Já experimentou digitar "literal video version" na caixa de busca do You Tube? O site retorna uma série de paródias que trocam a letra original de uma determinada música por versos que expressam o que se passa nas imagens do clipe da música em questão. Rende boas risadas.
O Placebo lançou o que talvez seja o primeiro clipe interativo da história da música (me corrijam se eu estiver errada). O vídeo de "The never ending why" permite que o espectador controle o movimento das animações por meio do cursor do mouse. Para brincar, é só clicar aqui. Abaixo, a versão "tradicional" do clipe.
Em 1964 um dominicano e um italiano fundaram em Nova York o selo de música latina Fania. Décadas depois, o acervo foi parar na internet, disponibilizado para todo o mundo. Na página do Fania, é possível ouvir o catálogo do selo em streaming, podcasts, playlists temáticas e conhecer a biografia dos artistas pertencentes ao selo.
Este é o primeiro verso de "Monólogo ao pé do ouvido", primeira faixa do primeiro disco de Chico Science e Nação Zumbi, "Da Lama ao Caos". Não poderia ter sido mais incisiva a apresentação da banda ao mundo da música. O que se seguiu a partir dali foi um marco no curso da história da música brasileira, assim como também o foram a bossa nova e a tropicália.
Não é preciso gancho algum para lembrar o que o manguebeat fez pela música, mas o dia da morte de Chico, ocorrida num dois de fevereiro de 1997 em razão de um acidente de carro, é um momento oportuno para chamar a atenção de quem ainda não conhece a dimensão do que aconteceu em Recife no início da década de 90.
Uma dica é o livro "A Rapsódia Afrociberdélica", do escritor e dramaturgo recifense Moisés Neto, que analisa o manguebeat a partir de conceitos como identidade, diversidade cultural e globalização. Ele está disponível na íntegra para download.
Outra dica, obviamente, é ouvir a música de Chico e de seus parceiros de manguebeat. Comece já.
Essa não é tão nova assim, mas pode ter passado despercebido por alguém: a atriz Marion Cotillard gravou música inédita do Franz Ferdinand. "The eyes of mars", nome da parceria, é trilha da nova campanha da Dior. A música demora um pouco para alcançar a pegada do Franz, mas chega lá.
Em abril, o deserto de Indio, na Califórnia, sedia o Coachella, festival de música que reúne, em média, quarenta atrações em cada um dos seus três dias de shows. Há nomes do rock, da eletrônica e do rap e, neste ano, uma atração brasileira: a cantora Céu.
Mas, e se o festival fosse no Brasil? Quais bandas seriam escaladas? Alguém com criatividade e senso de humor resolveu responder a essa pergunta e montou a programação do CoAXÉlla, versão brasilis do festival norte-americano.
A julgar pela programação de cada um deles (abaixo), em qual dos dois você iria?
No melhor estilo do it yourself, o músico China resolveu colocar em prática uma ideia: criar um programa de TV no qual uma banda convidada produz uma música inédita em um estúdio caseiro. De quebra, a banda ainda bate um papo, um especialista dá dicas de como montar um estúdio em casa, um música apresenta sua parafernália caseira e um DJ cria uma música a partir do material dos convidados do programa.
O único detalhe é que até agora nenhuma emissora de TV aceitou produzir o Estúdio em Casa, nome do projeto. Graças à internet, porém, não será preciso esperar a ficha de algum canal cair. Trechos dos dois programas piloto gravados até o momento (com Daniel Belleza e Mombojó) estão no site do projeto, junto com outros extras - blog, downloads.
Quem, assim como eu, está encantado com "Onde Vivem os Monstros" antes mesmo da estreia (é hoje!), pode se aquecer com a trilha sonora do filme, que está disponível no site do longa. As composições são de Carter Burwell, compositor especialista em trilhas sonoras, e Karen O, vocalista do Yeah Yeah Yeahs, o que é um bom sinal.
O site tem outros aperitivos para o público, como downloads de papéis de parede, imagens e aplicativos para Iphone.
+Onde Vivem os Monstros
O site Terrible Yellow Eyes reúne imagens feitas por várias artistas inspiradas nas ilustrações do livro homônimo que deu origem ao filme. A propósito, a obra do norte-americano Maurice Sendak, lançada em 1963, ganhou recentemente edição nacional.