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6 de fev. de 2014

Flea com carinha de quem falou demais

Depois de telespectadores notarem que o baixo de Flea estava desplugado durante a participação que o Red Hot Chili Peppers fez no show de Bruno Mars, no intervalo do Super Bowl, e de a internet fazer um rebuliço em cima da história, o músico resolveu prestar esclarecimentos. E acabou esclarecendo coisa demais.

Em texto publicado no site do Red Hot Chili Peppers, Flea disse que foi uma exigência da NFL (a National Football League) o uso de bases pré-gravadas para o baixo, a bateria e a guitarra (a banda fez uma gravação especial para ser usada na apresentação). Apenas os vocais estavam "liberados" para serem ao vivo. Não havia espaço para negociar algo diferente disso, ele afirmou. Segundo Flea explica, a exigência se justifica pelos poucos minutos que a organização do Super Bowl tem para preparar o palco para o show do intervalo. Com tão pouco tempo, há o risco de se cometer algum erro na organização dos equipamentos e arruinar o show, completa o baixista.

O que dá para inferir desta explicação? Se o pouco tempo para organizar toda parafernália necessária para o uso de instrumentos musicais ao vivo torna melhor o uso de bases pré-gravadas, e se o pouco tempo é sempre o mesmo (porque há uma regularidade pré-estabelecida na duração de competições esportivas e em seus respectivos intervalos, mais ainda em uma transmissão ao vivo de TV, onde tudo é rigidamente cronometrado), então o uso de bases pré-gravadas/playback (com exceção talvez dos vocais) acontece sempre, não é mesmo?  Então parem de pegar o Flea pra Cristo porque ele é um cara legal.

3 de fev. de 2014

A galera tirando o pé do chão no show do intervalo

Bruno Mars suando a testa e Anthony Kiedis sem camisa no frio de 7ºC que fazia em Nova York. Não dá pra dizer que não houve esforço para entregar ao público um Halftime Show correspondente ao tamanho da expectativa que costuma gerar o show do intervalo da final do futebol americano, o Super Bowl. Mas não deu.

Estamos apenas há uma semana distantes da bomba atômica que foi o combo Daft Punk + Pharrell + Nile Rodgers + Stevie Wonder no Grammy e o impacto da explosão ainda ecoa no universo da apresentação-ao-vivo-da-TV-americana-para-o-mundo. Vai levar um tempo para o mundo se recuperar daquele momento freak out e vai ser preciso mais que um sanduíche de Bruno Mars com RHCP para nos engalobar - os hits de sempre do Mars ("Locked Out of Heaven", "Treasure", "Runaway Baby", "Just The Way You Are") com o hit de sempre do RHCP ("Give It Away") sem nenhum molho extra pra apimentar.

Porém, para nossa alegria,  mesmo não sendo sua função principal, os tão badalados comerciais do intervalo serviram alguns aperitivos musicais gostosinhos para compensar o prato principal não muito apetitoso. Protagonistas em diferentes graus nos comerciais, Bob Dylan, U2 e One Republic completaram a playlist da noite e causaram tanto buzz quanto a lavada que o Denver Broncos levou do Seattle Seahawks (43x8). Foi assim:

Bob Dylan causando em dose dupla
O rumor que se espalhou durante a semana e que ninguém confirmou e muita gente duvidou se confirmou: Bob Dylan estreou um comercial da Chrysler. Em dois minutos de propaganda, ele exalta a "America" e a combalida indústria automobilística de Detroit, um de seus traços definidores, segundo o texto. No twitter, houve quem achasse uó, houve quem achasse o melhor comercial ever.




Antes de dividir os telespectadores norte-americanos, Dylan fez uma "aparição" menos polêmica em um comercial da marca de iogurte Chobani. Ligeiramente surreal, a propaganda mostra um urso que invade um mercado em busca de um pote do tal iogurte ao som de "I Want You", do clássico "Blonde on Blonde", de 1966.





U2 lançando música nova e fazendo caridade
Mais U2 que nunca, o U2 foi gigante e bonzinho ao mesmo tempo: estreou música nova, "Invisible", em comercial do Bank of America. A música foi imediatamente disponibilizada online e, para cada download, houve a promessa de doar US$ 1 para a (RED), organização de combate à AIDS criada por Bono em 2006.




One Republic encerrando um comercial-reality
Um cara comum recebe um convite de uma bela moça em um bar, pega elevador com uma lhama, vai parar em uma festa que só tem gêmeos, joga pingue-pongue com o Arnold Schwarzenegger e divide o palco com o One Republic. Em resumo, foi assim que a cerveja Bud Light deu um jeito de colocar a música pop no seu especial para o Super Bowl.




Ah, o Halftime Chocho você pode ver aqui.

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