18 de jan de 2012


Vida e obra de Elis Regina podem em breve ganhar um espaço permanente de exposição. Espécie de museu ou memorial, o espaço deve abrigar todo o acervo da exposição que vai correr algumas capitais do país a partir de abril, dentro do projeto Viva Elis, capitaneado pelo filho da cantora João Marcello Bôscoli.

"A ideia é ter um espaço permanente de exposição. Eu tenho uma propriedade em São Paulo onde eu poderia fazer isso, mas tem cidades disponibilizando espaços próprios também. No transcorrer desse processo a gente pode ter a chance de escolher um lugar, mas na pior das hipóteses a gente vai fazer num imóvel próprio. Será um local para visitação, mas também com possibilidade de ter aulas de música para manter o espaço vivo", antecipa.

Muito antes de concretizar a ideia, porém, João finaliza o projeto Viva Elis, que além da exposição, também inclui apresentações de Maria Rita, nas quais a cantora interpretará o repertório da mãe, um documentário e um livro. Mais que uma lembrança dos 30 anos da morte de Elis, o projeto é um trabalho de fortalecimento da memória da cantora, garante João. Tudo acontece no ano da efeméride, mas o pontapé inicial do projeto será somente em março, mês de aniversário de Elis. Mais precisamente, tudo começará com o show de Maria Rita em São Paulo no dia 17 de março, data de nascimento da cantora. "O hábito de comemorar as efemérides transcende a minha vontade. É um hábito humano. Quero fazer uma homenagem bonita. O dia da morte não é exatamente um dia feliz pras pessoas, já o nascimento é uma data mais solar, mais alegre", comenta.

Depois de São Paulo, o show de Maria Rita vai passar por Rio de Janeiro, Recife Porto Alegre e BH, sempre em locais públicos e entrada gratuita. Por aqui, a apresentação deve ocorrer em abril ou maio, segundo a produtora Malab, que organizará o show na cidade.

Exposição
Pelas mesmas capitais, também começando por São Paulo, em abril, vai passar a exposição que vai contar a trajetória pessoal e profissional da cantora. A entrada será gratuita. Há a possibilidade de outras cidades receberem a mostra em 2013, segundo João.

Multimídia, a exposição terá material de jornais, rádio e TV e muitas fotografias, retiradas de um acervo de cerca de 9.000 imagens. Parte desse material vem de doações de fãs. "Uma pessoa que acompanhou a Elis por muito tempo nos procurou. Ela tem todos os ingressos dos shows que a Elis fez e fotos que ela tirou por conta própria", revela. Uma gravação em super oito de parte da última apresentação da cantora no Rio de Janeiro também faz parte desse material cedido por anônimos.

Site terá "extras"
Em abril, simultaneamente à abertura da exposição dedicada a Elis Regina, em São Paulo, o projeto Viva Elis ganhará um site que vai abrigar material extra.

O "pacote" do projeto inclui ainda um livro que costura depoimentos de gente que fez parte da vida de Elis com declarações da cantora, contextualizando fatos históricos e de sua carreira. "Queremos que seja um livro de consulta", explica João Marcelo. O livro está sendo escrito por Allen Guimarães, "um estudante de 34 anos. É o olhar de uma outra geração". A obra será distribuída em escolas e bibliotecas públicas, mas João afirma que editoras já manifestaram o interesse de publicar o livro para comercialização. Está em fase de produção também um documentário sobre a cantora, que integrará a exposição. Com direção de Daniela Baranzini, da TV Cultura, terá dezenas de depoimentos, como o do radialista Walter Silva, o Pica-Pau, e Milton Nascimento.



*Reportagem publicada na edição de 7/01/2012 do Jornal Pampulha

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