Graças a uma boa alma, milhares de músicas das atrações que passaram pelo festival South by Southwest (SXSW) entre 2005 e este ano estão disponíveis para baixar neste site. São mais de 5 mil músicas. Entre os downloads possíveis, estão R.E.M, Lou Reed e muita gente desconhecida, mas interessante.
Quem?
O SXSW é um MEGA festival criado em 1987, em Austin, no Texas. Começou como um pequeno concurso de bandas e virou um evento que mescla mostra de cinema, conferências, cursos e milhares de shows. Só este ano, estão previstas 1.800 apresentações, entre Motorhead, Cheap Trick e os brasileiros Hurtmold e Lucy and the Popsonics.
1 Milhão de Downloads é um blog que indexa links para download de música brasileira. A ênfase é em material raro, que não foi relançado em CD ou, mesmo digitalizado, teve baixa distribuição. O objetivo, como o nome indica, é chegar a um milhão de downloads. Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Moacir Santos e Jards Macalé são alguns dos nomes do "acervo".
Acesse, baixe, ouça e agradeça a Deus pela existência da internet.
Ontem, neste mesmo horário, estava eu lá no Mineirinho me divertindo com o Sebastian Bach, aguradando o Guns subir no palco. Com quem esteve lá, com quem não esteve também, compartilho as minhas (bobas) impressões sobre a noite.
Pra variar, o Mineirinho melou a acústica. Mesmo da pista premium, a voz de Axl ficou inaudível em alguns momentos.
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A pirotecnia impressionou na abertura do show e faz todo o sentido para uma banda com a história do Guns. Mas explodir fogos e acionar lança chamas em 3, 4, 5, 6 músicas é muito over. Isso é coisa de show da Cher.
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"Chinese Democracy", a música, é muito melhor ao vivo que no disco.
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Faltou uma baladona estilo "Good Times" pra cantar com os displays dos celulares acesos. Onde foram parar "Patience" e "Don't Cry"?
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"Welcome To The Jungle" estraçalhou minha garganta.
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A guitarra do DJ Ashba é puro glamour.
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Sabe a expressão "pingando de suor"? Axl é a personificação extrema dela.
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A cada solo de guitarra, eu pensava: "Slash, onde estás tu?"
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Apesar de todos os pesares que o Guns acumulou desde que a formação clássica se separou, ouvir "Mr. Brownstone", "You Could Be Mine" e outros clássicos ao vivo é impagável. Lamento por quem não foi.
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O show de abertura de Sebastian Bach me surpreendeu tanto que também merece uma sessão de flashes.
Aos 42 anos, Sebastian não tem mais a babyface dos anos 90, mas, magérrimo, segura muito bem a calça de couro apertadinha.
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Magérrima, na verdade, é a banda toda. Parece o Black Crowes.
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Clichê pouco é bobagem. Sebastian cuspiu jatos d'água no público, disse que amava BH e se esforçou para dizer muitas frases em português. Fofo.
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Com tanta simpatia, Sebastian virou quase um brasileiro. Pelo menos era o que indicava a camisa que usou uma parte do show: amarela, com as inscrições "Brasil" e "Tião" (apelido para Sebastião, versão abrasileirada de seu nome). Viva Tião!
O jornal inglês The Guardian vai acompanhar ao longo do ano a trajetória de 10 apostas para a música para saber se a profecia de sucesso sobre essas bandas se concretizará. O acompanhamento será no formato de uma "gincana pop": as bandas vão ter o seu "progresso" medido por pontos (obtidos pela posição nas paradas, pelas parcerias, pela repercussão de declarações, etc) que serão comparados em um gráfico. Apesar de não serem nada claros e objetivos quais os critérios para atribuir X pontos à banda Y, vale seguir o gráfico pela brincadeira.
No ar desde 14 de fevereiro no Reino Unido, uma campanha da Citroën para divulgar um novo modelo de carro utiliza imagens de Lennon e Marilyn Monroe dubladas por atores cujas falas fazem afirmações que jamais saberemos se o músico e atriz realmente fizeram.
Segundo o diretor de marketing da montadora, os dois foram escolhidos por seu status atemporal, o que coincide com a proposta da campanha de mostrar como a onda retro está ultrapassada. Só faltou ele explicar uma coisa: a intenção era fazer o consumidor acreditar que Lennon e Marilyn disseram tudo aquilo ou mentir descaradamente?
Orkestra Rumpilezz é o projeto paralelo de Letieres Leite, saxofonista, percussionista e arranjador de Ivete Sangalo. Formado por 19 músicos (cinco percussionistas e 14 instrumentistas de sopro), o grupo faz música instrumental inspirada no universo percussivo baiano, do candomblé ao Olodum. Na ativa desde 2006, os músicos preparam o primeiro disco para este ano. Enquanto não tem material novo nem apresentação ao vivo, dá para acompanhar a Orkestra no MySpace.
A Unidos da Tijuca venceu a disputa entre as escolas de samba do Rio com o enredo "É segredo!", que abordou alguns dos maiores mistérios da história da humanidade.
Excetuando-se episódios da história antiga, como o cavalo de Tróia, o incêndio da biblioteca de Alexandria e os jardins suspensos da Babilônia, os outros "segredos" abordados pela escola no desfile são do domínio da cultura pop erguida no pouco distante século XX: a identidade dos super-heróis, a máfia italiana glamourizada por Hollywood, a morte/eternidade de Michael Jackson. Sinal de que "o maior espetáculo da Terra", apesar de todo o peso da tradição que carrega nas costas, não corre o risco de virar peça de museu porque tem plasticidade suficiente para se comunicar com o idioma do presente.
Não por acaso, o público aprovou de imediato o trabalho da escola, que, já no domingo, saiu da Sapucaí sob o coro de "é campeã".
Baterias de escolas de samba não são engomadinhas e contidas como as orquestras. Porém, a quantidade de integrantes, sua disposição no espaço conforme o tipo de instrumento e o comando de uma pessoa por meio de gestos permitem que se faça uma aproximação entre esses dois tipos de organização musical que, numa análise imediata, parecem ser tão díspares. A matéria abaixo, do Estadão, feita em carnavais passados, mostra um pouco isso, ao esmiuçar o funcionamento de uma bateria. Vale a pena ler.