lista, comprovando a predileção de Cameron pela banda de Morrissey. Tempos atrás, a banda até foi tema de um debate entre ele e uma deputada no parlamento. Johhny Marr deu piti e, via Twitter, proibiu Cameron de ser fã da banda mas, pelo visto, foi em vão.
Veja o "top 8" do primeiro-ministro:
1. The Smiths – This Charming Man
2. Lana Del Rey - Video Games
3. Mendelssohn – O for the wings of a dove
4. Pink Floyd – Money
5. The Killers – All These Things That I've Done
6. Radiohead – Fake Plastic Trees
7. Bob Dylan – Tangled Up In Blue
8. Benny Hill - Ernie
A se notar: "This Charming Man", dos Smiths, está no topo da lista, comprovando a predileção de Cameron pela banda de Morrissey. Tempos atrás, a banda até foi tema de um debate entre ele e uma deputada no parlamento. Johhny Marr deu piti e, via Twitter, proibiu Cameron de ser fã da banda mas, pelo visto, foi em vão.
Veja o "top 8" do primeiro-ministro:
1. The Smiths – This Charming Man
2. Lana Del Rey - Video Games
3. Mendelssohn – O for the wings of a dove
4. Pink Floyd – Money
5. The Killers – All These Things That I've Done
6. Radiohead – Fake Plastic Trees
7. Bob Dylan – Tangled Up In Blue
8. Benny Hill - Ernie
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7 de mai. de 2012
By Priscila Brito on maio 07, 2012
Ao contrário do que a teoria da conspiração sempre quis fazer crer, Elvis morreu. Ao menos, assim o crê Stan Lee, que acaba de transpor para os quadrinhos a imaginária tentativa do rei do rock de passar pelos portões do paraíso e pela sabatina de Deus. A história, cujo teaser foi liberado no vídeo acima, faz parte da graphic novel "Graphic Elvis", que reúne quadrinhos de outros artistas em tributo aos 35 anos da morte do cantor, completados este ano. Apenas 2.500 cópias da obra serão vendidas, ao preço de US$195. Quem quiser, é só clicar aqui.
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3 de mai. de 2012
By Priscila Brito on maio 03, 2012
Seja pela atemporalidade ou pela garantia quase certa de aceitação do público, o repertório dos Beatles se mostra fonte fértil para a linguagem do musical. Se já foram exploradas a plasticidade das imagens sugeridas pelas canções no filme “Across the Universe” e personagens de algumas canções, como Eleanor Rigby e o Sargento Pimenta, ganham vida no espetáculo “Love”, do Cirque du Soleil, é a lírica dos fab four que está no centro das atenções em “Beatles Num Céu de Diamantes”.
O musical, vencedor do prêmio Shell de 2009 pelo melhor arranjo vocal e instrumental, estará em cartaz na cidade nos dias 5 (sábado) e 6 (domingo), no Palácio das Artes, dando início a uma turnê nacional quatro anos após sua estreia, no Rio.
“É um espetáculo muito rico vocalmente. Não é cover. A gente faz uma releitura de músicas dos Beatles. Claro que as pessoas vão reconhecer todas as músicas, mas vão reconhecer com outra riqueza vocal. Ele dá prioridade para outras vozes cantarem Beatles: são tons diferentes de voz, tem mulheres cantando”, antecipa Gottsha, uma das atrizes-cantoras do elenco que soma dez pessoas no palco.
Todo o esforço é direcionado para que as vozes fiquem em evidência. Os recursos cênicos são mínimos: apenas objetos simples, como guarda-chuvas, malas, giz e bolhas de sabão são utilizados. As cerca de 50 músicas dos ingleses selecionadas para o espetáculo são alinhavadas sem lançar mão de diálogos ou personagens. O roteiro tem leve inspiração em “Alice no País das Maravilhas”, do também inglês Lewis Carroll – uma das influências de John Lennon, inclusive na composição de canções dos Beatles como “I'm The Walrus” e “Lucy in The Sky With Diamonds”, à qual o nome do musical faz referência.
O encontro de Alice com os Beatles gera um fio condutor que trata do tempo e do amadurecimento, mas de maneira sutil, ressalta Gottsha. “É uma coisa lúdica. Tudo é muito interpretativo. As pessoas ficam mais ligadas nas músicas do que nessa história que está implícita”, observa.
