11 de mar de 2014

Ela simplesmente está no comando. Nada mais, nada menos

Depois de chamar atenção para a desigualdade de renda entre os gêneros em artigo para o The Shriver Report (relatório produzido pela organização A Woman's Nation, que pesquisa as mudanças do papel da mulher na sociedade), Beyoncé colaborou para mais uma iniciativa voltada para a valorização das mulheres.

Ela é uma das vozes da campanha #BanBossy, realizada pela Lean In, organização da chefe operacional do Facebook, Sheryl Sandberg, que discute formas de dar mais poder às mulheres. O propósito da campanha é desencorajar o uso do termo mandona ("bossy") para se referir a meninas e mulheres que demonstram comportamento de liderança. A iniciativa quer chamar atenção para o fato de que, usualmente, esse tipo de comportamento ganha leituras diferentes se apresentado por um homem ou mulher. Se um homem é assertivo e se impõe, ele é visto como um líder, palavra com valores positivos; se é uma mulher, é vista como mandona, um termo com carga positiva - talvez alguém que se lembre que essa foi uma discussão bastante recorrente na época em que a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo e ganhou fama de, adivinhe, mandona.

A ideia, em última análise, é estimular a confiança e atitudes de liderança em garotas - segundo dados da campanha, entre o ensino fundamental e o médio, a confiança das meninas diminui 3,5 vezes mais que a dos meninos; meninas estão propensas a se preocupar duas vezes mais que os meninos com a possibilidade de que um cargo de liderança as faça parecer "mandonas".

Além de Beyoncé (que é líder de si mesma, posto que tem total controle sobre tudo em sua carreira), outras mulheres em postos de liderança de destaque também dão suporte à campanha, como a ex-secretária de Estado norte-americana Condoleeza Rice e a estilista Diane Von Furstenberg. Homens, que ainda não são figuras tão recorrentes quanto necessário em iniciativas desse teor, também participam da campanha. No vídeo que reúne depoimentos de todos esses apoiadores (veja abaixo), sobrou para Beyoncé a fala mais diva, curta e grossa possível: "I'm not bossy. I'm the boss" (Não sou mandona. Eu sou a chefe). Who run the world?


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