14 de mai de 2014

Ela canta, ela compõe e, por acaso, também é irmã de Beyoncé

Não deve ser fácil ser "a irmã da Beyoncé". Menos fácil ainda é ser "a irmã maluca da Beyoncé que atacou o Jay-Z no elevador". Por isso, dê uma chance a Solange Knowles e reserve um tempo para ouvir o que a também cantora produziu em sua carreira que já soma pouco mais de uma década. A produção nesse período foi econômica - dois álbuns e um EP, mas sinaliza para uma artista que aos poucos descobre quem realmente é. Não por acaso, seu terceiro disco de estúdio, anunciado para este ano, gera expectativa como nenhum outro trabalho seu gerou até hoje.

Solange estreou com "Solo Star" (2003), conjunto incipiente e açucarado de canções de R&B que formavam uma sombra do que a já famosa irmã fazia à época no Destiny's Child. Dá para pular esse primeiro capítulo da discografia da moça sem peso na consciência, mas também sem jogar pedras na cantora estreante: a moça tinha apenas 17 anos e especulou-se na época que seu pai, Mathew Knowles, empresário do Destiny's Child, articulava a carreira da caçula para incluí-la no grupo vocal de Beyoncé, transformando-o em um quarteto.

Cinco anos de afastamento da música, um casamento, um filho e um divórcio fizeram Solange amadurecer e surtiram efeito no seu retorno em disco em disco, em 2008, com "Sol-Angel and the Hadley St. Dreams". É a partir daqui que você pode começar a apertar o play para ouvir não mais a "irmã de Beyoncé", e sim Solange. Tomando as rédeas da autoria, a cantora escreveu 12 das 11 faixas do disco. O R&B continuou sendo a base musical, mas ela também assumiu com personalidade influências do hip hop e da música soul. É por esse caminho que passam algumas das faixas mais interessantes deste segundo trabalho, caso de "I Decided", que tem o toque do midas Pharrell Williams, e "6' O' Clock Blues", com produção de Mark Ronson, que mostrou que não foi só na parceria com Amy Winehouse que ele conseguiu imprimir o som da Motown.






Mais quatro anos de pausa e Solange retornou no fim de 2012 com o EP "True". Uma nova virada na sua trajetória, o conjunto de sete músicas apresenta uma artista mais singular, que se encontrou em sintetizadores oitentistas, camadas e temas mais introspectivos. Talvez você conheça "Losing You", música que conserva o lado mais pop dos trabalhos anteriores e que contou com a participação de Beyoncé na apresentação que Solange fez no mês passado no descolado Coachella. Mas vale ouvir também "Bad Girls", que fecha o EP e deixa uma interrogação instigante sobre o que ainda está por vir.







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