27 de dez de 2012


O mundo não acabou, 2012 também não (quase), mas este blog só quer saber de 2013. Por isso, ao contrário dos anos anteriores, uma tentativa de retrospectiva (que fiz de alguma forma no Data Música aqui e aqui) vai dar lugar a algumas perguntas que podem encontrar respostas no ano que em breve começará. São cinco, que entrarão no ar ao longo da semana. Voilá:

Mudança na lei da meia entrada pode (pode?) diminuir valor dos ingressos

3)Vamos pagar mais barato para ver shows?
É praxe reclamar do quanto pagamos mais caro que em outros países para ver as mesmas atrações e é consenso que a culpa é do uso indiscriminado e ilegal do benefício da meia-entrada - gente que forja documentos para se beneficiar do direito garantido por lei. A fórmula é simples: a possibilidade de pagar metade do preço atrai gente que tem e que finge ter o direito, o que aumenta a quantidade de ingressos vendidos a preço em tese menor e obriga os produtores a jogarem os valores da inteira pra cima, de modo a garantir custeio e lucros do evento. No fim das contas, tudo fica caro e uma meia aqui às vezes é mais que o valor integral de um ingresso em países vizinhos. Isso pode mudar já em 2013, quando o Congresso votar o projeto que estipula mudanças para o benefício. Em linhas gerais, a nova lei vai limitar em 40% a quantidade de ingressos de meia (o que permitiria aos produtores um controle sobre o total de entradas vendidas a preço menor e, com isso, uma previsão de lucros menos flutuante) e conceder o direito de expedição do documento apenas a entidades estudantis, com material produzido pela casa da moeda (de modo a evitar falsificações e conceder o direito a estudantes, digamos, no sentido mais tradicional do termo). Gente grande do mercado de shows, como os responsáveis pelo Lollapalooza, já garantiram que essas mudanças são suficientes para diminuir o preço dos ingressos. A ver. Enquanto isso, ninguém fala sobre a absurda cobrança da taxa de conveniência...

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