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22 de ago. de 2012

Foram confirmado hoje seis shows de Robert Plant no Brasil em outubro:  Rio de Janeiro (18, no HSBC Arena), por Belo Horizonte (20, no Expominas), São Paulo (22, no Espaço das Américas), Brasília (25, no ginásio Nilson Nelson), Curitiba (27, no Teatro Guaíra) e Porto Alegre (29, no estádio Gigantinho).

O que esperar desse show? Digo o que não esperar: hard rock. Acompanhado de sua banda, agora rebatizada de The Sensational Space Shifters (antes era Strange Sensation), Plant apresenta músicas de sua carreira solo, com uma vibe meio celta, meio mística, e aproveita para colocar os clássicos do Led no mesmo pacote. Sim. Numa manobra meio #bobdylanfeelings, Plant pinta e borda com os arranjos de seus grandes sucessos. Mas, ao contrário de Dylan, que altera os arranjos de suas composições mantendo a sonoridade folk que nos acostumamos a ouví-lo tocar, o ex-Led Zeppelin transporta os clássicos do hard rock para um terreno musical bem diferente do seu habitat natural. Irreconhecível é pouco para a nova cara das músicas.

Lembram-se daquela versatilidade dele de que falei aqui na segunda? Pois é. Quem não acreditou, que aperte o play.

Muito prazer, Whole Lotta Love




Muito prazer, Black Dog


20 de ago. de 2012

O parabéns de hoje vai para Robert Plant pelos seus 64 anos e pela sua versatilidade, que vai da sensualidade agressiva e andrógena dos anos 1970 ao romantismo cavalheiro e brega de "Sea of Love", registrado neste vídeo inacreditável na década seguinte. E nem vem brigar comigo porque eu gosto dos dois Plants.


 
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