3 notas sobre a morte de David Bowie

O que eu trouxe na bagagem da Colômbia

A(s) pergunta(s) que eu não fiz para Steve Aoki

25 de jun. de 2012

No show que encerrou o festival Natura Musical, ontem (24), em BH, Gilberto Gil protagonizou o primeiro uso de holograma em show no Brasil. O baiano, que sempre se mostrou aberto a novidades tecnológicas relacionadas à produção e distribuição da música, contracenou com um holograma de si mesmo, bem mais jovem, durante a apresentação.

Contrariamente ao alarde que feito pela imprensa com o uso do mesmo recurso, em abril, no Coachella, quando Snoop Dogg cantou com um holograma de Tupac - precipitando, a partir daí, uma enxurrada de propostas de ressuscitação de astros da música, desta vez a repercussão praticamente não existiu. Ficou só no Facebook, graças à pagina do festival, e um pouco menos ao Twitter, via Emicida, atração do festival que deu a notícia em seu perfil. Por quê? Se o show tivesse sido em SP ou no Rio teria sido diferente?

11 de jun. de 2012

Depois da moda do teaser de trinta segundos de um novo single, parece que a febre agora nos lançamentos da música são os trailers de disco. Na mesma semana, Killers e Muse deram amostras (vai saber se concretas ou conceituais, só mesmo ouvindo o material novo pra ter certeza) de seus próximos álbuns, "Battle Born" e "The 2nd Law", respectivamente. Em tempos de baixas vendas, downloads gratuitos e profusão de novidades musicais, tudo isso graças à internet, não deixa de ser uma manobra comercial notável por parte da indústria fonográfica: cria expectativa no público e, ao menos, se antecipa a possíveis "vazamentos" (sempre rola aquela dúvida se vazou mesmo ou se foi intencional) de modo a centralizar em um primeiro momento o monopólio do lançamento. Pra quem é fã, é, no mínimo, um aperitivo que cai bem.



4 de jun. de 2012



Quatro anos atrás o artista norte-americano Shepard Fairey usava o que se transformaria no seu mais conhecido trabalho até hoje para traduzir o sentimento de uma vasta parcela da população de seu país. Um cartaz que trazia uma foto de Obama em serigrafia com a palavra "HOPE" escrita logo abaixo sintetizava as expectativas que os eleitores tinham em relação ao então candidato democrata e se tornaria no ícone da campanha vencedora de Obama.

Hoje, a esperança ainda sente os efeitos do banho de água fria que levou da crise econômica que eclodiria ainda em 2008 e Obama já não é mais o messias que parecia ser. Mesmo assim, questões da "América" continuam pautando as criações de Fairey. Ele acaba de produzir onze telas, uma para cada faixa do novo disco de Neil Young, "Americana", conjunto de versões para clássicos da música folk dos Estados Unidos. Muitas das imagens têm uma estética combativa e revolucionária para casar com os versos que tratam da alma Americana.

Pouquíssimas dessas onze imagens caíram na internet (uma delas é a feita para a faica "This Land Is My Land", acima), mas é possível ver todas elas, de uma maneira belíssima, em um filme de 40 minutos que Neil Young fez para acompanhar o primeiro disco em nove anos com a Crazy Horse. O filme, que imita o cinema mudo, conta a história de um escritor que vai em uma galeria de arte à procura de imagens para ilustrar seu livro. Progressivamente, ele vai encontrando as imagens feitas pelo próprio Fairey. A trilha sonora é o próprio disco, cujas faixas surgem no momento em que são mostradas as telas correspondentes - algumas com belos closes que evidenciam detalhes e texturas. Filmes da era do cinema mudo completam a edição do vídeo.

"Americana" tem lançamento oficial amanhã (5). O vídeo pode ser visto no site de Neil Young.

30 de mai. de 2012

Os Beach Boys estão de volta com "That's  Why God Made the Radio" e o Guardian colocou cinco faixas desses disco novo para audição. Ouça aqui e sinta a brisa que ainda emana das músicas da turma do Brian Wilson.

29 de mai. de 2012

Caiu na internet o vídeo de um ensaio de Madonna para a próxima turnê, MDNA. Nele, ela canta "Express Yourself" e emenda com "Born This Way", música de Lady Gaga com uma melodia parecidíssima com a primeira. A sequência é arrematada com "She's Not Me". O medley foi interpretado como uma alfinetada daquelas contra Gaga. Eu acho que sim. E também acho que não. "She's Not Me" é um recado bem direto. Incorporar "Born This Way" a "Express Yourself" pode servir para indicar a escancarada semelhança de ambas as músicas, mas também pode ser uma citação honrosa a Gaga - ninguém vai fazer publicidade da concorrência assim tão gratuitamente. A única certeza é que Madonna continua das boas, fazendo música e polêmica, tudo junto e misturado, como tem sido desde sempre.

28 de mai. de 2012


Enquanto eu nem imaginava que do lado de fora do Parque da Independência, ontem (domingo, 27) em São Paulo, a polícia dava mais um exemplo de elegância SÓ QUE NÃO pra cima do público que tentava entrar para ver o show do Franz, dentro do Festival Cultura Inglesa, só uma coisa tirava minha atenção do show e da elegância do Nick: quem é este ser que estampa o cenário do palco da banda?

Não é o seu Francisco Ferdinando, como a princípio eu pensei. Ele tinha um baita de um bigode. O moço da imagem é Gavrilo Princip, estudante iugoslavo que matou o arquiduque austríaco - episódio considerado um dos estopins da primeira guerra. Vítima e algoz unidos décadas depois na indielândia. Fim do parêntese histórico.

23 de mai. de 2012

A vontade é muita de ver a adaptação de "O Grande Gatsby" para o cinema, mas trailers sempre dizem muito pouco - ao menos pra mim. Por outro lado, a trilha me abriu enormes expectativas. Jack White esguelando "Love is Blindness", do U2, deu um outro tom pra história que parece sempre se passar ao som de jazz: nada de glamour, muito drama, parece.

22 de mai. de 2012



Depois do Pac Man na tela da super poderosa página de música (em comemoração aos 30 anos de criação do jogo) e da guitarra em que era possível executar os clássicos da cultura pop com o teclado (no aniversário de Les Paul), o Google coloca no ar mais um doodle para ameaçar nossa produtividade: um sintetizador em que é possível tocar e gravar qualquer composição - e ainda compartilhar o resultado naquele rede social deles que ninguém usa.

O brinquedinho vai estar disponível para o lado oeste do planeta só amanhã, quarta-feira, 23, dia de nascimento de Robert Moog, dono do invento. Mas acessando a página do Google da Austrália, à nossa frente no relógio, já é possível dar início ao vício. Vá lá: http://www.google.com.au/


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