Aos mais interessados no repertório que no roteiro, a boa notícia é que do yeah yeah yeah (“She Loves You”, “A Hard Day's Night”) à guinada criativa (“A Day in the Life”, “I'm The Walrus”), todas as fases da banda são contempladas.
Beatles Num Céu de Diamantes
Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Dia 5 (sábado), às 21h, e 6 (domingo), às 19h. Ingressos entre R$ 70 e R$ 90.
*Reportagem publicada na edição de 28/4 do Jornal Pampulha
O musical, vencedor do prêmio Shell de 2009 pelo melhor arranjo vocal e instrumental, estará em cartaz na cidade nos dias 5 (sábado) e 6 (domingo), no Palácio das Artes, dando início a uma turnê nacional quatro anos após sua estreia, no Rio.
“É um espetáculo muito rico vocalmente. Não é cover. A gente faz uma releitura de músicas dos Beatles. Claro que as pessoas vão reconhecer todas as músicas, mas vão reconhecer com outra riqueza vocal. Ele dá prioridade para outras vozes cantarem Beatles: são tons diferentes de voz, tem mulheres cantando”, antecipa Gottsha, uma das atrizes-cantoras do elenco que soma dez pessoas no palco.
Todo o esforço é direcionado para que as vozes fiquem em evidência. Os recursos cênicos são mínimos: apenas objetos simples, como guarda-chuvas, malas, giz e bolhas de sabão são utilizados. As cerca de 50 músicas dos ingleses selecionadas para o espetáculo são alinhavadas sem lançar mão de diálogos ou personagens. O roteiro tem leve inspiração em “Alice no País das Maravilhas”, do também inglês Lewis Carroll – uma das influências de John Lennon, inclusive na composição de canções dos Beatles como “I'm The Walrus” e “Lucy in The Sky With Diamonds”, à qual o nome do musical faz referência.
O encontro de Alice com os Beatles gera um fio condutor que trata do tempo e do amadurecimento, mas de maneira sutil, ressalta Gottsha. “É uma coisa lúdica. Tudo é muito interpretativo. As pessoas ficam mais ligadas nas músicas do que nessa história que está implícita”, observa.
Aos mais interessados no repertório que no roteiro, a boa notícia é que do yeah yeah yeah (“She Loves You”, “A Hard Day's Night”) à guinada criativa (“A Day in the Life”, “I'm The Walrus”), todas as fases da banda são contempladas.
Beatles Num Céu de Diamantes
Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Dia 5 (sábado), às 21h, e 6 (domingo), às 19h. Ingressos entre R$ 70 e R$ 90.
*Reportagem publicada na edição de 28/4 do Jornal Pampulha
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2 de mai. de 2012
By Priscila Brito on maio 02, 2012
"Desde Que o Samba é Samba" é o novo livro de Paulo Lins, autor de "Cidade de Deus". A obra busca reconstruir as origens do samba recorrendo a personagens e bastidores do Rio de Janeiro do fim dos anos 1920. Um trecho do livro está disponível pela leitura, via Folha de S. Paulo. É só clicar aqui para acessar o PDF.
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1 de mai. de 2012
By Priscila Brito on maio 01, 2012
Ok Go mostrando-se interessante de se ouvir mas, principalmente, de se ver.
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30 de abr. de 2012
By Priscila Brito on abril 30, 2012
Eu poderia escrever aqui, mais uma vez, sobre como é sublime um show do Paul. Estive no show do dia 21, em Recife, e no do dia 25, em Florianópolis, mas tentar, inutilmente, descrever o sentimento que uma apresentação dele me provoca só repetiria o que já disse aqui, em 2010, e aqui, em 2011. Esses dois últimos shows só serviram de confirmação daquilo que vivenciei nos dois anteriores e chega a ser desrespeitoso com os meus sentimentos insistir em tentar traduzí-los mais uma vez em palavras - elas não dão conta, tadinhas. Vou aproveitar a deixa para falar de outra coisa. Peço apenas que, antes de seguir com a leitura, esqueçam que sou fã, pois esta é uma reflexão fria da situação.
Com essas três visitas do Paul ao Brasil em anos consecutivos, começou a ser comum dizer que "virou festa" ou chamá-lo de "arroz de festa" e coisas do tipo - comentários semelhantes aos que já ocorriam em relação a bandas como o Deep Purple e o Iron Maiden, visitantes frequentes do Brasil há muito mais tempo. A questão central disso tudo: por que haveria de ser motivo de chacota turnês constantes de artistas estrangeiros no país se lá fora, nos EUA e na Europa, esses mesmos artistas se apresentam frequentemente? Por que seria normal um artista fazer 14 shows nos EUA em 2010 e outros 7 em 2011, mas seria oba oba tocar três vezes no Brasil em 2010 e duas em 2011? Por que seria natural para o fã brasileiro esperar cinco, seis anos, para um novo show enquanto os americanos só precisam esperar a virada do ano?
É fato que esses shows constantes por aqui têm uma forte razão econômica: com Europa e Estados Unidos, os principais mercados do entretenimento, em recessão, economias que resistiram mais aos efeitos da crise inciada em 2008, como o Brasil, se tornam opção atrativa e mais segura para esse tipo de empreitada. Mas se, finalmente, estamos com a economia e um mercado de entretenimento capazes de ensaiar uma aproximação com o hemisfério norte, o mais justo seria que passássemos a receber um volume de shows mais próximo daquele que os fãs gringos recebem, não é mesmo? Afinal, somos fãs como os demais e, a despeito da carência de shows por longos anos, sempre consumimos o que fosse possível dos nossos ídolos.
O que parece ocorrer é que parte do público daqui se acostumou com aqueles tempos de terceiro mundo quando shows gringos por aqui eram coisa rara, quase uma caridade de quem vinha de fora. O mundo deu voltas, a economia deu reviravoltas e agora estamos, finalmente, começando a experimentar as coisas do jeito que elas sempre foram para os ricos lá de cima. Acostumem-se com a nova realidade, por favor. E aproveitem para eliminar esses resquícios do complexo de vira-latas (cães fofinhos do mundo, me perdoem).
Com essas três visitas do Paul ao Brasil em anos consecutivos, começou a ser comum dizer que "virou festa" ou chamá-lo de "arroz de festa" e coisas do tipo - comentários semelhantes aos que já ocorriam em relação a bandas como o Deep Purple e o Iron Maiden, visitantes frequentes do Brasil há muito mais tempo. A questão central disso tudo: por que haveria de ser motivo de chacota turnês constantes de artistas estrangeiros no país se lá fora, nos EUA e na Europa, esses mesmos artistas se apresentam frequentemente? Por que seria normal um artista fazer 14 shows nos EUA em 2010 e outros 7 em 2011, mas seria oba oba tocar três vezes no Brasil em 2010 e duas em 2011? Por que seria natural para o fã brasileiro esperar cinco, seis anos, para um novo show enquanto os americanos só precisam esperar a virada do ano?
É fato que esses shows constantes por aqui têm uma forte razão econômica: com Europa e Estados Unidos, os principais mercados do entretenimento, em recessão, economias que resistiram mais aos efeitos da crise inciada em 2008, como o Brasil, se tornam opção atrativa e mais segura para esse tipo de empreitada. Mas se, finalmente, estamos com a economia e um mercado de entretenimento capazes de ensaiar uma aproximação com o hemisfério norte, o mais justo seria que passássemos a receber um volume de shows mais próximo daquele que os fãs gringos recebem, não é mesmo? Afinal, somos fãs como os demais e, a despeito da carência de shows por longos anos, sempre consumimos o que fosse possível dos nossos ídolos.
O que parece ocorrer é que parte do público daqui se acostumou com aqueles tempos de terceiro mundo quando shows gringos por aqui eram coisa rara, quase uma caridade de quem vinha de fora. O mundo deu voltas, a economia deu reviravoltas e agora estamos, finalmente, começando a experimentar as coisas do jeito que elas sempre foram para os ricos lá de cima. Acostumem-se com a nova realidade, por favor. E aproveitem para eliminar esses resquícios do complexo de vira-latas (cães fofinhos do mundo, me perdoem).
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